novembro 09, 2008

Freddie e Jonathan


O filme se chama August Rush – aqui, ganhou o absurdo nome de O Som do Coração. Era a estréia no Telecine e por causa do sujeito aí da foto – Jonathan Rhys Meyer, sem dúvida, está na lista dos meus 10 mais bonitos -, decidi assistir. Ele está lindo, sempre está. Mas não é só.

O filme é uma lindeza: um conto de fadas moderno, doce, gostoso. E é covardia colocar Freddie Highmore como protagonista. É querer colocar todos os outros atores em segundo plano. Adorei o garoto em Finding Neverland e foi uma delícia vê-lo ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet, fazendo o pequeno Peter. Aqui, ele engole todo mundo – até Robin Williams, totalmente fora de esquadro no papel que lhe deram. O menino sorri, feliz, e parece que a cena se ilumina...

E a música! Ficou a impressão de que escolheram as músicas e então fizeram o filme. Jonathan faz um roqueiro irlandês – e canta! Agora, vou atrás da trilha sonora. Mas não é só por causa dele, não. As músicas são lindas.

Rhys Meyer é irlandês, então não teve dificuldade nenhuma com o sotaque – só teve de ser ele mesmo... Descobri que tem a idade de meu filho mais novo e que não é a primeira vez que ele canta em um filme.

Já não chega toda a mística que tenho em relação à Irlanda e ainda me aparecem esses irlandeses de tirar o fôlego...

novembro 08, 2008

Trabalho e ócio


Inconstância é a palavra-chave do meu trabalho, atualmente. De duas/três semanas de trabalho ininterrupto, inclusive nos finais de semana, seguem-se duas/três semanas de absoluto ócio. Então, meu humor sobe e desce, parecendo aqueles gráficos de atuação da bolsa de valores em momentos de crise. Ou, num exemplo mais acessível, um elevador...

Já disse várias vezes que não gosto de trabalhar – aquela velha história que nasci para ser dondoca, teúda e manteúda -, mas gosto de gastar. Para ter uma coisa, preciso fazer a outra. Assim... No trabalho, a perspectiva de poder comprar coisinhas me deixa contente. Claro que às vezes a gente fica muito brava por conta de atrasos, coisas que não são entregues conforme o combinado, desatenção, falta de respeito (e como tem isso!). Mas saber que vai entrar um dinheirinho sempre é animador.

Daí que me peguei pensando que dá pra viver com menos e que não precisaria fazer o tanto de coisas que faço só pra sustentar meus luxos. Claro que isso passou pela minha cabeça naquela fase de nada a fazer mas com preocupação de como vai ficar se não aparecer mais nada. E em seguida, fazendo uma listagem rápida do que poderia dispensar, concluí que seria melhor aparecer muito trabalho porque não estou disposta a abrir mão dos meus luxos.

A desvantagem é que não dá para fazer planejamento do futuro próximo. Nunca sei se e quando estarei livre. Agora estou de novo na fase meu nome é trabalho. Há duas semanas, no meio do nada a fazer, combinei com uma amiga de cometer uma extravagância e experimentar uma receita da Nigella. Pavlova. Um verdadeiro e delicioso atentado de colesterol. Era para ser neste final de semana. Não vai dar. Vou trabalhar.

Por enquanto, a gente tem de se contentar só com a foto....

outubro 02, 2008

Treino de descanso

Claro que é preciso ter espírito para isso. Ficar à-toa, pensando em um monte de nada e em tudo, procurando alguma coisa que ocupe os olhos enquanto a barriga empurra o tempo. Bom, é o que eu tenho feito desde segunda-feira. Mentira: na segunda, ainda trabalhei um pouco. Afinal, era a reta final de um trabalho que não exigia mais minha presença, mas precisava da minha participação. Depois... foi só nada a fazer!

A gente precisa mesmo de uns períodos assim. Achei, na terça, que na quinta entraria em parafuso se não pintasse trabalho. Mas sabia também que haviam coisas engatilhadas que poderiam deixar de ser projetos muito rapidamente. Então, estou à espera.

