fevereiro 02, 2009

A-do-rei!!!


Terminei de ler toda a série – Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Down (claro que o último foi em inglês, porque não dava pra esperar o final da história – acho que a tradução vai se chamar Amanhecer). E aí fui ler uma matéria na Superinteressante que tentava explicar o fenômeno de vendas do livro e do filme. E fiquei muito brava.

Claro que a revista tem de vender – e qual apelo é maior do que o sexo ou a falta dele? Mas reduzir o sucesso de vendas de um livro a simplesmente falta de cenas de sexo é fazer muito pouco caso da inteligência dos leitores. Deles e dos livros. Adolescentes, acreditem, não são burros nem bobos. Eles, como qualquer ser humano que raciocina, gostam de uma boa história – e isso não é de hoje. Os trovadores da Idade Média sempre tinham uma imensa platéia quando se apresentavam contando histórias. E isso se repete ao longo da história, sem interrupção.

Histórias mágicas, que mostram um mundo diferente daquele em que vivemos, com conflitos – quem vive sem eles? -, brigas, traições. Conhecemos todos esses problemas, mas num mundo mágico eles ganham outra dimensão e sempre têm solução. No mundo paralelo das letrinhas, tudo sempre tem um jeito, mesmo que esse jeito seja irreal. Não é maravilhoso?

Nós, dito adultos, costumamos achar que qualquer adolescente é um imbecil regido pelos hormônios. Esquecemos, ou fazemos questão de esquecer, que passamos por tudo isso. E em nenhum momento daquele período nos vimos como imbecis regidos pelos hormônios. Tínhamos, naquela época, a capacidade de nos emocionar e nos envolver em histórias bem contadas. Por que a moçadinha de hoje não pode ter essa mesma capacidade? Somos melhores?

Bom, alguém sempre pode achar que minha cabeça parou naquela época e não progrediu mais. Para esses eu digo: ainda bem.

Adoro uma boa história. Gosto de ser levada para outros lugares, outros mundos. Admiro profundamente quem consegue criar algo assim só colocando o preto no branco, usando letras. Stephenie Meyer conseguiu. J. K. Rowling também, só para citar outro fenômeno de vendas que a revista também cita.

Numa comparação da série Harry Potter com a série Crepúsculo, acho que Rowlings escreve melhor do que Meyer. Mas ambas conseguem conduzir o leitor por caminhos fantásticos sem nunca abandoná-lo. As histórias prendem – e essa é a única explicação que encontro por não conseguir deixar Bella prestes a se casar com Edward, mas com o coração despedaçado por ter de abrir mão de Jacob no final do terceiro livro (que, por sinal, tem um monte de erros de português – tradução apressada?). Fui atrás do quarto volume – e li tudo em três dias.

Para quem espera pela tradução para perseguir o resto da história, só adianto que o quarto volume é bem maior (são 754 páginas, divididas em três livros, um deles escrito sob o ponto de vista de Jacob). E o que era uma história de amor se transforma numa história de aventura. E que a lua de mel de Bella e Edward é no Rio de Janeiro...

Acho que, ao invés de divulgar essas pesquisas bobas sobre sexo ou não sexo, as revistas deveriam contar um pouco do que se passa nos livros, oferecer um pouco do fascínio da história, para incentivar a leitura dos livros. Que, ao longo da narrativa, chamam a atenção para outros livros – frases de outros autores, discussão de personagens... Quem é esse Edward de Razão e Sensibilidade? “Nunca mais vou criticar Romeu”, diz o Edward de Meyer em Lua Nova. E, numa crítica a O Morro dos Ventos Uivantes, ele declara: “Não sei como Heathcliff e Cathy terminaram ao lado de casais como Romeu e Julieta ou Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy”.

Quem não ficaria intrigado e procuraria saber mais sobre esses casais citados?

janeiro 27, 2009

Crepúsculo


A segunda-feira foi negra para o mundo, com as quase cem mil demissões. A cidade parou no começo da noite por causa das chuvas. E eu só vi e soube de tudo isso pelos jornais, hoje. A essa altura do mês, sem trabalho e sem dinheiro entrando, corro o risco de entrar em parafuso com as despesas que não param de chegar. Então, fui ao cinema.

Quando as coisas apertam – janeiro é sempre assim, eu já devia saber e estar preparada -, me refugio num mundo qualquer. Desta vez, entrei no clima de lugares frios e nevoentos, bosques muito verdes, vampiros “vegetarianos” e amores que deveriam ser impossíveis. Mergulhei em Crepúsculo, o livro de Stephenie Meyer no final de semana em Ilhabela. Cheguei domingo e fui correndo pegar Lua Nova, que já tinha comprado. Amanheci na segunda com o segundo volume lido e decidida a comprar o terceiro, Eclipse (esse tenho de economizar, não se tem idéia de quando vai sair o quarto livro, Amanhecer – mas tem em inglês e é sempre uma possibilidade se a minha ansiedade estiver grande demais).

