abril 08, 2008

Lista para mamãe


No ano passado eu fiz a listinha e deu certo. Foi um pouco mais tarde, acho que era meio de abril. Mas este ano estou meio ansiosa, então a lista vai antes – e eles terão mais de mês pra decidir quem dá o que para a mamãe no dia 11 de maio...

Já tem algum tempo que penso em ter um bambu mossô. Acho lindas as formas que dão a essa árvore. Mas ele exige um vaso bem grande – e eu ando sem espaço para mais plantas em casa... Acho melhor pensar em outra coisa e podar mais um pouco da primavera, que já está extrapolando. De novo.

Ando pesquisando preços de lap tops, mas acho que isso vai ficar mesmo por minha conta. Pedir isso pra filho é sacanagem é exploração. Então, não levem em conta esse pedido.

Todas as noites eu levo uma garrafa de água para o quarto. E ando procurando uma jarrinha de vidro cuja tampa é um copinho – tem também em barro, com copo idem. Pequenina, acho que cabem 750 ml de líquido, se tanto (a garrafa que levo para o quarto é de 750 ml, por sinal). Ainda não achei, mas sei que existe. Este seria um presentão!

Com o friozinho chegando, acho que vale pedir conjuntos de calças fuseaus com túnicas de mangas compridas ou três-quartos. Cores e estampas, todos conhecem meu gosto. Acho que a Criatiff já deve ter alguma coisa desse tipo e se os tamanhos forem os mesmos do verão, o M cabe legal!

Pedi no Natal, mas não tinha saído ainda. Agora já tem: a trilogia do Piratas do Caribe em DVD. Além de divertido, tem Orlando Bloom! Iam, iam, iam... E é sempre um filminho legal pra ver com neto, quando ele vier dormir aqui.

Acho que é por aí – e até meio que adivinho quem vai dar o que. Mas isso só revelo depois...

* * * * * *


Procurei, para ilustrar este post, uma imagem do Kliban que tenho estampada numa camiseta que os meninos me trouxeram dos Estados Unidos há alguns anos. Aliás, pensando bem, acho que já tem uns 10 anos... É a Momcat, a versão maternal do gato gordo do Kliban, com metade do corpo na frente da camiseta e a traseira na parte de trás, com três gatinhos pendurados no rabo. E descobri, pasmada, que não existe essa imagem na Internet. Mas tem o Dadcat – então, na falta da mãe, vai o pai mesmo.

Mas sob protestos!

abril 04, 2008

Gabarito!


Criei coragem e fui checar o gabarito do concurso. O começo foi promissor: 16 acertos em 20 questões de Língua Portuguesa; 14 acertos em 15 questões de Atualidades; 7 acertos em 10 questões de Inglês. Afundei em Conhecimentos Específicos: 3 acertos em 15 questões – e essas questões tinham peso 2 e são o primeiro critério de desempate! No fim das contas, acertei 40 respostas e completei 62,5 pontos. E está lá no edital: “Será considerado habilitado na prova objetiva e na prova prática o candidato que obtiver nota superior ou igual a 60 (sessenta) pontos e não zerar em nenhuma das disciplinas da prova”. Ou seja: passei raspando, mas passei. Mas não serei chamada para a prova prática, já que apenas os dez primeiros colocados farão. Boa sorte para eles – espero, como já disse antes, que estejam naquela turma cuja horta não vê chuva há muito tempo!

Ter um bom nível de acerto em Inglês me deixou particularmente contente. Pra quem nunca fez nenhum curso de inglês na vida e deve o pouco que sabe às letras de música dos Beatles, aos inúmeros telegramas de Reuters, AP e France Presse que teve de traduzir pra produzir notícia e agora, mais recentemente, aos livros de Harry Potter e aos romances água-com-açúcar, o resultado é dos melhores – fiquei contente comigo mesma, de verdade!

Bom, foi bom. E, felizmente, estão pintando trabalhos – se a agenda que me foi proposta for cumprida, vai ter trabalho de montão!

Espero que tudo continue assim!

* * * * *

P.S.: Achei essa foto no stock.xchng – achei tão idiota que tinha de colocar no post!

março 31, 2008

Dia de concurso


Tinha um ror de gente. Falavam em cinco mil inscritos, todos lá, fazendo prova. Bom, para o cargo que eu tentava – Editor III - tinham 760 pessoas. Todas atrás de duas vagas, com salário de R$ 9 mil. É mole? Todo mundo quer um salário bom, fixo e seguro, no governo. E daí que é pela CLT? É aposentadoria pelo teto, na certa...

Me senti de volta aos vestibulares. E não gostei. Não gostei na época certa, imagine agora! Provinha chata, 60 questões, dizia a capa do caderno de questões. Claro que teve uma cururua que foi fuçar no fim da apostila. E viu que só haviam 53 questões – cadê o resto? Descobrimos que todo mundo estava com o caderno incompleto, não apenas na sala onde eu estava, mas em todas as classes. Veio uma moça simpática, avisou que a folha faltante já estava vindo e que era para a gente ir resolvendo o resto.

Foi o que fiz. No segundo texto, eu já bocejava. Se esse é o tipo de texto que eles entregam para a gente editar, não sei se terei saco pra isso, não (mas primeiro tem de passar, né, companheira?). Eu não interpreto textos, eu leio, apreendo o conteúdo e trabalho com isso. No meio, questões gramaticais. Comecei a rir logo na primeira. E dei muita risada, por todo o tempo. Tem aquelas piadas particulares, que a gente lembra nas horas mais impróprias. E tem a piada que a gente mesmo é... A cereja do bolo foi um cálculo para quantidade de papel necessária para se imprimir uma revista com páginas de tamanho x. Tenho certeza de que essa eu errei. E o povo, na saída, ainda discutia o cálculo!!! Lá pelas tantas, saí para fumar um cigarro - e mais uma vez a sensação de colegial: só podia no banheiro!

