Sexta-feira veio, passou e já está indo embora. E minha maravilhosa semana de folga também. Agora, só tem mais o fim de semana e acabou. Que pena...
Mas hoje passei o dia com o neto, uma figurinha linda e macia. E com a filha, uma mulher bonita e forte e, ao mesmo tempo, tão frágil e delicada. E foi bom, muito bom. A vida deveria ter mais desses momentos alegres e tranqüilos.
Mas não posso reclamar de falta de momentos bons, alegres e tranqüilos. Foram muitos, felizmente. E sei que outros haverão, tão gratificantes quanto os de hoje. Felizmente.
No fundo, é tudo uma questão de se curtir o momento, de aproveitar o que está acontecendo, sem se preocupar com o que vem depois ou o que rolou antes. E, pelo que ando notando, cada vez menos gente se liga no momento, sempre de olho no que foi ou no que será. Ou pensando em coisas ruins que podem acontecer - isso é pior do que qualquer coisa.
Otimismo demais não funciona, mas pessimismo é pior. Minha filha escreveu no blog dela alguma coisa mais ou menos assim: 'quando a lagarta pensou que tudo tinha acabado, viu que tinha virado borboleta'. É isso, não se acaba, só muda. Por isso tem de ser aproveitado e curtido.
Mas frase boa mesmo pesquei no blog do meu filho: 'odeio quando você vai, mas adoro ver você indo'. Retirada diretamente da fala de um personagem de filme. Cafajeste? Talvez. Mas muito bem sacada!
Minhas visitas aos blogs estão rendendo excelentes coisas!
agosto 12, 2005
agosto 11, 2005
Quinta-feira, mesmo de folga, é bom colocar as barbas de molho junto com o lombo. Aliás, ele vai cada vez melhor. Passei boa parte do dia costurando. Melhor assim.
*****
Tenho três filhos. Amo todos eles - mas eu sou a mãe, está no meu papel fazer isso. Tem dia que gostaria de não ter nenhum, assim como tem dia em que gostaria de estar sozinha no mundo. Como já dizia alguém que trabalhou no jornal há algum tempo, tem dia que de noite é foda...
São três, cada um é um muito particular. Talvez a única coisa que tenham em comum sejam os pais. E o Corinthians, claro. Não gostaria que eles fossem iguais. Seria muito chato. Seria? Não sei. Não consigo pensar em duas pessoas iguais... Mas acho bom que eles sejam diferentes. Só gostaria que eles lembrassem que são diferentes e, por isso, têm pensamentos e pontos de vista diferentes. Sentem diferente, mostram esses sentimentos de forma diferente.
Assim é a humanidade, não é mesmo? Cada é um é um e, embora existam pontos em comum, a essência é outra. Eu posso aceitar que o outro goste de verde, mesmo que eu goste só de azul. Assim é com todo mundo, acho. E posso tentar entender o que o outro vê de tão especial no verde e não ache o azul tão maravilhoso quanto eu. Assim como posso explicar porque azul é o máximo e verde, nem tanto. E, se a gente pensar bem, um é resultado do outro e ambos são descendentes do branco, que não tem nada a ver com o peixe e nem foi discutido.
Ou seja, tudo é uma questão de conversar, de querer conversar e entender. De guardar as pedras no bolso, de abrir o punho fechado, de um fechar a boca e outro abrir os ouvidos e vice-versa.
Claro que nem sempre é possível. Nem sempre todos têm disposição. Mas...
*****
Tem um cururu americano na cidade, pra fazer palestra sobre liderança. O cara, cujo nome não lembro, entrou em crise profissional, familiar, pessoal. E foi se enfiar num mosteiro tibetano onde descobriu que o verdadeiro líder não comanda, mas serve os comandados. E agora sai pelo mundo apregoando a descoberta e reconhece que, embora o livro que escreveu esteja no topo da lista dos mais vendidos, muito pouca gente coloca em prática o que ele aconselha. Porque dá trabalho. Porque implica mudar a si mesmo - e aí entra o bom e velho 'eu sou assim, o que posso fazer?'.
Acho que vou procurar um mosteiro tibetano também...
*****
E como fazem as mães com cinco, seis filhos?
agosto 10, 2005
Não esqueci de colocar antes, não, é que não tinha nada a ver com o peixe. Mas a novidade é que cortei o cabelo. Cortei, não: tosei. Ficou repicadinho, arrepiadinho, uma graça. Adorei. Estava com vontade de fazer isso faz tempo. Hoje eu fiz.
Vai ter um monte de gente me dando bronca. Mas pouca gente sabe o tanto que eu detesto ficar me preocupando com cabelo. Taí, nascemos com ele, conservamos limpinho. Mas não precisa ser grande, nem ocupar horas do dia cuidando dele. Cabelo, pra mim, tem de ser lavado. E só.
De mais a mais, me deu vontade de mostrar a cara. Em todos os sentidos. Um pouco de rebeldia não faz mal a ninguém, em nenhum momento da vida, certo?
Mas não sei se vou conseguir ir mais longe do que o corte de cabelo...
Vai ter um monte de gente me dando bronca. Mas pouca gente sabe o tanto que eu detesto ficar me preocupando com cabelo. Taí, nascemos com ele, conservamos limpinho. Mas não precisa ser grande, nem ocupar horas do dia cuidando dele. Cabelo, pra mim, tem de ser lavado. E só.
De mais a mais, me deu vontade de mostrar a cara. Em todos os sentidos. Um pouco de rebeldia não faz mal a ninguém, em nenhum momento da vida, certo?
Mas não sei se vou conseguir ir mais longe do que o corte de cabelo...
Tem gente que acha que eu sou maluca, mas adoro tênis. O esporte, não o calçado. E, sempre que tenho chance, estou vendo algum jogo na televisão. Daí me acharem maluca. Parece que pouca gente curte ver tênis pela TV. Mas, pra ver as feras, tem de ser pela TV mesmo. Não tem outro jeito.
Hoje vi o velhinho Agassi batendo o Bjorkman, no Mastes Series do Canadá. O velhinho tem, acho, 35 anos. O Bjorkan tem 33. Jogaram muito. O Agassi ganhou. E não foi, em nenhum momento, um jogo de velhinhos. Tirando o velhinho japonês que vez 100 metros em 22 segundos, queria ver um velhinho de verdade aguentando o bombardeio e a correria que foi aquele jogo.
Aí, fiquei pensando como um cara pouco mais velho que meus filhos pode ser considerado velhinho. Bom, esporte parece ter dessas coisas. Qualquer cara com mais de 30 já é considerado 'passado'. E se a gente pensar que o primeiro do ranking acaba de completar 24 anos, dá pra entender porque 35 é muito. Se bem que, pelo andar da carruagem, acho que o Federer ainda vai me dar muito prazer. O cara joga muito - e com uma elegância e uma classe que raramente se vê nas quadras. E, de quebra, dizem que é um dos jogadores mais simpáticos do circuito. Além de ser uma festa para os olhos femininos...
Bom, então dá pra se concluir que velhice é uma questão de ponto de vista. Por isso é que eu digo que não existe velhice. Existe juventude acumulada. E, dependendo de como foi essa juventude, ela pesa pra caramba.
Então, tá explicado o cansaço que venho sentindo...