E também quis ver o filme. Precisava confirmar que o ator escolhido para viver Edward Cullen (Robert Pattinson, o que fez Cedric Diggory na série Harry Potter) conseguia ser aquilo tudo descrito no livro. Claro que não é. Aquilo que é descrito no livro não existe em carne e osso e embora Edward tenha, de vez em quando, a cara do Pattinson na minha imaginação, quase sempre ele ganha outras feições. Bella (Kristen Stewart) corresponde à imagem que eu tinha; Jacob também (mas no segundo livro ele muda e acho que não vai dar pra usar o mesmo ator).

E aí estou eu: uma velhinha que precisa de um universo paralelo para escapar da vida real que insiste em bater na minha cara. De vez em quando entro em viagens desse tipo. Se faz bem ou mal, não importa: eles me ajudam a enfrentar e ultrapassar períodos ruins. Mesmo porque nem tenho como vencê-los...

Me deixem quieta com Bella, dividida entre vampiros e lobisomens. Será que não dá pra ela ficar com os dois?

* * * * *

E ia me esquecendo: Feliz ano novo para todos!!!

dezembro 19, 2008

Feliz Natal!!!


E 2008 já vai terminar. E 2009 já vai chegar, pra passar voando. O tempo não pára, dizia o poeta. Eu acrescento: vai que nem foguete...

Em alguma hora, prometo, faço o balanço do ano. Por enquanto, vou embrulhar e entregar os presentes de Natal e preparar a mala pra viajar. Natal na ilha vai ser muito bom.

Marzão sempre faz bem à saúde...

O cartão é o que eu fiz e mandei para alguns amigos e contatos de trabalho. Fica aí pra eu não esquecer...

novembro 26, 2008

Atualização


Naquele velho ritmo conhecido do com-trabalho-sem-trabalho, estou num momento sem. De certa forma, é bom. Como resolvi que vou costurar boa parte dos presentes que vou dar no Natal, preciso de tempo pra ficar pilotando a máquina de costura.

Mas de vez em quando a gente tem de dar uma sapeada nos e-mails – vai que aparece alguma coisa, não é? A última mensagem relacionada a trabalho cancelava o resto da minha participação na revista da Fiesp. Se isso significou menos dinheiro, teve a parte do alívio: o trabalho, lá, não é dos mais organizados. Na verdade, eles nem precisavam de reforço, têm estrutura suficiente para segurar o trabalho, sem problemas nem atropelos. Chamar ajuda, acho, foi só um apavoramento momentâneo. E tem o alívio de não precisar sair por aí com o Maquinho debaixo do braço: não dá pra arriscar, ele é muito precioso – e caro!

Mas na sapeada geral que a gente dá no computador indicou que os blogs que freqüento andam sofrendo do mesmo problema: falta de notícias. A filha parou o dela em 1.º de novembro – pode? Com isso, meu ânimo pra escrever também vai pro beleléu...

Tenho, porém, de registrar uma vitória: fiz a Pavlova da Nigella. Não ficou perfeita – minha paciência, acho, é pouca para agüentar quase uma hora de barulho de batedeira. Mas ficou boa e gostosa. Enfrentei algumas dificuldades na tradução da receita: double cream – que diabos é isso? Descobri que, se tem por aqui, só deve ter em importadoras... Mas creme de leite fresco serviu. Bem batido – dá-lhe mais batedeira no ouvido!!! -, com menos açúcar do que o pedido (o merengue já é doce por demais), ficou perfeito com a geléia de framboesa, azedinha. E, claro, com as raspas de chocolate.

Vou fazer de novo, agora preparada para encarar um tempão de batedeira ligada. É fácil fazer. Como um monte de coisas na vida, tem de ter paciência. E já programei uma edição, caprichada, para o Natal.

Agora virou questão de honra: tem de dar certo!

novembro 12, 2008

Sabiás comilões


Há algumas semanas, uma sabiazinha resolveu fazer o ninho dela na árvore em frente de casa. Teve três filhotes e, por um tempo, a diversão em casa era acompanhar as idas e vindas da passarinha levando comida pros filhotes. Foi quando a gente decidiu colocar frutas no jardim, para facilitar a vida da sabiá. E ela vinha. E atrás dela, outros sabiás apareceram. Os gatos ficaram alvoroçados, espiando essa passarinhada toda da janela da sala. Só espiando: a tela não deixa que eles saiam caçando...