Experimentei novos lugares para mudar a paisagem. Com o terraço todo telado, descobri um excelente lugar pra ficar lendo no final da tarde – mas acho que se o verão for muito bravo, vou ter de providenciar um guarda-sol. Minha poltroninha no quarto é outra opção maravilhosa. E, claro, tem o posto fixo na sala, na frente da TV.

Fiz planos – e ainda vou cumprir – de costurar. Por enquanto, não me animei em me enfurnar no mocó, sem paisagem à vista. Mas sei que preciso ir. E irei quando pintar aquela vontade de produzir alguma coisa, de sentir que estou fazendo alguma coisa. Por enquanto, não deu vontade.

Felicidade é isso: fazer o que se tem vontade, quando se tem vontade.

Então, hoje estou feliz.

* * * * *

Fiquei mais de mês sem escrever. Muita água rolou sob a ponte, mas agora isso nem tem tanta importância mais. Por isso, nem vale a pena contar.

Hoje, deu vontade de escrever. Amanhã, quem sabe?

O futuro a Deus pertence...

* * * * *

Esse post vai sem foto porque estou sem Photoshop no PC. Tem no Maquinho - ei, essa é uma novidade pra ser contada! -, mas não vou usar ainda.

Isso se chama preguiça.

agosto 22, 2008

Comentários olímpicos


Mais um pouco e eu emplacava um mês inteiro sem escrever. Mas acho que não fez falta, no fim das contas. Primeiro era muito trabalho, depois muita preguiça, depois... Olimpíada. Já falei isso neste blog há algum tempo, mas sempre repito: o Pedro Bial me disse, numa entrevista, que em época de Olimpíada ele vira samambaia pendurada na frente da televisão. Eu também – quando dá.

Essa edição pequinesa é dura. Os horários são terríveis para nós, brasileiros. Com isso foram várias noites indo dormir de madrugada, só pelo prazer de ver recordes caindo, esportes quase desconhecidos que quase não são mostrados pelas TVs. E acordando o mais cedo possível, pra não perder muita coisa.

Futebol? Esquece... Eu tinha certeza de que a turma do Dunga não traria o ouro. Torcia pelas meninas – e olhe que não gosto de futebol feminino. Outra certeza que eu tinha é que o Diego Hipólito iria falhar. Tem uns caras que a gente olha, observa, admira, mas sabe que não vai chegar. Não me pergunte porque, tenho essa impressão desde quando ele começou a aparecer. E não sei não, mas acho que o vôlei masculino vai é voltar com a prata – tomara que eu esteja errada, os meninos são muito bons. Idem para o feminino – e elas, até agora, não perderam um único set. Botei a maior fé na Jade, mas ela tremeu. Responsabilidade é um peso que pouca gente consegue levar na boa. Ela não conseguiu, o que é uma pena.

A primeira semana valeu pelo Cielo. Menino de ouro – e é, mesmo que não trouxesse a medalha. Foi lá, se apresentou, disse e mostrou porque foi. Torci desesperadamente, gritei, pulei – sozinha, porque até os gatos saíram correndo de perto, assustados. Chorei com ele, no pódio.

Na natação, como todo mundo, eu queria ver o Phelps. Acabei encantada com Kosuke Kitajima, o japonês dos 100 e 200 metros do nado de peito. Ele é o peixe, não o Phelps. O carinha é incrível: pequeno (tá, é mais alto do que eu, mas isso não é vantagem), se desloca dentro da água com uma elegância e uma técnica que faz a gente morrer de inveja. Quando eu estava aprendendo a nadar (lá se vão uns vinte anos...), não conseguia sair do lugar quando comecei a aprender o nado de peito. É muita coisa pra gente mexer ao mesmo tempo e em sincronia. E o segredo, me dizia o instrutor, é a pernada, que tem de ser forte para a gente se deslocar e conseguir empurrar a cabeça pra fora. E enquanto a cabeça de todos os outros nadadores aparecia o tempo todo fora dágua, num ritmo alucinante, a cabecinha do Kitajima vinha em longas pausas. É aí que ele ganha. E é por isso que eu coloco a foto dele.

Hoje voltei a chorar, com a Maurren. A força mental dessa mulher é impressionante. Virei fã dela. E o atletismo me deu bons momentos nesta segunda semana, com o Usain Bolt dançando, fazendo folia e arrasando os tempos dos adversários.