Hoje vi o velhinho Agassi batendo o Bjorkman, no Mastes Series do Canadá. O velhinho tem, acho, 35 anos. O Bjorkan tem 33. Jogaram muito. O Agassi ganhou. E não foi, em nenhum momento, um jogo de velhinhos. Tirando o velhinho japonês que vez 100 metros em 22 segundos, queria ver um velhinho de verdade aguentando o bombardeio e a correria que foi aquele jogo.
Aí, fiquei pensando como um cara pouco mais velho que meus filhos pode ser considerado velhinho. Bom, esporte parece ter dessas coisas. Qualquer cara com mais de 30 já é considerado 'passado'. E se a gente pensar que o primeiro do ranking acaba de completar 24 anos, dá pra entender porque 35 é muito. Se bem que, pelo andar da carruagem, acho que o Federer ainda vai me dar muito prazer. O cara joga muito - e com uma elegância e uma classe que raramente se vê nas quadras. E, de quebra, dizem que é um dos jogadores mais simpáticos do circuito. Além de ser uma festa para os olhos femininos...
Bom, então dá pra se concluir que velhice é uma questão de ponto de vista. Por isso é que eu digo que não existe velhice. Existe juventude acumulada. E, dependendo de como foi essa juventude, ela pesa pra caramba.
Então, tá explicado o cansaço que venho sentindo...
agosto 08, 2005
Postar de casa é novidade, pelo menos nos últimos tempos. É mais fácil eu escrever e fazer alguma coisa no computador do jornal. Matar o tempo que o Mesquita me paga. Uma coisa assim meio como gazetear aula...
Mas consegui a semaninha desejada. Tenho certeza quase absoluta que não vou voltar 100%, mas om certreza estarei melhor. Saco cheio a gente cura com afastamento. E isso eu estou tendo, na medida do possível...
Hoje fiz um monte de nada. Fui ao massagista - hoje eram os ombros e o pescoço que estavam prejudicados - e como doeu!!! O lombo vai se recuperando devagar. Esse trabalho de funilaria de fato tem de lento e gradual. Bom, tem algum tempo de estrago pra ser recuperado, não vai ser em meia dúzia de sessões que vou conseguir. Mas espero, sonho com a hora em que vou me movimentar sem sentir nada. Será que chego lá? Tomara!
Acertei três números da Megasena. Três não dá nada, só raiva. Mas não fiquei com raiva, não. Fiquei contente, esperançosa. Quem sabe não está perto o momento de ganhar alguma coisa? Tá bom, deixa eu sonhar em paz... Mas pelo menos eu sonho.
Já tenho tudo esquematizadinho na cabeça. Metade fica pra mim, a outra metade será dividida entre filhos, ex-maridos e irmãs. A prioridade para os meus gastos são minhas dívidas e minha casa (que não é uma dívida, é um pesadelo), nessa ordem. Se der, uma aplicação que me desobrigue do trabalhar, sem abrir mão dos meus pequenos luxos. Se sobrar, talvez uma casinha no litoral. Paraty ou Ilhabela, ainda vou resolver.
Não faço questão de que seja muita grana, embora, pra sonhar, é bom sonhar grandão. E sonhar economizando não é sonhar, é continuar com os pés no chão, o que é ridículo quando se sonha. E se saiu um prêmio de R$ 51 milhões pra um cururu só, porque não pode sair um de R$ 4 ou R$ 5 milhões só pra mim?
E como todo mundo vai estar mais ou menos garantido, vou pro mundo. Ver coisas que sempre tive vontade de ver, mas nunca tive como. Ou tive e deixei passar, sabe-se lá. Mas, desta vez, não escapa.
Enquanto isso, vou curtindo a semaninha com um monte de nada a fazer. Um hora eu consigo ter o resto da vida sem nada a fazer.
Mas consegui a semaninha desejada. Tenho certeza quase absoluta que não vou voltar 100%, mas om certreza estarei melhor. Saco cheio a gente cura com afastamento. E isso eu estou tendo, na medida do possível...
Hoje fiz um monte de nada. Fui ao massagista - hoje eram os ombros e o pescoço que estavam prejudicados - e como doeu!!! O lombo vai se recuperando devagar. Esse trabalho de funilaria de fato tem de lento e gradual. Bom, tem algum tempo de estrago pra ser recuperado, não vai ser em meia dúzia de sessões que vou conseguir. Mas espero, sonho com a hora em que vou me movimentar sem sentir nada. Será que chego lá? Tomara!
Acertei três números da Megasena. Três não dá nada, só raiva. Mas não fiquei com raiva, não. Fiquei contente, esperançosa. Quem sabe não está perto o momento de ganhar alguma coisa? Tá bom, deixa eu sonhar em paz... Mas pelo menos eu sonho.
Já tenho tudo esquematizadinho na cabeça. Metade fica pra mim, a outra metade será dividida entre filhos, ex-maridos e irmãs. A prioridade para os meus gastos são minhas dívidas e minha casa (que não é uma dívida, é um pesadelo), nessa ordem. Se der, uma aplicação que me desobrigue do trabalhar, sem abrir mão dos meus pequenos luxos. Se sobrar, talvez uma casinha no litoral. Paraty ou Ilhabela, ainda vou resolver.
Não faço questão de que seja muita grana, embora, pra sonhar, é bom sonhar grandão. E sonhar economizando não é sonhar, é continuar com os pés no chão, o que é ridículo quando se sonha. E se saiu um prêmio de R$ 51 milhões pra um cururu só, porque não pode sair um de R$ 4 ou R$ 5 milhões só pra mim?
E como todo mundo vai estar mais ou menos garantido, vou pro mundo. Ver coisas que sempre tive vontade de ver, mas nunca tive como. Ou tive e deixei passar, sabe-se lá. Mas, desta vez, não escapa.
Enquanto isso, vou curtindo a semaninha com um monte de nada a fazer. Um hora eu consigo ter o resto da vida sem nada a fazer.
agosto 04, 2005
Acordei antes da hora costumeira, mas isso já está virando rotina. O sono vai embora mais cedo e volta mais cedo também, embora esteja indo dormir no horário de sempre. Abri os olhos e lembrei: quinta-feira. Ai, meu Deus!!!
Ainda fiz uma horinha, enrolei alguns minutos, mas a cama começou a ficar muito quente, tinha muitos gatos (tinha mesmo), eu queria um golão de água, a bexiga exigiu espaço. Levantei - e o mundo, aparentemente, estava bem e igual a ontem.
Tudo certo, tudo dentro da rotina, mas, pelo sim pelo não, estou pisando em ovos. É quinta-feira, aquele dia em que as coisas nunca correm bem e que meu humor vai pelo ralo junto com o banho que tomei ontem, antes de dormir. Enfiei o nariz no livro que estou lendo, não dei bola nem ouvi o que era dito à minha volta, fiz apenas perguntas e recomendações convencionais, dei respostas de praxe. Não vou correr riscos.
São mais de 18 horas e tudo corre bem. Se o humor não está um primor, também não está um horror. Tudo normal.
Acho que, desta vez, a quinta vai passar incólume... Mas vou botar as barbas de molho, bater um papo com meus botões e só botar a cabeça pra fora do buraco depois da meia-noite. Até lá, ainda será quinta-feira...
Que meda!!!
Ainda fiz uma horinha, enrolei alguns minutos, mas a cama começou a ficar muito quente, tinha muitos gatos (tinha mesmo), eu queria um golão de água, a bexiga exigiu espaço. Levantei - e o mundo, aparentemente, estava bem e igual a ontem.