No meio do caminho, um gato safado, que não é meu, subiu na árvore. Acho que comeu um dos filhotes. Os outros dois, assustados, caíram da árvore. Isso tudo bem na hora em que o filho estava chegando em casa, perto das 6 da manhã. Ele veio me acordar: “Mãe, o filhote caiu do ninho!” Lá fomos nós recolher os filhotes... Colocamos num balde grande, no terraço, para a mãe não ter dificuldade de achar. Um deles saiu voando logo em seguida. O outro ainda demorou um pouco, mas a mãe ficava sempre por perto, ajudando. Até que foi embora também (a foto foi feita pelo filho, do sabiazinho que foi embora depois).

Mas agora, o engraçado é que toda hora tem passarinho ciscando no jardim, atrás da fruta. Mamão é a favorita. Já tentamos banana, maçã, manga... Não tem jeito: mamão é sucesso de público e crítica. E eles sabem que é a gente que coloca a comida pra eles. Não estranham nada. Tanto que às vezes alguém sai de casa e, se eles estão lá, comendo, nem se abalam. Continuam onde estão. E quando não tem comida, fazem uma barulheira danada.

Num domingo, o filho ia saindo de casa e um sabiá – não sabemos se é a mãe, o filhote ou outro, eles são todos iguais! – pousado no muro começou a reclamar. E o filho ainda respondeu! “Chi, a Adelina não vem hoje. Comida, só amanhã”. E agora há pouco, três sabiazinhos estavam em conferência no jardim, fazendo uma algazarra em torno do prato vazio de frutas (a que pusemos ontem já tinha acabado), como se estivessem reclamando.

Fui lá e coloquei meio mamão. Eles fizeram silêncio.

Pelo jeito, arrumei mais alguns bichinhos...

novembro 10, 2008

Profilteroles


O nome intriga. Profit, tanto no inglês como no francês, é lucro, ganho, aproveitar. Alguém certamente ganhou muito dinheiro com isso. O fim de semana não teve a Pavlova da Nigella, mas teve uma passada na Di Cunto, verdadeira perdição. Aproveitei pra comprar uma bandeja de profiteroles – igual essa aí da foto.

Em Paris, coma profiterole na sobremesa. É imperdível. Acho que é bom em qualquer restaurante. Mas aqui em Sampa, os melhores são mesmo os da Di Cunto. Quando estiver passando pelo Ipiranga, aproveite e conheça o lugar. Não vá com fome: mesmo sem fome a gente gasta um monte de dinheiro só em coisas de comer.

E compre profiteroles...

* * * * *

Teve trabalho, também. Mas isso foi o de menos.

novembro 09, 2008

Freddie e Jonathan


O filme se chama August Rush – aqui, ganhou o absurdo nome de O Som do Coração. Era a estréia no Telecine e por causa do sujeito aí da foto – Jonathan Rhys Meyer, sem dúvida, está na lista dos meus 10 mais bonitos -, decidi assistir. Ele está lindo, sempre está. Mas não é só.

O filme é uma lindeza: um conto de fadas moderno, doce, gostoso. E é covardia colocar Freddie Highmore como protagonista. É querer colocar todos os outros atores em segundo plano. Adorei o garoto em Finding Neverland e foi uma delícia vê-lo ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet, fazendo o pequeno Peter. Aqui, ele engole todo mundo – até Robin Williams, totalmente fora de esquadro no papel que lhe deram. O menino sorri, feliz, e parece que a cena se ilumina...

E a música! Ficou a impressão de que escolheram as músicas e então fizeram o filme. Jonathan faz um roqueiro irlandês – e canta! Agora, vou atrás da trilha sonora. Mas não é só por causa dele, não. As músicas são lindas.

Rhys Meyer é irlandês, então não teve dificuldade nenhuma com o sotaque – só teve de ser ele mesmo... Descobri que tem a idade de meu filho mais novo e que não é a primeira vez que ele canta em um filme.

Já não chega toda a mística que tenho em relação à Irlanda e ainda me aparecem esses irlandeses de tirar o fôlego...

novembro 08, 2008

Trabalho e ócio


Inconstância é a palavra-chave do meu trabalho, atualmente. De duas/três semanas de trabalho ininterrupto, inclusive nos finais de semana, seguem-se duas/três semanas de absoluto ócio. Então, meu humor sobe e desce, parecendo aqueles gráficos de atuação da bolsa de valores em momentos de crise. Ou, num exemplo mais acessível, um elevador...