Mas encontrei um monte de gente conhecida, gente que gostava antes e que gostei de encontrar agora. Tinha gente que não gostava antes e que não gostei de encontrar agora, mas isso passa. Só na classe onde estava, tinha quatro conhecidos - a quinta pessoa que eu sabia que ia, não foi. Terminei a prova em menos de duas horas. Fiz questão de fazer hora na saída, esperando as outras pessoas pra jogar conversa fora, ter notícias, saber o que andam fazendo. Foi gostoso.

No fim, devo confessar, me diverti. Não com a prova, mas com as pessoas. E com o programa – de índio, tá bom... – diferente. Fiquei pensando em como está a vida hoje, para um monte de gente se abalar num domingo à tarde pra fazer uma prova três horas e meia de duração. E, se boa parte dos que estavam lá só buscavam a segurança de um salário garantido, alguns foram porque se encontram absolutamente sem saída. Para esses vai a minha torcida. Bem ou mal, tem caído alguma chuva na minha horta.

Tem horta que não vê água faz tempo....

março 24, 2008

Descanso congestionado


Tinha tudo para ser um fim de semana tranqüilo na praia, com um pouco de sol e muito nada pra fazer. Não foi bem assim. Mas tudo bem – teve bons momentos e descanso, que é o que importa.

Nunca tinha vivido uma noite na estrada. Na ida, foi o que aconteceu. Cansei de ouvir e ver, pela TV, os congestionamentos daquilo que na redação a gente chamava brincando de "a volta do êxodo". Passei por isso, também.

Sair de casa por volta da uma da manhã seria a garantia de estrada livre e viagem rápida: ledo engano. Lá pelas tantas, apareceu um congestionamento. Tudo bem, andava-se devagar – mas andava-se. Até que tudo parou. A explicação só apareceu mais tarde, quando recomeçou o deslocamento. Tudo bem, a gente entende... Mas aí já se tinha gasto mais de duas horas. Chegamos com dia claro. Claro que a manhã foi para dormir...

Sexta passou envolta em algodão, aquela sensação irreal que fica quando se passa uma noite em claro e não se descansou o suficiente. Dia de preguiça, ponteado de cochilos e nenhuma vontade. O sábado já foi mais animado. Descansados, saímos para tomar sorvete, passear, comer uma pizza. Mas o pequeno, que não se mostrava na melhor forma, ficou com febre. Que se prolongou por toda a noite e pelo domingo.

Domingo teve festa pela manhã. A caça ao tesouro animou todo mundo, inclusive o pequeno que, sob efeito do analgésico, estava na maior alegria. Mas como ninguém se engana com o efeito dos remédios, decidimos voltar depois do almoço. Nós – e todo mundo que viajou no feriadão...

Mais congestionamento, mais de seis horas de estrada... Mas chegamos e a vida segue.

Quantas experiências inéditas....

março 18, 2008

De larápios a negócios


Roubaram meu hibisco!!! Aquele hibisco lindo, que tinha colocado no canteiro da calçada, que dava maravilhosas flores amarelas com miolo vermelho agora deve estar enfeitando o jardim de outra pessoa – é o que espero, pelo menos. Bem que tinham me avisado que plantar alguma coisa tão bonita na calçada era um convite aos ladrões – mas roubar planta?!?! Que coisa mais maluca!

Bom, agora já foi. O jeito é comprar outra coisa pra colocar no lugar. Uma florzinha dessas bem comuns, que não atraia a atenção dos larápios. Agora, larápio de flor é novidade pra mim...

E não foi só de mim que o(a) pilantra roubou: tirou de muita gente que passa pela calçada o prazer de ver uma coisa bonita...

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E teve, na semana passada, o encontro com as velhinhas. Explico: tem um grupo de velhas jornalistas (velhas mesmo, a faixa etária ficava entre 55 e 65 anos, com a média batendo na faixa mais alta) que se encontra periodicamente pra jogar conversa fora e ver quem ainda está vivo e quem passou pelo hospital. Eu sabia dessas reuniões, conheço todas elas, mas fui convidada pela primeira vez. E me diverti um bocado.

Claro que teve papo de doença – em encontro de velhinhas, este é quase um assunto obrigatório. Mas doença dos outros, felizmente nenhuma tinha ficado doente no último mês. Política, homens, Barack Obama, comida – teve de tudo em torno da mesa. Fazia tempo que não entrava numa conversa assim, com gente informada e inteligente.

E agora já fui incluída no grupo. Que bom!!!

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Já não é a primeira vez que dou razão ao dito que diz: cuidado com o que você quer. Você pode conseguir... Pois é: digamos que minha situação financeira não está de dar inveja. E eu vinha rezando, pedindo aos meus santos protetores que me ajudassem a encontrar uma solução. Veio na forma de uma pletora de trabalho e de responsabilidade, duas coisas que não gosto, mas não tem jeito: faz parte da vida. Ou seja: minhas preces foram atendidas. Se não foi como eu gostaria, isso é só um detalhe...