Agora falta pouco, só mais dois dias. Meu tempo de samambaia está no fim...

julho 29, 2008

Citações


Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


(Eclesiastes, cap. 3, versículos 1 a 8)


A filha postou esse trecho da Bíblia no blog dela. Achei lindo.

E, para ilustrar, “roubei” a foto do Flavinho, direto do Flickr dele – horas de encantamento, sonho, viagens. Obrigada por alegrar meu dia!

Quase um mês de ausência. Mas acho que o meu tempo não era o de escrever – pelo menos não no blog...

julho 02, 2008

Protesto


Depois de alguns trabalhos, descobri que as coisas funcionam mais ou menos assim:

As empresas contratam agências de publicidade para cuidar do marketing delas.
As agências pedem aos departamentos comerciais dos jornais que criem produtos especiais para seus clientes.
Os departamentos comerciais contratam uma outra empresa para realizar os tais produtos especiais.
A outra empresa faz o tal produto e devolve ao departamento comercial, que devolve à agência, que mostra ao cliente, que faz alterações e devolve à agência.
A agência encaminha as alterações para o departamento comercial, que as encaminha de volta à outra empresa, para fazer as emendas necessárias.
E esse caminho de vai-volta se repete por quantas vezes forem necessárias, até que o produto fique do jeito que a agência pensou no começo.


Um parceiro meu me explicou que essa burocracia toda se deve pura e simplesmente à necessidade de as agências terem alguém para responsabilizar se, por acaso, o produto não sair do gosto do cliente. Ou seja: as agências pagam para alguém engolir o sapo. Esse mesmo parceiro observou que é muito fácil promover mudanças num produto que já existe – antes disso, ninguém sabia ao certo o que queria.

Tudo isso é pra explicar a minha dificuldade em engolir isso tudo. Se as agências têm um redator – e Deus sabe o tanto de palpite que esse infeliz dá! –, por que não entregam o trabalho para esse redator, que já saberia exatamente o que tem de ser feito? ?As agências têm tudo: redator, diretor de arte, softwares, hardwares, palpites, idéias, diagramador, impressoras... Ah, mas só tem um redator e ele é muito ocupado... Por que não contratam mais gente, então? Tem de ter essa burocracia toda, esse passa-passa, vai-e-volta insano e contraproducente? Isso é pra mostrar serviço? Ou só pra algum sujeito ter a sensação de mandar em alguém?

Tá bom, é trabalho pra mim. Não deveria reclamar. Afinal, dessa confusão toda sobra algum dinheirinho pra mim. Mas não seria mais lógico a agência fazer o produto junto com o cliente e repassar o produto pronto para o comercial dos jornais? Resumindo: isso tudo me irrita, me desgasta, me faz mal.

As coisas poderiam ser bem mais simples...

junho 21, 2008

Tristeza e culpa


Sabia que culpa faz mal à saúde. Não pensei que fosse tanto. A cabeça dói, o corpo pesa, fica um peso no peito que não desata nem vai embora. Fica aí, pesando, lembrando do que deveria ter sido feito e não foi. Não lembro de ter sentido isso alguma vez na vida. E não gosto. É uma sensação muito ruim.

Costumo dizer que não tenho arrependimentos, que o que foi feito já está feito e pronto. Acho que era verdade até ontem. Agora, não vale mais. Esse arrependimento vou carregar pro resto da vida – mesmo que seja pouco esse resto, vai sempre dar uma cutucada na memória. E vai ser bom, porque vai me lembrar de coisas que tenho de fazer pra não sentir de novo essa sensação horrível.

Agora já foi. A vida segue, agora com um novo sentimento que preferia não conhecer.

Tchau, Penélope-Margarida-Zig. E me perdoe.

junho 17, 2008

Chuchu







Quer ver meus chuchus, que estão literalmente dando na cerca do quintal? Vá no Flickr do filho, que fotografou aquilo que vou comer na salada do almoço hoje – são uma delícia, pode acreditar.

Tem um monte, de vários tamanhos. Daqui a pouco vou sair distribuindo, porque não dá pra comer chuchu todos os dias...