Tudo certo, tudo dentro da rotina, mas, pelo sim pelo não, estou pisando em ovos. É quinta-feira, aquele dia em que as coisas nunca correm bem e que meu humor vai pelo ralo junto com o banho que tomei ontem, antes de dormir. Enfiei o nariz no livro que estou lendo, não dei bola nem ouvi o que era dito à minha volta, fiz apenas perguntas e recomendações convencionais, dei respostas de praxe. Não vou correr riscos.
São mais de 18 horas e tudo corre bem. Se o humor não está um primor, também não está um horror. Tudo normal.
Acho que, desta vez, a quinta vai passar incólume... Mas vou botar as barbas de molho, bater um papo com meus botões e só botar a cabeça pra fora do buraco depois da meia-noite. Até lá, ainda será quinta-feira...
Que meda!!!
agosto 03, 2005
Não, não posso parar. Se eu páro, eu penso. Se penso, eu choro. O mundo tem de continuar girando, a lusitana rodando e eu tocando. Não posso parar.
Mas vou. Só preciso criar coragem e cara de pau suficiente para chegar no chefe e pedir uma semana das minhas férias. A partir de segunda, pra não largar o barco no meio da semana. Pra voltar na semana seguinte. Mas não quero pensar na volta. Cansa.
Estou cansada. É uma constatação. Preciso ficar quietinha no meu canto, me lambendo, cochilando, lendo, crochetando, qualquer ando que não vai rimar com trabalhando. Quero me enroscar em casa, sem ter de me arrumar, sem ter de conversar, de responder, de pensar. Virar samambaia e ficar na frente da televisão. Eu e meus gatos. Café da manhã, almoço, janta. Levantar e dormir.
De vez em quando, me espreguiçar pra mudar de lado. E só.
Como ficou assim? Sei lá... Ficou. Os motivos não importam, o que importa é que tem de ser consertado. Acho que de vez em quando a gente cansa mesmo. E conforme o excesso de juventude vai pesando, cansa mais depressa.
Viver pesa...
Mas vou. Só preciso criar coragem e cara de pau suficiente para chegar no chefe e pedir uma semana das minhas férias. A partir de segunda, pra não largar o barco no meio da semana. Pra voltar na semana seguinte. Mas não quero pensar na volta. Cansa.
Estou cansada. É uma constatação. Preciso ficar quietinha no meu canto, me lambendo, cochilando, lendo, crochetando, qualquer ando que não vai rimar com trabalhando. Quero me enroscar em casa, sem ter de me arrumar, sem ter de conversar, de responder, de pensar. Virar samambaia e ficar na frente da televisão. Eu e meus gatos. Café da manhã, almoço, janta. Levantar e dormir.
De vez em quando, me espreguiçar pra mudar de lado. E só.
Como ficou assim? Sei lá... Ficou. Os motivos não importam, o que importa é que tem de ser consertado. Acho que de vez em quando a gente cansa mesmo. E conforme o excesso de juventude vai pesando, cansa mais depressa.
Viver pesa...
agosto 02, 2005
Li, com muita tristeza, o último post do Flávio, um menino muito querido, no Crocodilo Chan que ele mantém. O título, afrancesado, é 'c'est triste'. E é mesmo, muito triste. Ele fala de uma amiga russa, menina de 21 anos, que teve de fazer um transplante de fígado e não resistiu. Ele sabia que ela tinha de fazer essa cirurgia - mesmo lá da Austrália, onde estava até o final de junho, ele mantinha contato com ela via mensagens de celular. Só não sabia que em 10 de junho a menina tinha ido.
Escreveu um monte de e-mails e só agora teve uma resposta, do pai dela. E me ocorreu, de novo, que não é justo nem certo um pai ter de comunicar ao mundo a morte de uma filha. Não é natural. A gente aprende, desde pequeno, que todo mundo nasce, cresce, amadurece, envelhece e morre. Assim, o natural é que os mais novos enterrem os mais velhos. É assim que tem de ser. Não o contrário.
E como o contrário tem acontecido! Parece que cada vez mais o mundo é dos velhos. Os jovens, que já não são muitos, são mandados para guerras, enfrentam revoltas, são vítimas de balas perdidas e até de doenças que não deveriam ter. Alguns se deixam levar sem medo por vícios que abreviam suas vidas assustadoramente. E vão diminuindo em quantidade, tornando-se mercadoria cada vez mais preciosa. Na linha mercadológica da oferta e da procura, a procura está ficando maior, o que aumenta o valor da oferta. Na linha do raciocínio de vida, o mundo está ficando povoado de velhos...
Mas o que eu sinto mais passa bem longe da faixa etária média do mundo. Tem a ver com sentimento. Com dor. Com tristeza. A frase que eu escrevi um pouco mais acima, que nenhum pai deveria enterrar o filho, foi dita pelo meu então sogro, justo no dia em que enterrava o filho mais velho. Sem lágrimas, mas com profunda tristeza, veio a constatação: não é natural.
Voltei a lembrar da frase há alguns anos, quando uma amiga querida também teve de enterrar o filho, um príncipe de 18 anos que, descuidado, despencou de uma janela. Ela estava firme e bem até onde pode ficar bem uma mãe que perdeu o único filho. Explicava que ele tinha vindo pra alegrar a vida dela por um tempo e que tinha cumprido a missão com sucesso. Ela ficava agradecida pelo quinhão que teve. Mas eu sei que isso não pode ser verdade.
Pais não deveriam enterrar filhos, não deveriam perder filhos. Não é natural e deveria ser considerado ilegal. Assim como as estações do ano se sucedem, filhos ocupam o lugar dos pais. É assim que tem de ser, é o certo, é o natural.
Pais não deveriam enterrar filhos. Pra mim, isso não existe. Eu me recuso a acreditar que existe.
Escreveu um monte de e-mails e só agora teve uma resposta, do pai dela. E me ocorreu, de novo, que não é justo nem certo um pai ter de comunicar ao mundo a morte de uma filha. Não é natural. A gente aprende, desde pequeno, que todo mundo nasce, cresce, amadurece, envelhece e morre. Assim, o natural é que os mais novos enterrem os mais velhos. É assim que tem de ser. Não o contrário.
E como o contrário tem acontecido! Parece que cada vez mais o mundo é dos velhos. Os jovens, que já não são muitos, são mandados para guerras, enfrentam revoltas, são vítimas de balas perdidas e até de doenças que não deveriam ter. Alguns se deixam levar sem medo por vícios que abreviam suas vidas assustadoramente. E vão diminuindo em quantidade, tornando-se mercadoria cada vez mais preciosa. Na linha mercadológica da oferta e da procura, a procura está ficando maior, o que aumenta o valor da oferta. Na linha do raciocínio de vida, o mundo está ficando povoado de velhos...
Mas o que eu sinto mais passa bem longe da faixa etária média do mundo. Tem a ver com sentimento. Com dor. Com tristeza. A frase que eu escrevi um pouco mais acima, que nenhum pai deveria enterrar o filho, foi dita pelo meu então sogro, justo no dia em que enterrava o filho mais velho. Sem lágrimas, mas com profunda tristeza, veio a constatação: não é natural.
Voltei a lembrar da frase há alguns anos, quando uma amiga querida também teve de enterrar o filho, um príncipe de 18 anos que, descuidado, despencou de uma janela. Ela estava firme e bem até onde pode ficar bem uma mãe que perdeu o único filho. Explicava que ele tinha vindo pra alegrar a vida dela por um tempo e que tinha cumprido a missão com sucesso. Ela ficava agradecida pelo quinhão que teve. Mas eu sei que isso não pode ser verdade.