Na verdade, o trabalho não assusta. É legal, quando a gente faz com gente legal, o que é o caso. Problema é negociar, conversar, negociar de novo, discutir. É e-mail que vai, e-mail que vem – um telefonema resolveria, como resolveu. Sempre digo que não tem nada que substitua a conversa presencial.

Mensagens são perigosas: a palavra escrita tem o tom que o leitor dá, nunca o tom do remetente. Por isso, acho, inventaram os emoticons – que a gente não tem como colocar em mensagens de negócios.

Adoro escrever e receber e-mails – mas só os pessoais. Negócios, só cara a cara.

março 04, 2008

Para olhar e comer


Logo que mudamos para a casa, há mais de três anos, quis plantar ervas no quintal. O Pão de Açúcar me revelou o capuchinho, que cismei que deveria ter. Fui ao Ceasa e comprei as mudas. Sonhava com uma linda salada verde, temperada com folhas picadinhas e enfeitada com flores, vermelhas, amarelas ou cor de laranja, que dariam um tom dramático no olhar e picante no paladar.

Plantei do lado do viveiro de Ig, a iguana que na época reinava absoluta no espaço que criamos só para ela. Ig literalmente engoliu meu sonho: as mudas de capuchinho, que começavam a crescer, viraram refeição para ela. Era um esforço danado: ela tinha de se esticar toda e lançar a língua em toda a extensão para alcançar os brotinhos mais afastados, mas acho que valia a pena: ela comia que dava gosto. E eu fiquei sem capuchinho. Desisti de plantar mais e me contentava em ter uma salada dramática quando ia ao Pão de Açúcar (mas é caro e é raro encontrar uma bandeja só com capuchinho).

Tenho alguns vasinhos pendurados no quintal, todos com suculentas. Num deles, que tem uma suculenta que parece um fio de pérolas verdes, cresceu um mato bonitinho, de folhas arredondadas. Deixei. E agora, que não tem mais Ig, transformei o viveiro dela num local para plantas. Tirei o mato bonitinho do vaso e plantei lá, junto com o xuxu e ao lado da batata.

Pasme: era capuchinho. Como foi parar no vasinho, só Deus sabe. Mas gostou de ter muita terra e espaço à disposição. Foi se enroscando na tela, cada dia maior. E agora deu a primeira flor. Tem outros botões se formando. Está linda!

Mas quem disse que eu tenho coragem de comer essa primeira flor?

Gatos e filhos


“Primeiro tem de passar a raiva”, disse um filho, quando comentávamos da possibilidade da ex do outro filho visitar a gente – não a gente, os gatos que ela tinha junto com o filho e que vieram direto pra cá – já contei que agora são 19 e o porquê, né? Sei que ela adora esses bichanos e tem muita saudade. Quem teve gatos sabe como é isso – aliás, as fotos são de dois dos bichinhos novos. Mas me surpreendeu a frase e o significado dela.

Concordei, na hora. Depois fiquei pensando. Como ele sabe disso? Terá passado momentos assim, de raiva, por causa de alguma sirigaita? Claro, porque só pode ser sirigaita a sujeita que faz um filho meu sofrer... Tá bom, é verdade que o filho é que pode ter aprontado alguma... Mas isso não importa. O que importou, no momento, foi a constatação de uma coisa que eu nem imaginava que meu filho soubesse e que implica em ter vivido um sofrimento, em algum momento.

É verdade, tem de passar a raiva. E eu sei que ela passa, em algum momento, não conheço o mecanismo exato, mas sei que funciona. Tempo. A vida. A tal da roda viva que carrega a saudade pra lá. Se o Chico cantou isso lá nos idos anos 60, como é que eu achei que meu filho não sabia disso?

Tem mãe que é burrinha, mesmo... Dizem que mãe sempre acha que os filhos não sabem nada, não conhecem nada e que ela existe só para protegê-los das maldades do mundo. Sou obrigada a concordar. Vira e mexe me pego pensando no que um dos pobrezinhos vai fazer, como vai se virar em alguma situação assim ou assado.

A gente sempre se esquece que os sujeitos são indivíduos, com idéias e personalidades próprias, que fazem deles seres únicos. Cada um é cada um, não é assim? Bom, partindo desse princípio, acho que está errado quem diz que mãe é tudo igual, só muda de endereço. Mães também são indivíduos com idéias e personalidades próprias, seres únicos.

Mas, bem no fundo, acho que a maternidade meio que padroniza as mulheres...

* * * * *

Para quem acompanha minhas aventuras crochetais, comunico que iniciei a manta da filha, em tons de rosa e roxo, conforme ela queria. Assim que estiver pronta, fotografo e mostro.

fevereiro 26, 2008

Mea culpa...


Pronto, terminei mais uma! Ficou linda, também, supercolorida! E a cabeça já trabalha em outra, mas vai ter de esperar um pouco porque agora entro em trabalho sério. Toda vez que escrevo sobre trabalho sério lembro de uma amiga – psicóloga, claro! – que pergunta por que cargas d’água trabalho não pode ser prazeroso e sempre tem de ser sério. Não pode ser as duas coisas?

Acho que pode, mas nem sempre o que dá prazer rende dinheiro. E geralmente a gente precisa de um para ter o outro. Assim, tenho de mexer com as letrinhas, das quais também gosto, para poder brincar com meus fios, para dar comida aos meus bichinhos, para cuidar das minhas plantinhas... Para viver, em resumo!