Não sei porque acho que xuxu tem mais a ver com o vegetal do que chuchu...

Lua e mar


Eu não tinha máquina fotográfica na hora, então peguei emprestada uma imagem caçada no Google imagens. Mas é pra colocar na lista de coisas que não têm preço: a lua refletida no mar. Uma das imagens mais deslumbrantes que já vi, daquelas que fazem a gente chorar de tão bonito.

Claro, foi na ilha. Acordei de madrugada por causa do vento que fazia um barulhão danado. Fui para a janela – e esqueci do vento. A noite totalmente escura transformava árvores e casas em silhuetas escuras e indefinidas. Lá no alto, majestosa, uma lua branca, redondinha reinava absoluta num céu sem estrelas. E deixava uma esteira branca refletida nas águas do mar. Fiquei bem uns cinco minutos olhando, embasbacada. Aí o frio mordeu – o vento estava bravo e gelado – e me retirei, de volta para a cama e para o calor do Aleluia.

Não registrei a imagem para mostrar, mas ela ficou gravada na minha memória e já é mais um detalhe naquele cantinho para onde me retiro quando preciso de um momento de paz e tranqüilidade. Lá está também o por de sol mais espetacular que já vi e que – esse, sim – me provocou uma crise de choro. Era tão bonito que doía. E, naquela época, tinha uma tonelada de dores recolhidas que precisavam sair de alguma forma. Por sorte, o gatilho foi uma coisa muito bela, que encheu os olhos e lavou o espírito.

A mãe natureza nos dá esses presentes de vez em quando. Que bom!!!

maio 27, 2008

Flores e abelhas


Quando abri a janela, pela manhã, tomei um susto: o capuchinho estava com um monte de flores. E elas se destacam, vermelhas, no meio daquele verde todo das folhas redondas. Tentei fazer uma foto em que todas aparecessem – claro que não consegui. Então mostro só essa, no exato momento em que uma abelhinha visitava uma das flores.

Aliás, as abelhinhas andam rondando o pedaço, também por causa das flores do xuxu. Já vi alguns xuxuzinhos se formando – diz a Adelina que a gente não pode apontar com o dedo onde eles estão, porque senão eles caem. Então a gente põe a mão fechada na frente e quem tiver olhos, enxerga. Mas quando eles estiverem maiorzinhos, fotografo pra mostrar, antes que a gente colha e coma. Acho que não tem muita gente em São Paulo que pode dizer que comeu uma salada de xuxu colhido no quintal...

Também fiz várias fotos dos gatos. Minha idéia é montar uma galeria com todos eles. Mas sei que não vai ser fácil, porque nem todos saem desfilando pelo quintal, onde a luz é boa. Tem alguns que não param quietos, então a foto sempre sai fora de foco. Outros até fazem pose. Bom, vou continuar tentando... Acho que hoje eu consegui fotografar uns cinco – então, ainda faltam 14...

Mexericas – é assim que se escreve, mas a gente chama mesmo de mixiricas – é minha nova tara. Ando consumindo de duas a três, diariamente. Ainda bem que é tempo e elas estão maravilhosamente doces e baratas. E, como dizia meu amigo Rodrigo Garcia, é saudável – ele dizia isso quando se entupia de balas de iogurte de morango!


Amanhã, o programa é copiar moldes de roupas. Até comprei papel vegetal hoje, só pra isso. Vamos ver se vai dar certo. Ontem, quando abri as folhas de moldes na mesa, o Gato imediatamente se ajeitou em cima do papel e a Gatinha Zig (ainda não decidimos qual o nome certo dela) veio xeretar também. Antes que a tchurma do Gato viesse se ajeitar junto (logo depois que o Gato se ajeita, vêm o Kurosawa, o Tiziu e a Zizou se ajeitar também), tirei todo mundo de cima da mesa e guardei os moldes. Amanhã, quem sabe, terei mais sorte.