Pais não deveriam enterrar filhos, não deveriam perder filhos. Não é natural e deveria ser considerado ilegal. Assim como as estações do ano se sucedem, filhos ocupam o lugar dos pais. É assim que tem de ser, é o certo, é o natural.
Pais não deveriam enterrar filhos. Pra mim, isso não existe. Eu me recuso a acreditar que existe.
agosto 01, 2005
Já ia esquecendo de contar o resto do livro da Nora Roberts: Megan, de fato, fica com o professor Max Quartermain, não sem antes ter noites incendiárias com ele. O que me leva a uma outra retificação: as moças transam, sim, antes de casar. Mas com o cara com quem elas vão ficar no final. Se são dois na mesma história, é porque o primeiro morreu e a moça ficou viúva ou porque o casal se divorciou porque não tinha nada a ver um com o outro. O homem da vida da moça é o segundo - este, sim, alguma coisa que vale a pena.
Já comecei a ler ou segundo livro, que tem Suzanna e Megan. Suzanna é a irmã que falta encontrar O homem. Vai ser meio complicado, porque ela é divorciada e tem dois filhos. E agora descobriu que o ex-marido, quando se casou com ela, tinha engravidado uma mocinha que, por acaso, é irmã do marido de Amanda. Ou seja: fica tudo em família. E é essa mocinha, que acabou de chegar no pedaço para o casamento do irmão, que será a mocinha do último episódio: Megan. Ah, sim, O homem de Suzanna já apareceu. Holt, ex-policial de Nova York, com cara de bravo e irresistivelmente macho. E é Suzanna que vai encontrar o colar de diamantes da tal bisavó (já olhei no final). Com a ajuda de Holt, claro, que vem a ser o neto do homem por quem a tal bisavó era apaixonada...
Dá pra viver sem romance? De jeito nenhum!!!
Já comecei a ler ou segundo livro, que tem Suzanna e Megan. Suzanna é a irmã que falta encontrar O homem. Vai ser meio complicado, porque ela é divorciada e tem dois filhos. E agora descobriu que o ex-marido, quando se casou com ela, tinha engravidado uma mocinha que, por acaso, é irmã do marido de Amanda. Ou seja: fica tudo em família. E é essa mocinha, que acabou de chegar no pedaço para o casamento do irmão, que será a mocinha do último episódio: Megan. Ah, sim, O homem de Suzanna já apareceu. Holt, ex-policial de Nova York, com cara de bravo e irresistivelmente macho. E é Suzanna que vai encontrar o colar de diamantes da tal bisavó (já olhei no final). Com a ajuda de Holt, claro, que vem a ser o neto do homem por quem a tal bisavó era apaixonada...
Dá pra viver sem romance? De jeito nenhum!!!
Todo dia ele faz tudo sempre igual. Chama alguém pra ir com ele ao bar tomar "uma rapidinha". Só que nunca é uma só, embora o ritmo seja mesmo rápido. Mas ele chama pra desencargo de consciência. Ninguém vai. Mas ele vai, com ou sem companhia. Diz que vai compra cigarros, mas vai mesmo entornar uma, duas, três vodcas. Tem gente que me dá a impressão de ser movida a álcool. Este é um caso.
No fundo, é um solitário. Por ser insuportável. Divertido vê-lo esbravejar de vez em quando, xingar a máquina, a vida, o mundo. Impressiona a força com que ele manda algo ou alguém pra puta que o pariu. Dá a impressão de que ele quer mesmo que o algo ou alguém vá mesmo. Há quem ria sempre das reações dele. Eu tenho vontade de lhe dar uma martelada na cabeça. Fico furiosa.
O mais engraçado é que quando a gente o encontra num boteco ou vai com ele a um restaurante, ele muda da água para o vinho. E aí fica mais forte a sensação de que ele é realmente um solitário. A pena dura até o dia seguinte, quando ele vai trabalhar. Aí, volta a ser insuportável.
Tem gente que parece ter vindo ao mundo pra incomodar os outros. Este parece ser um destes casos...
Houve tempo em que isso tudo não me impressionava e não me incomodava. Mas acho que o tempo vai acumulando essas coisas e chega uma hora em que não tem espaço pra mais na cabeça da gente. Em alguns casos, não tem espaço nem quando se é jovem. Em outros, a paciência ainda dura um bocado. Estranha essa seleção que a própria cabeça faz. Mas deve ser o sentido de auto-preservação que vai ficando mais forte à medida que os anos passam.
Pena que a gente não possa eliminar sumariamente do convívio diário essas pessoas que nos incomodam...
No fundo, é um solitário. Por ser insuportável. Divertido vê-lo esbravejar de vez em quando, xingar a máquina, a vida, o mundo. Impressiona a força com que ele manda algo ou alguém pra puta que o pariu. Dá a impressão de que ele quer mesmo que o algo ou alguém vá mesmo. Há quem ria sempre das reações dele. Eu tenho vontade de lhe dar uma martelada na cabeça. Fico furiosa.
O mais engraçado é que quando a gente o encontra num boteco ou vai com ele a um restaurante, ele muda da água para o vinho. E aí fica mais forte a sensação de que ele é realmente um solitário. A pena dura até o dia seguinte, quando ele vai trabalhar. Aí, volta a ser insuportável.
Tem gente que parece ter vindo ao mundo pra incomodar os outros. Este parece ser um destes casos...
Houve tempo em que isso tudo não me impressionava e não me incomodava. Mas acho que o tempo vai acumulando essas coisas e chega uma hora em que não tem espaço pra mais na cabeça da gente. Em alguns casos, não tem espaço nem quando se é jovem. Em outros, a paciência ainda dura um bocado. Estranha essa seleção que a própria cabeça faz. Mas deve ser o sentido de auto-preservação que vai ficando mais forte à medida que os anos passam.
Pena que a gente não possa eliminar sumariamente do convívio diário essas pessoas que nos incomodam...
julho 29, 2005
A quinta passou, mas o mau humor ficou. E eu não vou ficar procurando desculpas pra ele. Tá aí, pronto. Azar de quem passar por perto e olhar torto.
Pra refrescar um pouco, aliviar outro tanto, pratico a leitura em inglês com uma senhora que escreve muito. Não em qualidade, em quantidade. É aquela leitura que enche os olhos e esvazia a cabeça, coisa de Julias e Sabrinas - quem conhece, sabe do que estou falando. A autora em questão é Norah Roberts, segundo a contracapa do livro, campeã de vendas segundo a lista do New York Times. De fato, pelo que eu soube dela, vende quem nem água - o site da Cultura diz que são mais de 127 milhões de cópias, entre os vários títulos. E, entre os leitores dela, me incluo. E agora, em inglês.
Na verdade, não é tão ruim. Os livros são bem traduzidos, as histórias são mais ou menos as mesmas do tipo moça conhece moço, brigam um monte, se desentendem, se beijam, não transam (às vezes, transam, sim) e, no fim, descobrem que estão perdidamente apaixonados e que um não consegue viver sem o outro e se casam. The end. O que vale, o que muda são os cenários.
Tudo isso, no fundo, é desculpa pra justificar porque gosto de ler essa senhora. A principal, já disse: enche os olhos, esvazia a cabeça. Mas me peguei pensando como ela faz para ter essa produção imensa. Embora não seja necessária muita imaginação pra criar aquele esquema de história, há que se criar situações diferentes, locais diferentes, profissões diferentes.