Mas enquanto eu fazia os módulos desta última manta, lembrei do filme Como Água para Chocolate, dirigido pelo mexicano Afonso Arau, baseado no livro de Laura Esquivel. Tita, a heroína da história, é uma jovem que faz comidas maravilhosas e tricota uma manta coloridíssima e sem fim. Em uma cena, ela é levada de charrete enquanto tricota – e a manta vai se arrastando atrás, enorme, infinita...

Fiquei pensando que se juntasse tudo o que fiz em tricô e crochê até hoje o resultado seria mais ou menos o mesmo. Só que dividi em várias partes e dei muitas delas para várias pessoas que agora, de alguma forma, têm um pedaço de mim. Soa bonito, né? Gosto de pensar que sou uma pessoa altruísta, acho que para contrabalançar outro sentimento que aparece de vez em quando, de ressentimento.

Volta e meia me pego lembrando de alguma coisa que alguma pessoa fez ou falou, que não gostei. Como o sujeito que há mais de 30 anos me disse, em tom ameaçador: “O que eu puder fazer para te prejudicar, eu vou fazer”. Isso porque eu pedi de volta um jornal que eu tinha comprado e emprestado para ele ler...

Pera lá: 30 anos é muito tempo para alguém lembrar que disse isso. Ou que ouviu. Mas eu lembro. Não conto quem falou, uma pessoa que profere uma coisa dessas não pode ter o nome citado em lugar nenhum. Mas isso é ressentimento, coisa mesquinha. Eu mesma digo que o que passou, passou e pronto, bola pra frente. Mas a minhoquinha fica lá – e de vez em quando reaparece. Ainda bem que é muito de vez em quando.

Mas... que coisa mais feia!!!

fevereiro 24, 2008

Chuva e flores


Domingo de chuva, preguiça geral. Até os gatos preferem se enroscar em algum cantinho pra continuar com a soneca iniciada em algum momento no passado. Alguém disse que os gatos dormem em média 18 horas por dia. A cada dia que passa tenho mais certeza disso – mas compensam tudo nas seis horas que passam acordados.

A chuva atrapalhou mas me impediu de cumprir uma tarefa que tinha reservado para hoje. Todo mundo sabe que adoro flores. Particularmente os hibiscos. Mas as mudas de hibiscos que comprei do hibisco.com há alguns meses não florescem. Teve aquele amarelo e nada mais. Em outra ocasião, comprei uma muda de hibisco vermelho na Cobasi que dá flor direto. Quando voltei à loja, há alguns dias, comprei outra muda, desta vez de um hibisco amarelo com miolo vermelho. Claro que não tinha onde plantar – meu jardim está atulhado. Então podei a lantana do canteiro da calçada, limpei bem o espaço e coloquei o hibisco novo lá. Hoje abriu uma flor – é esta, da foto. Aproveitei um momento de chuva fraca e fiz a foto. Espero que esta muda seja igual à outra, a vermelha: dê muitas flores, sempre!

A outra colcha progride, não tão rápido quanto a anterior, mas está indo. Faltam ainda oito módulos para terminar. E já tem encomenda para outra: a filha também quer uma, só para ela. Em tons de rosa e roxo. Já tenho o desenho na cabeça, só preciso comprar a lã. E ver se a disposição de crochetar se mantém até lá...

Porque parece que está voltando a vontade de costurar...

fevereiro 19, 2008

Crochê e lembranças


Parece que postar alguma coisa fica cada dia mais difícil. Aliás, cada mês... Se fosse no tempo da máquina de escrever, eu diria que estou economizando fita. Mas não é o caso. É preguiça, mesmo. Ou falta do que falar.

Na verdade, tem muito a ser dito, mas nada que possa ser expressado. Não deu pra entender? Não tem importância. Cada um que interprete como quiser... E o “cada um faça como quiser” equivale ao “tô pouco me lixando para os outros”, que é mais ou menos a disposição do meu espírito ultimamente. Não quero me explicar, é isso.

Mas tem coisas que valem a pena contar e mostrar. Todo mundo sabe que tenho um neto. Todo mundo sabe que adoro fazer tricô, crochê, bordado, essas coisas que antigamente eram credenciais para uma moça casadoira. Aí, de repente, percebi que nunca tinha feito alguma coisa para o meu neto. Alguma coisa que ele pudesse guardar para, quem sabe no futuro, lembrar da vó Ninita. Juntou a vontade com a inspiração. E deu essa colcha linda, que me fez até sair atrás da máquina fotográfica do filho pra ter uma imagem dela no blog (e não foi só sair atrás da máquina fotográfica: tive de fotografar e descarregar as fotos no computador, coisa que nunca tinha feito antes).

Poucos trabalhos me provocaram essa reação, de querer mostrar para o mundo aquilo que fiz. Um deles está aqui em casa: uma outra colcha, igualmente colorida, que fiz para o filho. Não fotografei, mesmo porque na época as máquinas digitais ainda eram artigo de luxo e a gente preferia mesmo foto em papel. Ainda preferimos, mas ninguém pode deixar de lado as facilidades da vida digital...

Isso me lembra outra coisa: minha produção fica bem mais bonita em momentos de nada a fazer. Essa colcha do filho foi resultado de horas e horas de espera em ante-salas de médicos e hospitais, quando ele enfrentou uma cirurgia no joelho. Antes, tinha feito um xale, mas esse ficou pronto muito depressa, ainda tinha muita hora pra gastar em trabalhos...

Agora comecei outra, formada por outro tipo de módulo. Se ficar tão bonita quanto, fotografo e mostro aqui. Mas fazer crochê me fez pensar em várias coisas. Ponto vai, ponto vem, lembrei que há muitos anos até cometi um conto com intenção de ser erótico, sobre esse vai-e-vem da agulha. Nem sei onde enfiei, devo ter jogado fora. Ruim que só...