Já disse várias vezes que não gosto de trabalhar – aquela velha história que nasci para ser dondoca, teúda e manteúda -, mas gosto de gastar. Para ter uma coisa, preciso fazer a outra. Assim... No trabalho, a perspectiva de poder comprar coisinhas me deixa contente. Claro que às vezes a gente fica muito brava por conta de atrasos, coisas que não são entregues conforme o combinado, desatenção, falta de respeito (e como tem isso!). Mas saber que vai entrar um dinheirinho sempre é animador.

Daí que me peguei pensando que dá pra viver com menos e que não precisaria fazer o tanto de coisas que faço só pra sustentar meus luxos. Claro que isso passou pela minha cabeça naquela fase de nada a fazer mas com preocupação de como vai ficar se não aparecer mais nada. E em seguida, fazendo uma listagem rápida do que poderia dispensar, concluí que seria melhor aparecer muito trabalho porque não estou disposta a abrir mão dos meus luxos.

A desvantagem é que não dá para fazer planejamento do futuro próximo. Nunca sei se e quando estarei livre. Agora estou de novo na fase meu nome é trabalho. Há duas semanas, no meio do nada a fazer, combinei com uma amiga de cometer uma extravagância e experimentar uma receita da Nigella. Pavlova. Um verdadeiro e delicioso atentado de colesterol. Era para ser neste final de semana. Não vai dar. Vou trabalhar.

Por enquanto, a gente tem de se contentar só com a foto....

outubro 02, 2008

Treino de descanso

Claro que é preciso ter espírito para isso. Ficar à-toa, pensando em um monte de nada e em tudo, procurando alguma coisa que ocupe os olhos enquanto a barriga empurra o tempo. Bom, é o que eu tenho feito desde segunda-feira. Mentira: na segunda, ainda trabalhei um pouco. Afinal, era a reta final de um trabalho que não exigia mais minha presença, mas precisava da minha participação. Depois... foi só nada a fazer!

A gente precisa mesmo de uns períodos assim. Achei, na terça, que na quinta entraria em parafuso se não pintasse trabalho. Mas sabia também que haviam coisas engatilhadas que poderiam deixar de ser projetos muito rapidamente. Então, estou à espera.

Experimentei novos lugares para mudar a paisagem. Com o terraço todo telado, descobri um excelente lugar pra ficar lendo no final da tarde – mas acho que se o verão for muito bravo, vou ter de providenciar um guarda-sol. Minha poltroninha no quarto é outra opção maravilhosa. E, claro, tem o posto fixo na sala, na frente da TV.

Fiz planos – e ainda vou cumprir – de costurar. Por enquanto, não me animei em me enfurnar no mocó, sem paisagem à vista. Mas sei que preciso ir. E irei quando pintar aquela vontade de produzir alguma coisa, de sentir que estou fazendo alguma coisa. Por enquanto, não deu vontade.

Felicidade é isso: fazer o que se tem vontade, quando se tem vontade.

Então, hoje estou feliz.

* * * * *

Fiquei mais de mês sem escrever. Muita água rolou sob a ponte, mas agora isso nem tem tanta importância mais. Por isso, nem vale a pena contar.

Hoje, deu vontade de escrever. Amanhã, quem sabe?

O futuro a Deus pertence...

* * * * *

Esse post vai sem foto porque estou sem Photoshop no PC. Tem no Maquinho - ei, essa é uma novidade pra ser contada! -, mas não vou usar ainda.

Isso se chama preguiça.

agosto 22, 2008

Comentários olímpicos


Mais um pouco e eu emplacava um mês inteiro sem escrever. Mas acho que não fez falta, no fim das contas. Primeiro era muito trabalho, depois muita preguiça, depois... Olimpíada. Já falei isso neste blog há algum tempo, mas sempre repito: o Pedro Bial me disse, numa entrevista, que em época de Olimpíada ele vira samambaia pendurada na frente da televisão. Eu também – quando dá.

Essa edição pequinesa é dura. Os horários são terríveis para nós, brasileiros. Com isso foram várias noites indo dormir de madrugada, só pelo prazer de ver recordes caindo, esportes quase desconhecidos que quase não são mostrados pelas TVs. E acordando o mais cedo possível, pra não perder muita coisa.

Futebol? Esquece... Eu tinha certeza de que a turma do Dunga não traria o ouro. Torcia pelas meninas – e olhe que não gosto de futebol feminino. Outra certeza que eu tinha é que o Diego Hipólito iria falhar. Tem uns caras que a gente olha, observa, admira, mas sabe que não vai chegar. Não me pergunte porque, tenho essa impressão desde quando ele começou a aparecer. E não sei não, mas acho que o vôlei masculino vai é voltar com a prata – tomara que eu esteja errada, os meninos são muito bons. Idem para o feminino – e elas, até agora, não perderam um único set. Botei a maior fé na Jade, mas ela tremeu. Responsabilidade é um peso que pouca gente consegue levar na boa. Ela não conseguiu, o que é uma pena.