Software que desenvolve histórias a partir de personagens dado pelo autor? Pensei nisso. O mais louco é que ela cria trilogias, quadrilogias, pentalogias. A que estou lendo agora, por exemplo, é a história de cinco mulheres. Três num livro, duas em outro. Pra cada uma, uma história diferente (?). Li a trilogia do coração (Coração do Mar, Lágrimas da Lua e Diamantes do Sol) e fiquei fascinada com o cenário mágico da Irlanda, com a história construída a partir de uma lenda de uma região que nem sei se existe. Na trilogia da magia (Entre o Céu e a Terra, Dançando no Ar e Enfrentando o Fogo), ela vai para o litoral da Nova Inglaterra, região que sempre me fascinou por causa das descrições que já li. E as mulheres são bruxas! Não li ainda a trilogia do sonho (Um Sonho de Amor, Um Sonho de Vida e Um Sonho de Esperança) , mas pode apostar que logo, logo, esses vão para minha cabeceira.
Agora, é a família Calhoun que me distrai. Catherine, Amanda e Lilah no primeiro; Suzanne e Megan no segundo. Catherine, Amanda, Lilah e Suzanne são irmãs. Megan, só vou descobrir quando chegar no segundo livro. Ainda estou no primeiro, começando a ler a história de Amanda. Mas já sei que tudo vai girar em torno de uma residência construída por um antepassado das irmãs em algum lugar a beira-mar perto de Boston, onde deve estar escondido um preciosíssimo colar de diamantes que pertenceu à bisavó delas, que se suicidou. Catherine já fisgou um marido magnífico, Amanda acaba de conhecer o pretendente dela. Pelo resumo da contracapa, Lilah será conquistada por um professor de sobrenome.... Quartermain! Sugestivo, né? Pois...
Dei muita risada numa pesquisa que fiz sobre Norah Roberts na internet, que classifica os livros dela de bull shit. Acho que pra muita gente, é isso mesmo. E, pelo tanto que vende, desconfio que o bull shit cai no gosto popular, lá e cá.
Pra refrescar um pouco, aliviar outro tanto, pratico a leitura em inglês com uma senhora que escreve muito. Não em qualidade, em quantidade. É aquela leitura que enche os olhos e esvazia a cabeça, coisa de Julias e Sabrinas - quem conhece, sabe do que estou falando. A autora em questão é Norah Roberts, segundo a contracapa do livro, campeã de vendas segundo a lista do New York Times. De fato, pelo que eu soube dela, vende quem nem água - o site da Cultura diz que são mais de 127 milhões de cópias, entre os vários títulos. E, entre os leitores dela, me incluo. E agora, em inglês.
Na verdade, não é tão ruim. Os livros são bem traduzidos, as histórias são mais ou menos as mesmas do tipo moça conhece moço, brigam um monte, se desentendem, se beijam, não transam (às vezes, transam, sim) e, no fim, descobrem que estão perdidamente apaixonados e que um não consegue viver sem o outro e se casam. The end. O que vale, o que muda são os cenários.
Tudo isso, no fundo, é desculpa pra justificar porque gosto de ler essa senhora. A principal, já disse: enche os olhos, esvazia a cabeça. Mas me peguei pensando como ela faz para ter essa produção imensa. Embora não seja necessária muita imaginação pra criar aquele esquema de história, há que se criar situações diferentes, locais diferentes, profissões diferentes.
Software que desenvolve histórias a partir de personagens dado pelo autor? Pensei nisso. O mais louco é que ela cria trilogias, quadrilogias, pentalogias. A que estou lendo agora, por exemplo, é a história de cinco mulheres. Três num livro, duas em outro. Pra cada uma, uma história diferente (?). Li a trilogia do coração (Coração do Mar, Lágrimas da Lua e Diamantes do Sol) e fiquei fascinada com o cenário mágico da Irlanda, com a história construída a partir de uma lenda de uma região que nem sei se existe. Na trilogia da magia (Entre o Céu e a Terra, Dançando no Ar e Enfrentando o Fogo), ela vai para o litoral da Nova Inglaterra, região que sempre me fascinou por causa das descrições que já li. E as mulheres são bruxas! Não li ainda a trilogia do sonho (Um Sonho de Amor, Um Sonho de Vida e Um Sonho de Esperança) , mas pode apostar que logo, logo, esses vão para minha cabeceira.
Agora, é a família Calhoun que me distrai. Catherine, Amanda e Lilah no primeiro; Suzanne e Megan no segundo. Catherine, Amanda, Lilah e Suzanne são irmãs. Megan, só vou descobrir quando chegar no segundo livro. Ainda estou no primeiro, começando a ler a história de Amanda. Mas já sei que tudo vai girar em torno de uma residência construída por um antepassado das irmãs em algum lugar a beira-mar perto de Boston, onde deve estar escondido um preciosíssimo colar de diamantes que pertenceu à bisavó delas, que se suicidou. Catherine já fisgou um marido magnífico, Amanda acaba de conhecer o pretendente dela. Pelo resumo da contracapa, Lilah será conquistada por um professor de sobrenome.... Quartermain! Sugestivo, né? Pois...
Dei muita risada numa pesquisa que fiz sobre Norah Roberts na internet, que classifica os livros dela de bull shit. Acho que pra muita gente, é isso mesmo. E, pelo tanto que vende, desconfio que o bull shit cai no gosto popular, lá e cá.
julho 28, 2005
Como toda boa quinta, acordei com o pé esquerdo. Não me perguntem porque porque não tenho explicação, mas toda quinta baixa um mau humor do cão dos infernos - sem exagero, é isso mesmo. E quando não é mau humor, é um mal estar de dar inveja ao mais fanático hipocondríaco. Hoje atacaram os dois, um resultado do outro.
O mal estar, até já sei, fica na conta do tanto de remédios pra segurar as dores no asiático. Tanto Cataflan não pode fazer bem mesmo. Mas saber o motivo não resolve o problema, que vai irritando, irritando, igual goteira que tanto bate até que fura. Não pode furar porque seria injusto com os outros. A solução, então, é ficar quietinha.
Não responder, não comentar, não achar nada, não perder nada. Exercer todo o lado zen, que tem de ser resgatado de algum lugar. Difícil quando no dia anterior o encanador passou pela casa pra descobrir de onde vinha aquele dilúvio que inundava a sala... O problema, aparentemente, foi resolvido e era coisa simples, rejuntes que estavam rompidos e que deixavam a água escoar. O que não entendo, nem com todo exercício zen, é como alguém vai reforçar o rejunte dos azulejos do banheiro e acaba quebrando um e rachando outro. Mas isso já são outros quinhentos...
Bom, o consolo, aqui, é saber que não haverá quebra-quebra no banheiro em busca daquele cano rompido. E aí não seria um azulejo quebrado. Seria um monte. Ainda bem que o padroeiro (ou a padroeira) dos endividados olhou pra mim e resolveu que seria alguma coisa simples pra resolver.
Continuo quietinha, pra não sobrar nada pra ninguém. Mas não cutuque a onça, porque qualquer vara vai ser curta. Às quintas, eu não garanto a integridade física de ninguém...
O mal estar, até já sei, fica na conta do tanto de remédios pra segurar as dores no asiático. Tanto Cataflan não pode fazer bem mesmo. Mas saber o motivo não resolve o problema, que vai irritando, irritando, igual goteira que tanto bate até que fura. Não pode furar porque seria injusto com os outros. A solução, então, é ficar quietinha.