E lá pelas tantas me dei conta que sempre tive a penseira do Dumbledore, que eu tanto invejo. Meus trabalhos de agulha contêm, em seus pontos, milhares de idéias, projetos, sonhos, lembranças. Coisas que atravessam minha cabeça e que nem sempre consigo resgatar depois. Não lembro, mas muitas boas idéias devem ter se perdido no meio das lãs e linhas trabalhadas. Tristezas, alegrias, decepções, raivas, entusiasmos, felicidades – está tudo lá, disfarçado em desenhos e formas coloridas. Só não dá pra entrar lá dentro e pegar alguma coisa de volta.

Linha que virou ponto não tem volta, fica entremeada na carreira seguinte...

fevereiro 03, 2008

Renovação


Fim de janeiro, começo de fevereiro e três nascimentos. Tá bom, eu sei que bebês nascem a todo instante pelo mundo, mas estes três, de alguma forma, têm ligação comigo.

Primeiro foi Antônio, filho de uma amiga da filha, para quem eu tinha pronta uma mantinha de crochê (tem foto do Antônio, não da manta, no blog da Ma – ela, como eu, baba com bebês...). Foi dia 28, em Campinas. Depois, dia 30, do outro lado do Atlântico, fui avisada que tinha nascido Aniela Gabriella, filha de um amigo muito querido que agora mora na Polônia. Já programei um chope comemorativo com os amigos comuns. Já que a gente não pode ir pra Polônia beber uma vodka e fumar um charuto (dispenso um e outro, sem remorsos), vamos tomar uns chopes mesmo. E, afinal, Yan veio ao mundo no dia 1.º, filho de outra amiga da filha. E, para ele, estou crochetando uma cobertinha de lã – torço para o tempo esfriar para voltar ao trabalho. Com esse calorão, não consigo nem olhar para as lãs, quanto mais trabalhar com elas...

Não sei que tipo de relação vou ter com essas crianças. Se vou vê-las muito, pouco ou nunca. Mas isso não importa: o que meteu caraminholas na minha cabeça foram esses três nascimentos encarreados num momento de mudanças. Para mim, é como um sinal de renovação. De recomeço do zero.

No que vai dar isso tudo, é caso de acompanhar ao longo do tempo.

Será que vai dar tempo?

janeiro 20, 2008

Torcida


“...táqueo!!!!” O grito veio da sala. Ou terá sido do quarto? Chute qualquer um e terá acertado. Fim de semana com jogos na televisão, começando às 18h00, dois filhos torcedores, duas TVs e pronto: está feita a festa. Com direito a gritos, desabafos, protestos e, claro, palavrões. Vários e muitos, nenhum desconhecido. Nessa área, o velho e bom é que vale mesmo.

Um na sala vendo o futebol americano. Em períodos normais de clima e temperatura, eu até ficaria lá junto, vendo. Hoje, nem pensar. Decisão da Conferência Americana, San Diego Chargers e New England Patriots. Os Patriots fizeram a temporada perfeita: 16 jogos, 16 vitórias. Os Chargers venceram 11, perderam 5. Mas final é final e quem ganhasse estava no Superbowl. O filho torce pro Chargers, uma ligação que ele consolidou depois de alguns meses morando na Califórnia. Mas não deu – os novos ingleses é que vão para o Arizona.

No quarto rolava a segundona, com – esperava-se – show do Coringão em cima do Azulão. Parece que não teve. Esqueceram de avisar as estrelas, que ficaram apagadinhas. Também não vi, que não sou besta. Fiquei quietinha no computador, jogando Cradle of Rome e também xingando, mas a mim mesma, e pedindo desculpas à mãe, que não tem culpa da filha desbocada que teve.

Lá pelas tantas, um pedido: mãe, é abusar muito pedir pra você estourar pipoca? Não, não é muito abuso. Só um pouco, mas mãe está acostumada. E foram duas tigelonas, uma para cada um. Eu fiquei de fora: já sofri muito com casquinha de pipoca que fica presa na gengiva.

Nervoso esportivo, a gente cura com pipoca...

janeiro 12, 2008

Registro que vale


Eu não ia postar nada hoje, mas recebi este e-mail. Que registro aqui. Do qual entendi a essência, mas não sou capaz de traduzir:

Sra Outsuka Lenita
nikaimo me-ru wo itadaki arigatougozaimasu. hiniti no henkou yoku wakarimashita. Goshinsetsu kannsya itashimasu. Kongo tomo yoroshiku onegaiitashimasu. Artigo wo tanoshimini shiteimasu. Itsuka yukkuri oaishimasyou.


É de dona Akamine Sonoko – o nome dela é Sonoko, Akamine é sobrenome, ela usa a forma japonesa de identificação – a velhinha aquela que pediu minha ajuda para localizar os imigrantes de Okinawa que vieram no Kasato Maru. a mensagem, porém, ela assina só Sonoko. Ou seja: pelos padrões nipônicos de etiqueta, já somos amigas...

Não são muitos que podem declarar ter recebido uma mensagem em japonês escrito no formato ocidental...

janeiro 09, 2008

Ano novo, vida nova


O ano já tem quase dez dias e eu ainda não postei nada. Bom, estava fora. E aí as coisas foram acontecendo, acontecendo, acontecendo. Mas agora acho que já dá. Vamos por tópicos, que acho mais bonitinho.