A primeira semana valeu pelo Cielo. Menino de ouro – e é, mesmo que não trouxesse a medalha. Foi lá, se apresentou, disse e mostrou porque foi. Torci desesperadamente, gritei, pulei – sozinha, porque até os gatos saíram correndo de perto, assustados. Chorei com ele, no pódio.

Na natação, como todo mundo, eu queria ver o Phelps. Acabei encantada com Kosuke Kitajima, o japonês dos 100 e 200 metros do nado de peito. Ele é o peixe, não o Phelps. O carinha é incrível: pequeno (tá, é mais alto do que eu, mas isso não é vantagem), se desloca dentro da água com uma elegância e uma técnica que faz a gente morrer de inveja. Quando eu estava aprendendo a nadar (lá se vão uns vinte anos...), não conseguia sair do lugar quando comecei a aprender o nado de peito. É muita coisa pra gente mexer ao mesmo tempo e em sincronia. E o segredo, me dizia o instrutor, é a pernada, que tem de ser forte para a gente se deslocar e conseguir empurrar a cabeça pra fora. E enquanto a cabeça de todos os outros nadadores aparecia o tempo todo fora dágua, num ritmo alucinante, a cabecinha do Kitajima vinha em longas pausas. É aí que ele ganha. E é por isso que eu coloco a foto dele.

Hoje voltei a chorar, com a Maurren. A força mental dessa mulher é impressionante. Virei fã dela. E o atletismo me deu bons momentos nesta segunda semana, com o Usain Bolt dançando, fazendo folia e arrasando os tempos dos adversários.

Agora falta pouco, só mais dois dias. Meu tempo de samambaia está no fim...

julho 29, 2008

Citações


Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


(Eclesiastes, cap. 3, versículos 1 a 8)


A filha postou esse trecho da Bíblia no blog dela. Achei lindo.

E, para ilustrar, “roubei” a foto do Flavinho, direto do Flickr dele – horas de encantamento, sonho, viagens. Obrigada por alegrar meu dia!

Quase um mês de ausência. Mas acho que o meu tempo não era o de escrever – pelo menos não no blog...

julho 02, 2008

Protesto


Depois de alguns trabalhos, descobri que as coisas funcionam mais ou menos assim:

As empresas contratam agências de publicidade para cuidar do marketing delas.
As agências pedem aos departamentos comerciais dos jornais que criem produtos especiais para seus clientes.
Os departamentos comerciais contratam uma outra empresa para realizar os tais produtos especiais.
A outra empresa faz o tal produto e devolve ao departamento comercial, que devolve à agência, que mostra ao cliente, que faz alterações e devolve à agência.
A agência encaminha as alterações para o departamento comercial, que as encaminha de volta à outra empresa, para fazer as emendas necessárias.
E esse caminho de vai-volta se repete por quantas vezes forem necessárias, até que o produto fique do jeito que a agência pensou no começo.


Um parceiro meu me explicou que essa burocracia toda se deve pura e simplesmente à necessidade de as agências terem alguém para responsabilizar se, por acaso, o produto não sair do gosto do cliente. Ou seja: as agências pagam para alguém engolir o sapo. Esse mesmo parceiro observou que é muito fácil promover mudanças num produto que já existe – antes disso, ninguém sabia ao certo o que queria.

Tudo isso é pra explicar a minha dificuldade em engolir isso tudo. Se as agências têm um redator – e Deus sabe o tanto de palpite que esse infeliz dá! –, por que não entregam o trabalho para esse redator, que já saberia exatamente o que tem de ser feito? ?As agências têm tudo: redator, diretor de arte, softwares, hardwares, palpites, idéias, diagramador, impressoras... Ah, mas só tem um redator e ele é muito ocupado... Por que não contratam mais gente, então? Tem de ter essa burocracia toda, esse passa-passa, vai-e-volta insano e contraproducente? Isso é pra mostrar serviço? Ou só pra algum sujeito ter a sensação de mandar em alguém?

Tá bom, é trabalho pra mim. Não deveria reclamar. Afinal, dessa confusão toda sobra algum dinheirinho pra mim. Mas não seria mais lógico a agência fazer o produto junto com o cliente e repassar o produto pronto para o comercial dos jornais? Resumindo: isso tudo me irrita, me desgasta, me faz mal.