Não responder, não comentar, não achar nada, não perder nada. Exercer todo o lado zen, que tem de ser resgatado de algum lugar. Difícil quando no dia anterior o encanador passou pela casa pra descobrir de onde vinha aquele dilúvio que inundava a sala... O problema, aparentemente, foi resolvido e era coisa simples, rejuntes que estavam rompidos e que deixavam a água escoar. O que não entendo, nem com todo exercício zen, é como alguém vai reforçar o rejunte dos azulejos do banheiro e acaba quebrando um e rachando outro. Mas isso já são outros quinhentos...
Bom, o consolo, aqui, é saber que não haverá quebra-quebra no banheiro em busca daquele cano rompido. E aí não seria um azulejo quebrado. Seria um monte. Ainda bem que o padroeiro (ou a padroeira) dos endividados olhou pra mim e resolveu que seria alguma coisa simples pra resolver.
Continuo quietinha, pra não sobrar nada pra ninguém. Mas não cutuque a onça, porque qualquer vara vai ser curta. Às quintas, eu não garanto a integridade física de ninguém...
julho 25, 2005
E quando eu achava que estava tudo certinho, no devido lugar, o asiático atacou. E me travou. Acho que meu asiático deve ter um espírito meio vietcongue, terrorista, bem do mal. O fato é que dói. E como dói. Mas já marquei funileiro pra logo mais. Vou sofrer as penas do inferno, mas sei que saio de lá quase inteira. Quase, porque depois de uma sessão de funilaria a sensação é de ainda estar em frangalhos. Mais ou menos como deve se sentir um vaso quebrado e colado... Amanhã é um novo dia que poderá não ser da mais louca alegria, mas eu sei que estarei melhor. É o que me anima.
De qualquer forma, ganhei um dia de folga. Segundona de descanso é coisa pra se curtir, mesmo com dores. Tá, não vai dar pra realizar os mais loucos programas. Mas vai dar pra curtir o sossego de um dia em casa. Depois de um fim de semana de trampo, não tem nada melhor nem mais revigorante. Tá bom, eu sei, as dores estão aí, estou sentindo. Mas não vou deixar que elas estraguem o meu dia de gazetear trampo. Se melhor estivesse, poderia até considerar a idéia de um cineminha. Como quem não tem cão caça com gato e eu tenho 15 dentro de casa (mais o Grizzy, que eu ainda não chamo publicamente de meu), vou me contentar com o 24 Horas. E já estará de bom tamanho.
Começo a desconfiar que estou precisando de descanso quando percebo que estou com inveja de pernas quebradas. E, no caso, ficar bem contentinha de estar com dor nas costas e não poder trabalhar. E aí não é brincar de Poliana, não. O contentamento é verdadeiro, portanto mais preocupante.
Na verdade, estou mesmo é ficando velha...
De qualquer forma, ganhei um dia de folga. Segundona de descanso é coisa pra se curtir, mesmo com dores. Tá, não vai dar pra realizar os mais loucos programas. Mas vai dar pra curtir o sossego de um dia em casa. Depois de um fim de semana de trampo, não tem nada melhor nem mais revigorante. Tá bom, eu sei, as dores estão aí, estou sentindo. Mas não vou deixar que elas estraguem o meu dia de gazetear trampo. Se melhor estivesse, poderia até considerar a idéia de um cineminha. Como quem não tem cão caça com gato e eu tenho 15 dentro de casa (mais o Grizzy, que eu ainda não chamo publicamente de meu), vou me contentar com o 24 Horas. E já estará de bom tamanho.
Começo a desconfiar que estou precisando de descanso quando percebo que estou com inveja de pernas quebradas. E, no caso, ficar bem contentinha de estar com dor nas costas e não poder trabalhar. E aí não é brincar de Poliana, não. O contentamento é verdadeiro, portanto mais preocupante.
Na verdade, estou mesmo é ficando velha...
julho 24, 2005
Acabei de ler o sexto Harry Potter. E estou indignada: será que J. K. Rowlings já começou a escrever o último livro da série? Espero que sim. Porque aí não demora dois anos pra sair. Este sexto volume explica um monte de coisas, junta um monte de informações que ficaram meio sem explicação nos livros anteriores, mas deixa outro monte de dúvidas. Harry não está preparado para enfrentar Voldemort, o Lorde das Trevas, isso fica claro quando ele enfrenta Severo Snape. Dumbledore morreu e Hogwarts pode ser fechada. Claro, Ron e Hermione continuam ao lado dele. Mas Harry afasta dele a menina por quem ele está apaixonado de verdade, Ginny, a irmã de Ron, dizendo que não quer colocar a vida dela em risco. "Você sempre tem essas atitudes", diz ela. "Acho que é por isso que gosto tanto de você." Desconfio que no próximo livro ela vai ficar ao lado dele, mesmo que ele não queira. A gente já viu isso no Homem Aranha...
De qualquer forma, bati meu recorde. Li um livro de 652 páginas, em inglês, em uma semana. Claro que não parei pra procurar no dicionário cada palavra que eu não entendia. Entendia o sentido geral e tocava pra frente. Palavra por palavra, vou ler a edição traduzida no final do ano. Mas bem menos ansiosa, porque agora já sei o que acontece.
Harry Potter é uma coisa curiosa. É leitura infanto-juvenil, sim. J. K. Rowlings emprega um monte de chavões, sim. Mas monta histórias de maneira maravilhosa, envolvente. O mundo dos bruxos é muito parecido com o da gente, tem bruxos maus e bons, mortes, lutas. Amizade, amor, carinho, admiração, ódio, sacrifícios, tudo isso cabe no mundo mágico. Tem até um professor que procura se cercar de filhos de gente importante ou alunos que se sobressaem pra garantir amizades que possam render alguma coisa pra ele. Parecido com um monte de gente que a gente conhece, não é verdade?
Os políticos que mandam nesse universo mágico também se parecem com os que a gente conhece. O novo ministro da Magia, por exemplo, quer que Harry o apóie para atrair a simpatia do mundo bruxal. Ele não aceita, claro, porque não concorda com as decisões tomadas pelo ministério e porque é "Dumbledore's man" - mesmo que Dumbledore esteja morto.
Acho bom J.K. Rowlings já estar escrevendo o sétimo livro. Corro o risco de morrer de ansiedade...
De qualquer forma, bati meu recorde. Li um livro de 652 páginas, em inglês, em uma semana. Claro que não parei pra procurar no dicionário cada palavra que eu não entendia. Entendia o sentido geral e tocava pra frente. Palavra por palavra, vou ler a edição traduzida no final do ano. Mas bem menos ansiosa, porque agora já sei o que acontece.
Harry Potter é uma coisa curiosa. É leitura infanto-juvenil, sim. J. K. Rowlings emprega um monte de chavões, sim. Mas monta histórias de maneira maravilhosa, envolvente. O mundo dos bruxos é muito parecido com o da gente, tem bruxos maus e bons, mortes, lutas. Amizade, amor, carinho, admiração, ódio, sacrifícios, tudo isso cabe no mundo mágico. Tem até um professor que procura se cercar de filhos de gente importante ou alunos que se sobressaem pra garantir amizades que possam render alguma coisa pra ele. Parecido com um monte de gente que a gente conhece, não é verdade?