* No amigo secreto, quem me deu presente foi o filho mais novo. O CD da Fernanda Takai e a edição dupla do Clube da Esquina. E, de presente de Natal, ele me deu o pacote dos Traveling Wilburys – tem até DVD! O encontro foi gostoso, com pizza feita pelo filho mais velho. Muito boa!

* Aí, no dia seguinte, viagem para Ilhabela. Parênteses para uma explicação. Normalmente isso não me afeta, mas, desta vez, pegou um pouco: lembrei que se nada houvesse mudado, completaria 34 anos de casada. E, por causa das mudanças, completei 7 anos de separada. Esta foi o primeiro reveillon na praia, desde o comunicado em Paraty, num 28 de dezembro de triste lembrança.

* Reveillon de branco, comme il fault. E – pasmem! – usei um tomara-que-caia! E ele não caiu!!! Acho que nunca antes, em toda minha vida, tinha usado um tomara-que-caia. Sempre achei que ele ia cair mesmo, já que não tem muita coisa que o segure no lugar...

* O restaurante estava cheio de pingentes caindo do teto, feito de contas de plástico tansparente que davam um efeito muito bonito. Puxei uma e peguei de lembrança... Pelo preço cobrado, todo mundo devia fazer a mesma coisa. Musiquinha gostosa, ambiente tranqüilo e festivo. A comida não estava grande coisa, mas o que vale, nessa hora, é a festa mesmo.

* O calor estava de matar. Rachar coquinho era fichinha, perto da sensação térmica de derretimento. Junte os borrachudos, que quando atacam parecem desencadear, além da coceira desenfreada, uma onda de calor maior ainda pelo corpo, e pronto: o humor foi pras cucuias... Haja repelente e banho frio!

* Mas o sol faz muito bem à ilha. Estava linda, radiante. E aquela paisagem chama por horas e horas de contemplação, só enchendo os olhos de beleza.

* Li um policial meia-boca, em inglês: Wrong place, wrong time, de Andrea Kane. Literatura policial para mulheres. Bom para encher os olhos, esvaziar a cabeça e, no caso, treinar o inglês.

* A volta foi sossegadíssima – e eu contava com trânsito pesado! Nada disso: quem estava na praia, pelo jeito, não tinha intenção nenhuma de voltar. Só eu e mais uma meia dúzia de gatos pingados no ônibus...

* Logo na volta, a bomba: o filho mais novo, que eu acreditava casado e assentado, me avisa que rompeu com a namorada. E anuncia uma possível volta para a casa da mamãe, por questões financeiras. Como dizia a mãe do Forrest Gump, a vida é como uma caixa de bombons: a gente nunca sabe o sabor que vai pegar...

* Bem que meu horóscopo, desde meados de dezembro, falava em mudanças... e eu só dava risada, achando que era bobagem...

* A boa nova é que finalmente o suplemento que está pronto desde novembro vai sair do limbo. E foi fechado patrocínio para mais três edições, até junho. Viva!!! Espero que venham mais e mais coisas!

* A ilha também me encheu de idéias de coisinhas para fazer. O artesanato lá é lindo, mas caro. Paguei R$ 25,00 por um pingente para colocar na janela feito em feltro e com, no máximo, umas 20 continhas coloridas, bem mal acabado. Comprei, vi como era feito e estou fazendo outros. Melhores e mais bonitos, claro!

* E, finalmente, ontem encarei uma senhorinha nipônica, com dificuldades para falar português, que veio me pedir ajuda para uma pesquisa que está desenvolvendo para o centenário da imigração. Foi divertido: ela misturando um português razoável com um japonês bem falado e eu misturando meu português bom com um japonês sofrível. Mas a gente se entendeu. Eu só não sabia como responder quando ela me agradecia efusivamente pela ajuda se curvando até formar um “L”. Sei que isso é sinal de respeito, mas nunca soube como a gente tem de responder...

* O ano começou cheio de coisas novas. Tomara que continue assim!

dezembro 22, 2007

finde ano


Fim de ano chegou – veio tão rápido!!! Teve um trabalhinho rápido no meio do caminho, assunto chato, mas que vai render alguma graninha no começo do ano. Época do ano boa pra festejar, mas ruim para render: trabalho é pouco.

E teve um fim de semana gripado, com direito a molho total. Dentro de casa, sem ânimo sequer pra pensar. Tinha festa de amigos, não fui. Tinha festa do neto, dei o cano. Tinha massagista, desmarquei. Gripe não é doença, dizem, e por isso não fiquei recolhida ao leito como aquelas donzelas do romantismo de José de Alencar. Mas que ninguém viu minha carinha, isso ninguém viu.

Agora é o filho que sofre com o vírus. Também está de molho, mas hoje amanheceu melhor. Gripe é assim, chega sem avisar e demora a ir embora. Como toda visita indesejada, fica dias a fio sem se incomodar com a gente. Mas uma hora ela vai embora. Graças a Deus e aos naldecons da vida!!!

Meu cartão de Boas Festas diz que 2008 é o ano do Rato, início de um ciclo de mudanças, de inovações e de desenvolvimento. Começa um ciclo novo – diz a lenda que criou o horóscopo oriental que Buda convocou vários animais para uma assembléia. E foi dando a cada um deles um ano, à medida em que chegavam. O Rato foi o primeiro dos 12 que compareceram. Por isso, a cada 12 anos, o ciclo se renova e recomeça. Por isso é um ano que marca o início de transformações.