Esse que está aí do lado é o Gato. Ele não é lindo?

maio 20, 2008

Ukiyo-e e olho-de-boi


Número 23 da série de 36 vistas do Monte Fuji, ukiyo-e de Utagawa Hiroshige, gravura esculpida e pintada em madeira, em 1859. Retrata o monte visto do mar de de Satta, na Província de Suruga. Esta foi uma das gravuras que mais me impressionou hoje, na visita que fiz à Pinacoteca. Ali estão expostas as 36 vistas de Hiroshige – mas a mostra termina domingo, dia 25. Quem puder ir, vá. Aqui, só tem uma amostra.

As duas mostras relacionadas ao Japão na Pinacoteca são maravilhosas. A outra, o Florescer das Cores: a Arte do Período Edo mostra quimonos, indumentárias, armaduras de samurais, espadas, objetos em porcelana e cerâmica. Coisas incríveis – em alguns momentos fiquei literalmente de boca aberta e um pouco frustrada por estar sozinha e não poder comentar com alguém o que estava vendo e admirando.

Mas hoje acordei com disposição de bater perna. Primeiro, dei um jeito nas plantas que estavam impedindo o sol de entrar no viveiro que era da Ig e que agora é da tartaruga. A pobrinha estava cada vez mais privada do calor do sol. Estou com os dedos furados e doloridos – a ora-pro-nobis não gostou nem um pouco de ser cortada e protestou vivamente. Mas agora tem também o capuchinho e o xuxu – todos se espalhando que dá gosto... Tinha de dar um jeito naquilo...

Aí resolvi que ia ver as exposições. Na volta, uma parada na 25 de Março pra comprar umas coisinhas – dois cortes de flanela, quero ver se consigo fazer alguma coisa semelhante a um quimono (fiquei um tempão olhando como se corta). Claro que não vai ficar igual, porque, além de ser flanela, vou costurar a máquina. Mas serviu de inspiração. Comprei ainda uns cortes de algodão e uns penduricalhos...

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Alguém já ouviu falar em olho de boi? Eu já tinha visto as sementes, mas nunca pensei que este era o nome daquilo. Minha mãe usava uma bolsinha presa por dentro da roupa, com três sementes. Alguém deu a ela dizendo que aquilo afastava os maus fluidos e dava boa sorte. Tenho guardada a bolsinha comigo. E não é que na Ilha o Caleu e o amigo dele me aparecem com um monte dessas sementes? Fiquei com uma e disse ao neto que iria tentar furar pra fazer um pingente pra ele colocar no quarto.

A danada da semente é dura e lisa. Parece madeira maciça – aliás, tem cor de madeira. Pelejei dois dias, mas consegui furar a bichinha. Tive de comprar uma furadeira pequena e brocas fininhas e abrir caminho com um prego. Mas deu certo. Agora, o neto tem de colher um monte, porque já pensei em fazer um monte de coisas com elas, pra dar de presente aos amigos.

Boa sorte, ninguém recusa...

maio 19, 2008

Intervalo


Fuga rápida para a Ilha. Está virando rotina: fim-de-semana, praia! Mas desta vez foi rápido mesmo: fomos na sexta à tarde, voltamos domingo depois do almoço. A filha e o genro tinham uma festa de aniversário pra ir no domingo à noitinha. Mas valeu. Eu estava com saudade do marzão e do Aleluia. Os dois estão bem e o Aleluia já está até ensaiando uns passeios pela casa, mesmo perto da Leona. E o marzão – é só olhar a foto: lindo!

Agora vou deixar tudo preparado pra fugir de novo no feriadão, mas corro o risco de não ir. Pode ser que pinte trabalho e, se tiver mesmo, vou ter de trabalhar. Nessas horas fico dividida: quero ir, mas preciso trabalhar. E nesse raio de ofício em que me meti, o trabalho aparece sem hora marcada. Não dá pra contar com ele, tem de pegar quando aparece. Azar o meu, mas tem suas compensações...

Tem uns períodos de nada a fazer onde faço um monte de coisas em casa. Tem períodos de ansiedade, esperando a coisa pintar. Às vezes é logo, às vezes demora. Aí a coisa pega, mas uma hora acaba saindo. Então tem de aproveitar as horas vagas para o lazer.