Os políticos que mandam nesse universo mágico também se parecem com os que a gente conhece. O novo ministro da Magia, por exemplo, quer que Harry o apóie para atrair a simpatia do mundo bruxal. Ele não aceita, claro, porque não concorda com as decisões tomadas pelo ministério e porque é "Dumbledore's man" - mesmo que Dumbledore esteja morto.
Acho bom J.K. Rowlings já estar escrevendo o sétimo livro. Corro o risco de morrer de ansiedade...
julho 20, 2005
Salvo Montalbano está envelhecendo. Tem dores agudas no peito - claro que continua fumando! -, não consegue mais nadar tudo o que nadava e se perde em reminiscências. Não, quem se perde em reminiscências sou eu mesma. Ele tem dores no peito e acha que está demorando mais para enxergar coisas que, segundo ele mesmo, enxergaria antes de imediato.
Será que Andrea Camilleri está querendo matar o Salvo? E o que será de nós, pobres mortais que perseguimos esse detetive italiano tão especial? E foram tão poucos livros... Bom, não vamos por o carro na frente dos bois. Há que se esperar o próximo livro - vai que tudo não passou de uma impressão errada, que o homem está bem e forte e até vai casar com a Lívia...
Bom, pra quem não entendeu, estou falando de um livro, Guinada da Vida. O autor, Andrea Camilleri, é um achado. Nasceu em 1925, mas acho que só ficou mais conhecido - no Brasil, pelo menos - de uns 10 anos pra cá, se tanto. Graças a Salvo Montalbano. Até então, 1990, Camilleri só era conhecido por alguns poucos. A Forma da Água, a primeira aventura de Montalbano, colocou a cidadezinha siciliana de Vigàta, onde Montalbano é comissário, no mapa do mundo.
Vigàta não existe, mas há quem jure que já esteve lá. Se esse alguém esteve na Sicília, então certamente conhece Vigàta. Ali Camilleri colocou todas as idiosincrasias de uma região única no mundo. E, pela mão de Montalbano, tomamos conhecimento de como funciona aquele pedaço da bota, misterioso para a maioria das pessoas. De quebra, vai saboreando pratos maravilhosos (pena que não venham com as receitas), proferindo frases retiradas de autores clássicos e resolvendo crimes. Não por acaso, o autor preferido de Montalbano é o espanhol de Barcelona Manuel Vázquez Montalban, também autor de livros policiais, que criou o investigador Carvalho. Montalban, Montalbano - coincidência? Acho que não.
Coincidência, de verdade, é que a empregada de Montalbano se chama Adelina. A minha também se chama Adelina. Ambas têm uma mão especial para a cozinha. Ambas resmungam quando o trabalho pesa um pouco mais. Ambas colocam um parente para substitui-las em caso de precisar faltar ou em férias. E Camilleri nem conhece a minha Adelina, que nasceu em Rio Claro e não tem a menor idéia de onde fica a Sicília, embora seja descendente de italianos.
Mas torço para Camilleri não matar Montalbano. Ainda não estou preparada para isso. Sei que o mundo está terrível, que não dá pra viver engolindo tantos sapos todos os dias e que ele, Camilleri, já está com 80 anos. Mas rezo, torço, suplico, anseio para que tudo se mantenha. Pelo menos em Vigàta.
Será que Andrea Camilleri está querendo matar o Salvo? E o que será de nós, pobres mortais que perseguimos esse detetive italiano tão especial? E foram tão poucos livros... Bom, não vamos por o carro na frente dos bois. Há que se esperar o próximo livro - vai que tudo não passou de uma impressão errada, que o homem está bem e forte e até vai casar com a Lívia...
Bom, pra quem não entendeu, estou falando de um livro, Guinada da Vida. O autor, Andrea Camilleri, é um achado. Nasceu em 1925, mas acho que só ficou mais conhecido - no Brasil, pelo menos - de uns 10 anos pra cá, se tanto. Graças a Salvo Montalbano. Até então, 1990, Camilleri só era conhecido por alguns poucos. A Forma da Água, a primeira aventura de Montalbano, colocou a cidadezinha siciliana de Vigàta, onde Montalbano é comissário, no mapa do mundo.
Vigàta não existe, mas há quem jure que já esteve lá. Se esse alguém esteve na Sicília, então certamente conhece Vigàta. Ali Camilleri colocou todas as idiosincrasias de uma região única no mundo. E, pela mão de Montalbano, tomamos conhecimento de como funciona aquele pedaço da bota, misterioso para a maioria das pessoas. De quebra, vai saboreando pratos maravilhosos (pena que não venham com as receitas), proferindo frases retiradas de autores clássicos e resolvendo crimes. Não por acaso, o autor preferido de Montalbano é o espanhol de Barcelona Manuel Vázquez Montalban, também autor de livros policiais, que criou o investigador Carvalho. Montalban, Montalbano - coincidência? Acho que não.
Coincidência, de verdade, é que a empregada de Montalbano se chama Adelina. A minha também se chama Adelina. Ambas têm uma mão especial para a cozinha. Ambas resmungam quando o trabalho pesa um pouco mais. Ambas colocam um parente para substitui-las em caso de precisar faltar ou em férias. E Camilleri nem conhece a minha Adelina, que nasceu em Rio Claro e não tem a menor idéia de onde fica a Sicília, embora seja descendente de italianos.
Mas torço para Camilleri não matar Montalbano. Ainda não estou preparada para isso. Sei que o mundo está terrível, que não dá pra viver engolindo tantos sapos todos os dias e que ele, Camilleri, já está com 80 anos. Mas rezo, torço, suplico, anseio para que tudo se mantenha. Pelo menos em Vigàta.
julho 13, 2005
De uns tempos pra cá, ando xeretando blogs alheios. Na verdade, é isso mesmo que as pessoas esperam: que alguém xerete seus blogs. Tem o blog do Rodrigo (Rio das Capivaras), da Marcinha (Sobretudo Amor), do Zero (à guisa de blogue), do Flávio (Crocodilo Chan), do Guille (Velho Tarado). Me divirto muito, às vezes me entristeço, choro e em seguida dou risada. São várias histórias, crônicas, comentários, poemas.
É engraçado ver como as pessoas escrevem, como, de repente, a gente se surpreende de forma positiva com a maneira de as pessoas verem as coisas, com a forma e o estilo de cada um. Mas mais divertido do que ler o que as pessoas postam é ler os comentários postados por amigos. Eu só me atrevo a postar para alguns. Para outros, me reservo o direito de ficar em silêncio, só apreciando...
A alma lírica, meio gongórica do Rodrigo me surpreendeu. Mas ele comete hai-ku da melhor qualidade (pra quem não sabe, hai-ku é o plural de hai-kai, versos em estilo japonês em três linhas, que obedecem a uma métrica - não me perguntem qual - e não são necessariamente rimadas), o que revela um poderoso poder de síntese. O Zero, meu amigo Roberto Romano Taddei, tem poesias incríveis, belíssimas, apaixonadas. Mas esse lado poeta eu já conhecia, embora nunca tivesse lido poesia dele. O Flavinho é tudo aquilo que ele passa no blog: boa gente, camarada, amigão. E observador, mais até do que eu esperava do olho de um artista, o que ele é - definitivamente, sem discussão e sem dúvidas. Marcinha, minha filhota, coloca os demônios, as tristezas, as incertezas, as alegrias em textos aparentemente ligeiros, mas que fazem a gente pensar. E, às vezes, chorar.
Confesso que meu filhote Guille foi a melhor surpresa dos blogs. Textos lindos, bem elaborados, comentários irônicos, bem colocados. Comparações inesperadas e bem-humoradas. Às vezes, assustadoras. E, claro, filmes.