As coisas poderiam ser bem mais simples...

junho 21, 2008

Tristeza e culpa


Sabia que culpa faz mal à saúde. Não pensei que fosse tanto. A cabeça dói, o corpo pesa, fica um peso no peito que não desata nem vai embora. Fica aí, pesando, lembrando do que deveria ter sido feito e não foi. Não lembro de ter sentido isso alguma vez na vida. E não gosto. É uma sensação muito ruim.

Costumo dizer que não tenho arrependimentos, que o que foi feito já está feito e pronto. Acho que era verdade até ontem. Agora, não vale mais. Esse arrependimento vou carregar pro resto da vida – mesmo que seja pouco esse resto, vai sempre dar uma cutucada na memória. E vai ser bom, porque vai me lembrar de coisas que tenho de fazer pra não sentir de novo essa sensação horrível.

Agora já foi. A vida segue, agora com um novo sentimento que preferia não conhecer.

Tchau, Penélope-Margarida-Zig. E me perdoe.

junho 17, 2008

Chuchu







Quer ver meus chuchus, que estão literalmente dando na cerca do quintal? Vá no Flickr do filho, que fotografou aquilo que vou comer na salada do almoço hoje – são uma delícia, pode acreditar.

Tem um monte, de vários tamanhos. Daqui a pouco vou sair distribuindo, porque não dá pra comer chuchu todos os dias...

Não sei porque acho que xuxu tem mais a ver com o vegetal do que chuchu...

Lua e mar


Eu não tinha máquina fotográfica na hora, então peguei emprestada uma imagem caçada no Google imagens. Mas é pra colocar na lista de coisas que não têm preço: a lua refletida no mar. Uma das imagens mais deslumbrantes que já vi, daquelas que fazem a gente chorar de tão bonito.

Claro, foi na ilha. Acordei de madrugada por causa do vento que fazia um barulhão danado. Fui para a janela – e esqueci do vento. A noite totalmente escura transformava árvores e casas em silhuetas escuras e indefinidas. Lá no alto, majestosa, uma lua branca, redondinha reinava absoluta num céu sem estrelas. E deixava uma esteira branca refletida nas águas do mar. Fiquei bem uns cinco minutos olhando, embasbacada. Aí o frio mordeu – o vento estava bravo e gelado – e me retirei, de volta para a cama e para o calor do Aleluia.

Não registrei a imagem para mostrar, mas ela ficou gravada na minha memória e já é mais um detalhe naquele cantinho para onde me retiro quando preciso de um momento de paz e tranqüilidade. Lá está também o por de sol mais espetacular que já vi e que – esse, sim – me provocou uma crise de choro. Era tão bonito que doía. E, naquela época, tinha uma tonelada de dores recolhidas que precisavam sair de alguma forma. Por sorte, o gatilho foi uma coisa muito bela, que encheu os olhos e lavou o espírito.

A mãe natureza nos dá esses presentes de vez em quando. Que bom!!!

maio 27, 2008

Flores e abelhas


Quando abri a janela, pela manhã, tomei um susto: o capuchinho estava com um monte de flores. E elas se destacam, vermelhas, no meio daquele verde todo das folhas redondas. Tentei fazer uma foto em que todas aparecessem – claro que não consegui. Então mostro só essa, no exato momento em que uma abelhinha visitava uma das flores.

Aliás, as abelhinhas andam rondando o pedaço, também por causa das flores do xuxu. Já vi alguns xuxuzinhos se formando – diz a Adelina que a gente não pode apontar com o dedo onde eles estão, porque senão eles caem. Então a gente põe a mão fechada na frente e quem tiver olhos, enxerga. Mas quando eles estiverem maiorzinhos, fotografo pra mostrar, antes que a gente colha e coma. Acho que não tem muita gente em São Paulo que pode dizer que comeu uma salada de xuxu colhido no quintal...

Também fiz várias fotos dos gatos. Minha idéia é montar uma galeria com todos eles. Mas sei que não vai ser fácil, porque nem todos saem desfilando pelo quintal, onde a luz é boa. Tem alguns que não param quietos, então a foto sempre sai fora de foco. Outros até fazem pose. Bom, vou continuar tentando... Acho que hoje eu consegui fotografar uns cinco – então, ainda faltam 14...

Mexericas – é assim que se escreve, mas a gente chama mesmo de mixiricas – é minha nova tara. Ando consumindo de duas a três, diariamente. Ainda bem que é tempo e elas estão maravilhosamente doces e baratas. E, como dizia meu amigo Rodrigo Garcia, é saudável – ele dizia isso quando se entupia de balas de iogurte de morango!