Mas se às vezes bate saudades do tempo em que eu tinha horário fixo todos os dias para trabalhar, isso não quer dizer que era melhor. Geralmente isso acontece naqueles momentos de espera, quando a coisa está para sair mas não desencanta. É verdade que naquele tempo de trabalho fixo, o salário também vinha direitinho no final do mês. Agora, não. Vem em pedaços, aos poucos, pingando. E o que entra agora não vai, necessariamente, entrar no mês que vem. Tem de se organizar...

E um dia eu aprendo a ser organizada...

maio 10, 2008

Pílulas


Bateu um resfriado, que está prestes a virar um resfriadão, mas eu luto com todas as forças e muito naldecon pra não ser derrubada. Tinha de ser agora?

Sabe aquela espinha maldita que aparecia na ponta do nariz, no queixo ou na bochecha, bem perto do olho, na véspera daquele baile maravilhoso? Pois, esse resfriado é igual – e digamos que na minha idade uma espinha não vai me abalar em nada... Nas vésperas do dia das mães? Quando eu programei um almoção legal com filhos, genro e neto? Que sacanagem!

Mas vou continuar lutando. Porque o resfriado não vai me vencer. E tenho dito.

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Boa notícia é que o suplemento, aquele chato, vai sair do papel. Segunda já começo trabalhando nele. Chato ou não chato, vai render alguma graninha.

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Já ouviu “estrela em forma de gente”? Pois descobri hoje que o nome da música é “Frisson”, é de Tunai e Sérgio Natureza. Só conhecia esse trecho: De repente /Você surgiu na minha frente / Luz cintilante / Estrela em forma de gente / Invasora do planeta amor / Você me conquistou. Então, pra mim, a música chamava Estrela em forma de gente...

Ouvir rádio no computador faz a gente sair atrás de coisas muito estranhas...

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Ganhei um livrinho há umas duas semanas chamado The Cute Book, de uns japoneses que se autodenominam Aranzi Aronzo. Ensina a fazer um monte de bichinhos de feltro e estava com as mãozinhas coçando de vontade de fazer alguns. E aproveitei o marasmo da semana pra tocar o projeto. Já fiz um panda e uma sapinha que tem dois girinos. Ficaram lindinhos!
A imagem é justamente dos personagens que tem no livro. Quer conhecer mais? Clique aqui! O site é muito engraçado – mas clique para ver a versão em inglês...

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Mania nova no pedaço. Na verdade, não é nova, mas retomei agora, depois de ficar afastada por um bom tempo. Puzzles. Na tela do computador, porque aí não tem perigo de gato sair correndo, espalhando as peças por todo canto. Tem um site precioso, com imagens lindíssimas - a imagem do post é de um dos que eu resolvi hoje. Costumo escolher o corte de 80 peças, clássico. Mas tem outras opções.

Quer tentar? Vá ao Jigzone.

maio 07, 2008

Que venham os presentes!


A correria durou um pouco mais do que eu esperava e segunda ainda tive de ir pra Santana, resolver um pepino. Mas o resultado está aí: a capa do suplemento de inclusão. Mas o fim de semana foi engraçado, cheio de coisas se cruzando: no meio do fechamento do suplemento de imigração – por sinal, ficou lindão! -, recebia informações sobre o de inclusão e conversava com o repórter de Brasília que está preparando os textos para um terceiro caderno, do prêmio de gestão pública.

E as três coisas continuaram se cruzando de quinta até domingo. Hoje, terça, finalmente, deu uma folga. E fui costurar, contente e satisfeita da vida. E fiz crochê, porque a manta da filha está virando folclore e o frio está inspirador pra mexer com linhas e agulhas.

Esta semana ainda tem algum agito profissional e espero, na semana que vem, tocar finalmente essa coisa chata que será o tal prêmio de gestão pública. Mas tudo bem, vamos fazer o possível. E neste vou trabalhar com outro grupo de diagramadores – o pessoal do jornal se juntou, montou um bureau – sugestão minha – e agora vamos trabalhar juntos. Não sempre, porque não vou deixar de lado meus amigos da More.

Agora, é me preparar pra ganhar presentes no domingo – mas já estou planejando um almocinho com os filhos, genro e neto aqui em casa. Vai ser gostoso reunir a tropa toda!!! Na verdade, tentei dar um golpe e antecipar a entrega dos presentes para sábado, mas não deu certo. Tudo bem, a gente espera mais um pouco.