Para quem não sabe, a seqüência dos animais é a seguinte: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Carneiro, Macaco, Galo, Cão e Porco (javali, no horóscopo japonês).

Que venha, então, 2008, com suas transformações!

dezembro 10, 2007

Meus velhinhos


Fuçando no meio de umas coisas guardadas há algum tempo – e portanto esquecidas – achei essa foto dos meus velhinhos. Lembro que foi tirada num domingo de Páscoa, não lembro em que ano. Engraçado que não achei a minha cópia, que deveria estar com as fotos tiradas no mesmo dia, no respectivo álbum (antigamente, as fotos da casa eram bem organizadas).

Meus velhinhos eram assim, bonitinhos. Claro, isso foi antes de ela ter o tal derrame que lhe roubou mais da metade da agilidade mental e da coordenação motora que tinha. Cozinhava, costurava, cuidava da casa. E ele ajudava em algumas coisas e passava boa parte do dia recortando papel de seda e montando as pipas que vendia para a meninada do bairro. Passava, também, algumas horas tomando sol no portão da casa – momento que alguma vizinha sempre aproveitava pra desabafar alguma coisa. Era uma orelha disponível e não muito mais do que isso, já que não entendia bem o português...

Acho que por conta da época, perto do Natal, e porque teve a festa do Caleu no sábado e eu fiquei balançada de ver pessoas queridas reunidas, vi a foto e fiquei emocionada. Com saudade do tempo em que eles vinham para a ceia de Natal na minha casa e eu sonhava com o dia em que prepararia a ceia para todo mundo, filhos, genros, noras e netos... Como sempre, eram sonhos só meus. Mas isso, eu só descobri faz pouco tempo. Que os sonhos da gente, mesmo que a gente conte para alguém, são sonhos da gente. De mais ninguém.

E fiquei com saudades deles, também. Das broncas que tomava, das risadas que dávamos todos juntos por causa de alguma bobagem, das histórias que ouvia. Do churrasco e da feijoada que reuniam um monte de gente, amigos, conhecidos, parentes. Do quintal onde o velho Mingo ficava refugiado, esperando sobrar alguma coisa para ele comer, e onde as rosas floresciam ao lado dos tomates...

Acho que estou ficando velha: os velhos é que vivem no passado...

novembro 30, 2007

Relax total


Estou molenga, molenga... Tudo o que eu quero é a minha caminha e uma boa noite de sono. Que vou ter logo mais. Tudo culpa de uma pessoa que eu não encontrava há algum tempo e agora reencontrei. E ela faz massagens. E eu adoro massagens.

Foram quase duas horas. Fantásticas. Duro foi ter de voltar pra casa. Caminhar. Pegar metrô. Caminhar mais um pouco. Cheguei em casa derrubada. Fui direto para a cama. Acordei pouco mais de uma hora depois, para comer – estava morrendo de fome. Vi televisão – sem registro do que vi. Agora estou tentando reproduzir a maravilhosa sensação de leveza e relaxamento. Não consigo: a cabeça quer encostar no travesseiro.

Quando eu acordar, conto mais...

novembro 29, 2007

Frustração e costuras



Uma das coisas mais chatas que pode acontecer comigo é cancelarem um trabalho que, na minha cabeça, estava pronto. Foi o que aconteceu com meu suplemento da imigração: dançou. E estava prontinho, com tudo engatilhado, páginas definidas, reportagens prontas – até sobrando. Mas o comercial não se mexeu como deveria e o suplemento foi adiado. Sine die – “talvez na semana que vem”, disseram. Não tem outro jeito: vamos esperar.

E já que fiquei sem nada pra fazer no começo da semana, desandei a costurar. Terça, fui às compras na 25 de Março, um ato de bravura nesta época natalina. A filha foi junto, comprar coisinhas pra festa de 5 anos do neto (nossa, já 5 anos!!!). Fiz companhia a ela, ajudei em algumas coisinhas, coloquei ela num táxi e fui fazer minhas coisinhas. Toda vez que vou à 25 compro coisas demais e quando volto descubro que esqueci o que realmente precisava... Esse lugar vicia.

Fiz 10 sacolinhas de supermercado, cada uma em um tecido diferente. Gosto de todas. E mais dois modelinhos diferentes e um terceiro, repetindo um modelo que já tinha feito e que gosto muito. Fico pensando se alguém vai querer comprar, se realmente eu botar pra vender. Mas se eu não puser pra vender, nunca vou ficar sabendo...

Toda vez que me ponho a pensar nessas possíveis vendas de sacolas/bolsas, lembro de minha mãe me contando que nunca imaginara, na vida, que ia viver de costuras. Ela era excelente costureira, fazia coisas lindas, de forma rápida e eficiente. Até um determinado período, só para a gente: blusas, vestidos, saias para as filhas e para ela; calças, camisas, cuecas para meu pai. Quando o velho se acidentou e teve de parar de trabalhar, alguém tinha de por dinheiro em casa. E lá foi ela, oferecer as costuras para algumas senhoras japonesas que eram freguesas do meu pai.

Foi um sucesso: tinha encomenda até não poder mais. Passava o dia na máquina de costura. E, de vez em quando, ainda sobrava tempo para fazer sacolinhas e bolsinhas e coisinhas para as filhas e para os netos – quantas vezes ela não correu para costurar um shortinho porque o neto, que estava deixando as fraldas, tinha feito xixi e não tinha roupinha de reserva? Claro que sempre saía alguma coisa de retalhos que sobravam das roupas das freguesas. E como as freguesas sempre mandavam peças de seda, vira e mexe eu ganhava uma blusinha de seda...