Amanhã, o programa é copiar moldes de roupas. Até comprei papel vegetal hoje, só pra isso. Vamos ver se vai dar certo. Ontem, quando abri as folhas de moldes na mesa, o Gato imediatamente se ajeitou em cima do papel e a Gatinha Zig (ainda não decidimos qual o nome certo dela) veio xeretar também. Antes que a tchurma do Gato viesse se ajeitar junto (logo depois que o Gato se ajeita, vêm o Kurosawa, o Tiziu e a Zizou se ajeitar também), tirei todo mundo de cima da mesa e guardei os moldes. Amanhã, quem sabe, terei mais sorte.

Esse que está aí do lado é o Gato. Ele não é lindo?

maio 20, 2008

Ukiyo-e e olho-de-boi


Número 23 da série de 36 vistas do Monte Fuji, ukiyo-e de Utagawa Hiroshige, gravura esculpida e pintada em madeira, em 1859. Retrata o monte visto do mar de de Satta, na Província de Suruga. Esta foi uma das gravuras que mais me impressionou hoje, na visita que fiz à Pinacoteca. Ali estão expostas as 36 vistas de Hiroshige – mas a mostra termina domingo, dia 25. Quem puder ir, vá. Aqui, só tem uma amostra.

As duas mostras relacionadas ao Japão na Pinacoteca são maravilhosas. A outra, o Florescer das Cores: a Arte do Período Edo mostra quimonos, indumentárias, armaduras de samurais, espadas, objetos em porcelana e cerâmica. Coisas incríveis – em alguns momentos fiquei literalmente de boca aberta e um pouco frustrada por estar sozinha e não poder comentar com alguém o que estava vendo e admirando.

Mas hoje acordei com disposição de bater perna. Primeiro, dei um jeito nas plantas que estavam impedindo o sol de entrar no viveiro que era da Ig e que agora é da tartaruga. A pobrinha estava cada vez mais privada do calor do sol. Estou com os dedos furados e doloridos – a ora-pro-nobis não gostou nem um pouco de ser cortada e protestou vivamente. Mas agora tem também o capuchinho e o xuxu – todos se espalhando que dá gosto... Tinha de dar um jeito naquilo...

Aí resolvi que ia ver as exposições. Na volta, uma parada na 25 de Março pra comprar umas coisinhas – dois cortes de flanela, quero ver se consigo fazer alguma coisa semelhante a um quimono (fiquei um tempão olhando como se corta). Claro que não vai ficar igual, porque, além de ser flanela, vou costurar a máquina. Mas serviu de inspiração. Comprei ainda uns cortes de algodão e uns penduricalhos...

* * * * *


Alguém já ouviu falar em olho de boi? Eu já tinha visto as sementes, mas nunca pensei que este era o nome daquilo. Minha mãe usava uma bolsinha presa por dentro da roupa, com três sementes. Alguém deu a ela dizendo que aquilo afastava os maus fluidos e dava boa sorte. Tenho guardada a bolsinha comigo. E não é que na Ilha o Caleu e o amigo dele me aparecem com um monte dessas sementes? Fiquei com uma e disse ao neto que iria tentar furar pra fazer um pingente pra ele colocar no quarto.

A danada da semente é dura e lisa. Parece madeira maciça – aliás, tem cor de madeira. Pelejei dois dias, mas consegui furar a bichinha. Tive de comprar uma furadeira pequena e brocas fininhas e abrir caminho com um prego. Mas deu certo. Agora, o neto tem de colher um monte, porque já pensei em fazer um monte de coisas com elas, pra dar de presente aos amigos.

Boa sorte, ninguém recusa...

maio 19, 2008

Intervalo


Fuga rápida para a Ilha. Está virando rotina: fim-de-semana, praia! Mas desta vez foi rápido mesmo: fomos na sexta à tarde, voltamos domingo depois do almoço. A filha e o genro tinham uma festa de aniversário pra ir no domingo à noitinha. Mas valeu. Eu estava com saudade do marzão e do Aleluia. Os dois estão bem e o Aleluia já está até ensaiando uns passeios pela casa, mesmo perto da Leona. E o marzão – é só olhar a foto: lindo!

Agora vou deixar tudo preparado pra fugir de novo no feriadão, mas corro o risco de não ir. Pode ser que pinte trabalho e, se tiver mesmo, vou ter de trabalhar. Nessas horas fico dividida: quero ir, mas preciso trabalhar. E nesse raio de ofício em que me meti, o trabalho aparece sem hora marcada. Não dá pra contar com ele, tem de pegar quando aparece. Azar o meu, mas tem suas compensações...