Não vejo a hora!!!

abril 30, 2008

Nó desfeito


Era bem aquilo mesmo: foi só começar a pegar no breu para o nó desatar e sumir. Não tem jeito: trabalho emperrado deixa a gente angustiada. E eu nem gosto de trabalhar...

Semaninha começou cheia de atividade: segunda com prêmio (as fotos estão no blog da filha), terça com Ballet Nacional de España. E hoje um monte de trabalho. Na segunda, foi bom pagar mico com um monte de amigos. Rever pessoas, falar bobagem. E o melhor foi que a filha foi lá, prestigiar a mami. Terça, o ballet foi emocionante e lindo. Fazia tempo que eu não via um espetáculo de flamenco – e este valeu a pena atravessar toda a cidade debaixo de chuva. Lindo, lindo, lindo! E com a filha, o que foi melhor ainda!

Agora é véspera de feriadão, com fim de semana prolongado. A cidade vai ficar tranqüila, habitável, gostosa. E, para ajudar o clima, esfriou. A meteorologia promete temperaturas entre 14 e 20 graus até o final da semana – isso vai me ajudar um bocado, já que vou ter de me deslocar pelo mundo.

Provavelmente, na semana que vem, estarei igual ao gatinho da foto – ele não é lindo?

Melhor assim...

abril 28, 2008

Nó no peito


Tem um nó no meu peito já faz dias.

Já faz dias que tenho vontade de parar tudo e chorar, chorar, chorar, chorar. Mas aí entra o racional e se impõe: não tem motivo pra isso, não. Deixe de bobeira e toque a vida pra frente. Tem um monte de coisa pra fazer e não tem de perder tempo com bobagens...

Então, vamos tocando. Mas o nó está lá, apertando. A estas alturas, o próprio racional já começa a achar que as comportas estão muito cheias e convém dar uma esvaziada – é preciso renovar os líquidos, não é verdade? Mas aí entra a falta de prática. Quem sempre se controla acaba não se soltando. É muito tempo se policiando, se criticando, se contendo. De tanto morder a língua pra não falar, a boca perde o costume de se abrir.

Tá legal, quem perde sou eu mesma. Sei disso. Mas também não adianta brigar comigo mesma, ainda mais quando sei que tenho de ficar tranqüila pra encarar o repuxo que vem por aí. Que será bravo. Vai ver que é isso que está me angustiando tanto. Enquanto a correria não começa, a gente fica só imaginando o que vem – e os problemas crescem. No meio do vamos ver, o que vier a gente resolve...

Mas essas correrias anunciadas, enquanto estão anunciadas, só servem pra deixar a gente inquieta e desassossegada. Tenho certeza que na semana que vem tudo estará nos eixos de novo.

É só a correria passar... Acho...

abril 25, 2008

Rumo a Ilha!!!


Fiz seis almofadas, quatro panos de cortina, um travesseirinho para deixar lá. E amanhã vou, de novo, pra Ilhabela. Volto domingo, se Deus quiser e ajudar.

Aliás, quero que Deus queira e me ajude muito na semana que vem. Vem chumbo grosso: dois fechamentos encavalados. Sorte que os assuntos são bem diferentes, assim não corro risco de misturar alhos e bugalhos...

Mas amanhã sigo para o descanso de uma semana sem cansaço. Ótimo. Como sempre o zoológico da filha vai junto. Sabrina, a macaquinha, vai na caixinha dela. Leona, a cadela, vai na caçamba, instalada num transportador gigantesco que quase sempre vai cercado de malas e bagagens. E lá, à nossa espera, estará Aleluia, o gato da casa.

Vamos aproveitar, então!

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P.S.: A imagem, eu garfei de um site. Espero que não me traga problemas...

abril 21, 2008

O 20º gato


O vigésimo gato de minha vida atual não é meu e não mora comigo, mas dormiu duas noites seguidas na minha cama, ao meu lado. É o Aleluia, o gato que vive na casa que a filha alugou em Ilhabela – casa linda, com uma varanda maravilhosa que revela uma vista divina. A mesma vista que vejo da janela do quarto – três metros e meio de janela, dá pra acreditar? Só que preciso providenciar cortinas para lá, urgente: a claridade do dia entra com tudo. Pela foto, dá pra ver: aquela água-furtada é o meu quarto.