Pois, eu também não consigo me imaginar ganhando a vida costurando bolsas e sacolas. Mas, quem sabe, não sai algum samba disso tudo?

Não custa tentar...

P.S.: Nenhuma das bolsas do desenho é minha. Mas tem umas bem parecidas...

novembro 26, 2007

Tombos e costuras


Pois fui olhar o meu blog – fazia tempo que não fazia isso... E descubro, estarrecida, que o último post é de 10 de novembro!!! Que horror, que descaso!!! Bom, isso já aconteceu outras vezes. E teve uma vez que fiquei meses sem postar nada. Mas agora está contra a premissa inicial, de escrever sempre. Então, vamos lá.

O hibisco abriu e se foi; mas agora tenho phalenopsis, um cacho inteiro branco. Escondidinha, bem no meio da galharia toda da dracena e das folhas de incenso. Mas está lá, linda e branca. Pra quem não sabe, phalenopsis é uma orquídea. Não fotografei a minha, mas é só olhar pra fotinha pra descobrir que diabo é isso.

Mas falar de plantas novamente não tem graça, embora a primavera esteja a mil na cidade. Teve o feriadão – aliás, este foi um mês só de feriadões! -, e fui pra Ilha com a filha, o neto e o genrão. Com direito a caminhada de duas horas pra ir e duas pra vir de um cachoeira linda, acompanhada de muita reclamação e picada de borrachudos. Fora o tombo na cachoeira, que estourou meu joelho. Mas a estas alturas eu já estava querendo mesmo era ficar com as pernas dentro daquela água geladinha. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos, inclusive a maluca da Leona, a cadela que adora nadar. Na praia, era a festa para rodo mundo. Mas tão cedo não me pegam pra outra caminhada dessas, não...

Outra novidade são as sacolinhas que inventei de fazer, modelo de supermercado, mas de tecido, em clima de salvem o planeta. Ficaram bem bonitas, já distribui algumas e outras pedi pra nora vender no trampo. Com sorte, faturo uns trocados com os panos que estavam guardados há algum tempo. E pretendo fazer mais, talvez não do mesmo modelo, mas umas forradas, bem bonitas. Já tenho até encomenda! Só preciso sentar na máquina pra costurar, mas neste começo de semana não vai dar. Estou às voltas com um suplemento de imigração – outro – que começo a fechar esta semana.

Alguma hora preciso fotografar minhas artes de agulha e linha...

novembro 10, 2007

Notícias do jardim


Claro que o hibisco abriu. Mas foi um anticlímax. Foi bem num dia de chuva e ficava difícil ir para o jardim admirar a beleza dele... Mas o filho fotografou e aí está a foto. No dia seguinte, como todo bom hibisco, não tinha mais nada... Bom, outros hão de florir. E tem outras duas espécies que ainda não deram sinal de flor.

E a flor de outubro foi igual – e esta nem fotografei. A bandida me abriu do meio para o final da tarde e, quando vi, já estava escurecendo. Aliás, as bandidas – eram duas. Fecharam à noite e começaram a murchar logo em seguida. Agora, só no ano que vem: a chuva derrubou os outros botões, que ainda estavam pequeninos.

Mas a cebolinha (não sei como se chama, só sei que ela floresce quando chove) finalmente deu flor. Linda, simples e cor de rosa. Eu a chamo de cebolinha por causa da folha, comprida e final, igual a uma cebolinha. E é um bulbo. Tenho plantada no jardim há tempos, sempre esperando a flor, que acho linda e que me lembra minha mãe, que tinha um monte no quintal de casa. Ela vivia reclamando que a flor só aparecia quando chovia. E, aqui em casa, a minha tomou um monte de chuva, mas precisou atravessar um período de seca brava pra mostrar as flores. Agora foi!

Quem também lembra a casa da mãe é a nandina – ela tinha uma touceira imensa e costumava lembrar que no Japão as folhas do nanten eram usadas para decorar os pratos. Lembro de um aniversário meu em que servi sushi e sashimi para um monte de gente (não fui eu quem fez, não, encomendei de uma senhora de um lugar longe, acho que era no Jabaquara) e pedi para minha irmã trazer as folhas para enfeitar os pratos. Ficaram bons, mas não tão lindos quanto os servidos em restaurantes japoneses... Comprar a primeira muda foi engraçado, não sabia o nome da planta em português. Por sorte, encontrei uma flora cuja dona sabia o que eu estava procurando. E agora está lá no jardim, crescendo e se reproduzindo, dando flores e frutos...

A chuva e a ventania despencaram o incenso – a árvore é muito bonita, mas é bom não mexer muito com ela. Sufoca. O nome não vem do nada: o cheiro de incenso impregna a mão, o nariz e demora a sair. Mas no final da tarde de um dia quente e ensolarado, depois da clássica e tradicional chuva, o jardim fica deliciosamente perfumado.A chuva e vento derrubaram minha arvorezinha. Na verdade, o que quebrou foi o galho que eu tinha colocado pra sustentar a planta, que cresceu tortinha e precisa de ajuda para se equilibrar. Usei um galho seco, ficou bonito, mas apodreceu e quebrou. Troquei por um cabo de vassoura. Que, um dia, também vai apodrecer a cair. Espero que até lá o incenso se segure sobre as próprias raízes...

Tanta chuva faz bem ao meu jardim. Está exuberante, fico no maior orgulho quando olho para ele!

E tem a roseira, que também cresce tortinha, mas dá flor loucamente...