Tem uns períodos de nada a fazer onde faço um monte de coisas em casa. Tem períodos de ansiedade, esperando a coisa pintar. Às vezes é logo, às vezes demora. Aí a coisa pega, mas uma hora acaba saindo. Então tem de aproveitar as horas vagas para o lazer.

Mas se às vezes bate saudades do tempo em que eu tinha horário fixo todos os dias para trabalhar, isso não quer dizer que era melhor. Geralmente isso acontece naqueles momentos de espera, quando a coisa está para sair mas não desencanta. É verdade que naquele tempo de trabalho fixo, o salário também vinha direitinho no final do mês. Agora, não. Vem em pedaços, aos poucos, pingando. E o que entra agora não vai, necessariamente, entrar no mês que vem. Tem de se organizar...

E um dia eu aprendo a ser organizada...

maio 10, 2008

Pílulas


Bateu um resfriado, que está prestes a virar um resfriadão, mas eu luto com todas as forças e muito naldecon pra não ser derrubada. Tinha de ser agora?

Sabe aquela espinha maldita que aparecia na ponta do nariz, no queixo ou na bochecha, bem perto do olho, na véspera daquele baile maravilhoso? Pois, esse resfriado é igual – e digamos que na minha idade uma espinha não vai me abalar em nada... Nas vésperas do dia das mães? Quando eu programei um almoção legal com filhos, genro e neto? Que sacanagem!

Mas vou continuar lutando. Porque o resfriado não vai me vencer. E tenho dito.

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Boa notícia é que o suplemento, aquele chato, vai sair do papel. Segunda já começo trabalhando nele. Chato ou não chato, vai render alguma graninha.

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Já ouviu “estrela em forma de gente”? Pois descobri hoje que o nome da música é “Frisson”, é de Tunai e Sérgio Natureza. Só conhecia esse trecho: De repente /Você surgiu na minha frente / Luz cintilante / Estrela em forma de gente / Invasora do planeta amor / Você me conquistou. Então, pra mim, a música chamava Estrela em forma de gente...

Ouvir rádio no computador faz a gente sair atrás de coisas muito estranhas...

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Ganhei um livrinho há umas duas semanas chamado The Cute Book, de uns japoneses que se autodenominam Aranzi Aronzo. Ensina a fazer um monte de bichinhos de feltro e estava com as mãozinhas coçando de vontade de fazer alguns. E aproveitei o marasmo da semana pra tocar o projeto. Já fiz um panda e uma sapinha que tem dois girinos. Ficaram lindinhos!
A imagem é justamente dos personagens que tem no livro. Quer conhecer mais? Clique aqui! O site é muito engraçado – mas clique para ver a versão em inglês...

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Mania nova no pedaço. Na verdade, não é nova, mas retomei agora, depois de ficar afastada por um bom tempo. Puzzles. Na tela do computador, porque aí não tem perigo de gato sair correndo, espalhando as peças por todo canto. Tem um site precioso, com imagens lindíssimas - a imagem do post é de um dos que eu resolvi hoje. Costumo escolher o corte de 80 peças, clássico. Mas tem outras opções.

Quer tentar? Vá ao Jigzone.

maio 07, 2008

Que venham os presentes!


A correria durou um pouco mais do que eu esperava e segunda ainda tive de ir pra Santana, resolver um pepino. Mas o resultado está aí: a capa do suplemento de inclusão. Mas o fim de semana foi engraçado, cheio de coisas se cruzando: no meio do fechamento do suplemento de imigração – por sinal, ficou lindão! -, recebia informações sobre o de inclusão e conversava com o repórter de Brasília que está preparando os textos para um terceiro caderno, do prêmio de gestão pública.

E as três coisas continuaram se cruzando de quinta até domingo. Hoje, terça, finalmente, deu uma folga. E fui costurar, contente e satisfeita da vida. E fiz crochê, porque a manta da filha está virando folclore e o frio está inspirador pra mexer com linhas e agulhas.

Esta semana ainda tem algum agito profissional e espero, na semana que vem, tocar finalmente essa coisa chata que será o tal prêmio de gestão pública. Mas tudo bem, vamos fazer o possível. E neste vou trabalhar com outro grupo de diagramadores – o pessoal do jornal se juntou, montou um bureau – sugestão minha – e agora vamos trabalhar juntos. Não sempre, porque não vou deixar de lado meus amigos da More.

Agora, é me preparar pra ganhar presentes no domingo – mas já estou planejando um almocinho com os filhos, genro e neto aqui em casa. Vai ser gostoso reunir a tropa toda!!! Na verdade, tentei dar um golpe e antecipar a entrega dos presentes para sábado, mas não deu certo. Tudo bem, a gente espera mais um pouco.

Não vejo a hora!!!