Não tirei fotos do Aleluia, mas ele é lindão. Tigrado em tons de preto, branco e cinza, tem uma cara redondona e olhos pidões. É manco de uma das patas traseiras, o que não o impede de sair pulado por aí. Com as portas fechadas e Leona circulando pelo jardim, ele vinha para o quarto pelo telhado, uma solução tipicamente felina, escalando uma árvore. Só quando caminha é que a gente percebe o defeito – e aí morre de dó...

O fim-de-semana na ilha foi de arrumação e descanso. E foi bom, muito bom. Choveu, não fez calor e os borrachudos continuam ativos, mas isso é a ilha. A casa precisa de alguns ajustes: a varanda aberta, sem guarda-corpo, é um risco para as crianças – aliás, o neto está na janela, na foto. Mas isso é coisa pra se resolver já no próximo final de semana. O genro vai passar cordas em torno da varanda, solução prática e barata. Não vale a pena gastar muito em casa alugada.

Construída bem no alto, na ponta do morro, a casa parece um ninho. E virar ninho dos Placa é só uma questão de pouco tempo...

abril 17, 2008

Homenagem

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Vereador Antonio Carlos Rodrigues, tem a honra de convidar para a sessão solene em homenagem aos profissionais e veículos de comunicação dedicados ao jornalismo e a comunidade nipo-brasileira, por iniciativa do vereador Aurélio Nomura, do sindicato dos Jornalistas Profissionais no estado de São Paulo, da Federação Nacional dos Jornalistas e em parceria com o jornal São Paulo Shimbum, no dia 28 de abril de 2008, às 19h30, no Plenário 1.º de Maio – Palácio Anchieta.

O convite foi entregue aqui em casa. Junto, um papel com o programa – vai ter até entrega de placa personalizada aos homenageados! – informando que meu nome foi incluído entre os homenageados e pedindo um currículo breve que fará parte de um caderno especial. Na lista de homenageados, meu nome está ao lado do de Celso Kinjô, Jorge Okubaro, Nair Suzuki, Hideo Onaga, Takao Miyagui – profissionais de alto quilate, que tenho na mais alta conta. Me senti extremamente honrada. E agradecida por terem apontado meu nome.

Gente, vou receber homenagem! Não é chiquérrimo?

Esse post vai sem imagem porque deu algum pau no programa de acrescentar imagens do Blogger. Tudo bem, a felicidade permanece igual...

abril 14, 2008

Fotos & fotos


Não sabia que os meninos tinham tirado essa foto. Eles (o filho, mais um casal de amigos) passaram a tarde domingo brincando de fazer sleeve faces (veja o que é) e, quando fui olhar o resultado no Flickr, está lá dona Penélope/Margarita/Zig – a gatinha tem esse tantão de nomes, de acordo com a casa onde morava. Aqui em casa o Guille a chama de Zig; eu, de gatinha mesmo. Margarita é do tempo em que ela era companheira de Tequila e Jose Cuervo (aquele que aqui em casa virou Zeca mesmo). A foto – linda! – é do Flavinho, meu designer favorito.

Antes, eles fizeram uma pesquisa rápida nos LPs que ainda existem aqui em casa. Tem um monte, dos mais variados estilos. Esse tipo de foto não dá pra fazer com capa de CD. E até eu entrei na brincadeira, fornecendo pano de fundo e bolinho de chuva pra alimentar o povo...

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Achei a jarrinha com copo na Preçolandia e já vou lá comprar. Assim, substituo esta sugestão de presente por outra: um casaquinho de lã, desses de velhinho, com decote em V, abotoado na frente e com dois bolsos. O Guille tem um, que eu namoro direto – ele sabe do que eu estou falando...

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Filhota foi pra Conservatória e voltou cheia de fotos – estão aqui. O lugar, que só conheço de nome há muito tempo, é mesmo muito lindo. Serras são boas para a gente olhar e se perder nos horizontes. São a exata dimensão do minúsculo que são a gente e os nossos problemas...