Em comum, todos eles têm a juventude. E, pelo visto, uma existência profícua, bem maior do que a minha. Se serão felizes, isso são outros quinhentos, que não depende de mim. O que fica é a certeza de que certamente eles farão escolhas erradas, depois vão acertar e vão aprender. É assim com todo mundo, desde que o mundo é mundo. Mas vão viver experiências lindas, porque tudo o que passou acaba ficando mais bonito e melhor.
Tomara que eles encontrem a felicidade. Se bem que, daqui pra frente, só me resta torcer...
É engraçado ver como as pessoas escrevem, como, de repente, a gente se surpreende de forma positiva com a maneira de as pessoas verem as coisas, com a forma e o estilo de cada um. Mas mais divertido do que ler o que as pessoas postam é ler os comentários postados por amigos. Eu só me atrevo a postar para alguns. Para outros, me reservo o direito de ficar em silêncio, só apreciando...
A alma lírica, meio gongórica do Rodrigo me surpreendeu. Mas ele comete hai-ku da melhor qualidade (pra quem não sabe, hai-ku é o plural de hai-kai, versos em estilo japonês em três linhas, que obedecem a uma métrica - não me perguntem qual - e não são necessariamente rimadas), o que revela um poderoso poder de síntese. O Zero, meu amigo Roberto Romano Taddei, tem poesias incríveis, belíssimas, apaixonadas. Mas esse lado poeta eu já conhecia, embora nunca tivesse lido poesia dele. O Flavinho é tudo aquilo que ele passa no blog: boa gente, camarada, amigão. E observador, mais até do que eu esperava do olho de um artista, o que ele é - definitivamente, sem discussão e sem dúvidas. Marcinha, minha filhota, coloca os demônios, as tristezas, as incertezas, as alegrias em textos aparentemente ligeiros, mas que fazem a gente pensar. E, às vezes, chorar.
Confesso que meu filhote Guille foi a melhor surpresa dos blogs. Textos lindos, bem elaborados, comentários irônicos, bem colocados. Comparações inesperadas e bem-humoradas. Às vezes, assustadoras. E, claro, filmes.
Em comum, todos eles têm a juventude. E, pelo visto, uma existência profícua, bem maior do que a minha. Se serão felizes, isso são outros quinhentos, que não depende de mim. O que fica é a certeza de que certamente eles farão escolhas erradas, depois vão acertar e vão aprender. É assim com todo mundo, desde que o mundo é mundo. Mas vão viver experiências lindas, porque tudo o que passou acaba ficando mais bonito e melhor.
Tomara que eles encontrem a felicidade. Se bem que, daqui pra frente, só me resta torcer...
julho 12, 2005
E, de repente, deu vontade de escrever. Tanta coisa passando na cabeça, o jeito é despejar em algum lugar, de alguma forma.
A vida segue. Mesmo? Acho que sim. O tempo, pelo menos, passa. Um dia depois do outro, depois do outro, depois do outro. As semanas se encadeiam, formam meses, que compõem anos. E assim vamos. Isso não dá pra segurar. Tem de ir. Vai.
O que falta mesmo é vontade, embora a desculpa oficial - aquela que todo mundo aceita, porque é comum a todo mundo - é a falta de dinheiro. Mas fico me perguntando se, se houvesse dinheiro, faria? Acho que não. Por trás de tudo, falta mesmo vontade.
Seguir meio empurrando com a barriga, às vezes forçando a barra. Muitas vezes, seguir sem ter vontade de ir em frente, fingindo estar dando alguns passos, sem sair do lugar. Há que se seguir. Em frente, mesmo sem destino final, sem objetivo, seguir só pra não ficar parado (quem fica parado é poste, certo?).
Discussões, broncas, pra que? Se ao menos fizesse alguma diferença, se tivesse alguma influência em alguém ou em alguma coisa...
Silêncio, mutismo. Um sorriso pode dizer um monte de coisas, uma risada pode mascarar aquele sinal de mágoa que teima em querer se mostrar. É melhor sorrir e tocar pra frente, fingir que não tem nada a ver com aquilo, engolir o sapo, vomitar a cobra.
Pelo amor de Deus, me deixem quieta no meu canto!!!
A vida segue. Mesmo? Acho que sim. O tempo, pelo menos, passa. Um dia depois do outro, depois do outro, depois do outro. As semanas se encadeiam, formam meses, que compõem anos. E assim vamos. Isso não dá pra segurar. Tem de ir. Vai.
O que falta mesmo é vontade, embora a desculpa oficial - aquela que todo mundo aceita, porque é comum a todo mundo - é a falta de dinheiro. Mas fico me perguntando se, se houvesse dinheiro, faria? Acho que não. Por trás de tudo, falta mesmo vontade.
Seguir meio empurrando com a barriga, às vezes forçando a barra. Muitas vezes, seguir sem ter vontade de ir em frente, fingindo estar dando alguns passos, sem sair do lugar. Há que se seguir. Em frente, mesmo sem destino final, sem objetivo, seguir só pra não ficar parado (quem fica parado é poste, certo?).
Discussões, broncas, pra que? Se ao menos fizesse alguma diferença, se tivesse alguma influência em alguém ou em alguma coisa...
Silêncio, mutismo. Um sorriso pode dizer um monte de coisas, uma risada pode mascarar aquele sinal de mágoa que teima em querer se mostrar. É melhor sorrir e tocar pra frente, fingir que não tem nada a ver com aquilo, engolir o sapo, vomitar a cobra.
Pelo amor de Deus, me deixem quieta no meu canto!!!
abril 30, 2005
No começo, eu queria só escrever o que me vinha à cabeça, sem me preocupar com quem ia ler ou deixar de ler. Continuo pensando o mesmo, mas me ocorreu, de repente, que a memória já não tem muito espaço livre e algumas coisas estão virando vagas lembranças. Não gostaria que muitas coisas ficassem em branco. Existem emoções que a gente não pode esquecer e o HD humano não tem muitos gigas de memória e às vezes as informações se autodeletam. Então, acho que isso aqui vai servir também pra isso.
Como a carinha do Caleu quando viu chuva de pedra pela primeira vez, na casa da bisavó em Mogi. Ficou encantado com aquele gelinho todo que apareceu no quintal. Não tirei foto pra registrar, isso ficou só na minha memória.
E agora a Cotinha sumiu. Não foi a primeira a cair no mundo, provavelmente não será a última. Mas dói a gente perceber que, de repente, tem um bichinho a menos com a gente. Será que ela está com alguém? Torço pra que sim. Aliás, torço com mais força pra ela voltar, mas acho que essa é uma possibilidade bem remota... Bom, éramos 17, agora acho que somos 16.
Quem mandou ter tanto gato?
Como a carinha do Caleu quando viu chuva de pedra pela primeira vez, na casa da bisavó em Mogi. Ficou encantado com aquele gelinho todo que apareceu no quintal. Não tirei foto pra registrar, isso ficou só na minha memória.
E agora a Cotinha sumiu. Não foi a primeira a cair no mundo, provavelmente não será a última. Mas dói a gente perceber que, de repente, tem um bichinho a menos com a gente. Será que ela está com alguém? Torço pra que sim. Aliás, torço com mais força pra ela voltar, mas acho que essa é uma possibilidade bem remota... Bom, éramos 17, agora acho que somos 16.
Quem mandou ter tanto gato?
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