abril 13, 2009

Pilulinhas


* Olhei em volta e contei: eram seis na minha volta. Gato Juba, Grizzy, Gaba e Tiziu dormiam a sono solto; Tiana e Dida vigiavam a escada, atentas. Solidão – o que é isso?

* Terminei de escrever os textos que deveria ter escrito no final de semana de feriadão. Mas quem é que tem coragem de trabalhar em fim de semana de feriadão? Eu é que não...

* De qualquer forma, nem adiantaria ter corrido: a pessoa que aprovará os textos está viajando e só volta dia 16. Mas isso eu só fiquei sabendo hoje...

* Depois de muito tempo – nem lembro quando foi a última vez – dormi mais de 8 horas seguidas. Virei a noite. O mais comum, ultimamente, é acordar no meio da noite, ficar um tempo rolando e depois voltar a dormir. E pensar que dormir nunca foi problema pra mim - mas estes eram outros tempos...

* Tentando um up grade na vida, fiz dois contatos hoje que, espero, rendam alguma coisa para o futuro. A esperança é a última que morre e eu ainda não queimei todos meus cartuchos...

* Preciso parar de achar que todo mundo está na lesma lerda, como eu. Quem tem o que fazer não precisa correr atrás de alguma coisa pra fazer...

* Saí de casa pela manhã pensando que dá pra se viver com bem menos do que se imagina. Mas deve ter sido um surto de otimismo inexplicável – ou um momento de absurda esperança?

* Agora, Tiana dorme no meu colo...

abril 01, 2009

Desafio


Entrei de balão num desses sites de relacionamento e esbarrei numa proposta: Cite 25 coisas sobre você. Resolvi encarar. Passei a tarde toda ontem, debruçada nessa questão. E não passei dos 20. E como considerei tudo muito pessoal para um site de relacionamento, onde passa boi, passa boiada, vou colocar aqui mesmo. E mesmo aqui não coloco coisas de foro extremamente íntimo, aquelas que a gente tem consciência mas finge que não sabe.

1.
Gostaria de ser uma esfinge para ser decifrada, não para devorar alguém.
2.
O momento é de música dos anos 50/60 – mas cabe coisa mais recente, desde que faça bem ao meu ouvido.
3.
E de repente tem uma letra de música que se destaca e que merece ser guardada. Tenho um arquivo só com as minhas favoritas.
4.
Um presente não é sempre material e nunca deve ser recusado – ele pode proporcionar um sorriso ou uma lágrima de alegria.
5.
Uma saudação e/ou uma maldição: que você tenha uma dúzia de filhos, todos iguais a você. Irlandês, é claro!
6.
Este é mais generoso: que você receba palavras quentes em noites frias, uma lua cheia numa noite escura e uma estrada que leve direto à sua porta.
7.
Não conheço a Irlanda e nem sei se conheço algum irlandês pessoalmente, mas admiro todos eles, sua história, sua cultura. Em especial Jonathan Rhys-Meyers.
8.
Sim, sou uma velhinha assanhada. Depois de uma certa idade, a gente pode.
9.
Nasci, cresci e envelheço em São Paulo. Não troco essa cidade por nenhuma outra no mundo. Mas, em caso de necessidade, Barcelona pode ser uma boa opção.
10.
Na hora em que me perguntaram se eu me arrependia de alguma coisa na vida, fui obrigada a reconhecer: não, não me arrependo. Mesmo porque está feito.
11.
Quando a inquietação é grande, nada melhor do que um longo banho morno na banheira para relaxar a mente, o corpo e o espírito. Com sais ou óleos da L’Occitane. Fumando, claro!
12.
Tenho uma predileção toda especial por livros infanto-juvenis. Na verdade, o que me atrai é uma boa história bem contada, que me leva para bem longe, me coloca num outro mundo, numa outra realidade.
13.
Por conta dessas viagens editoriais, vivo me apaixonando pelos personagens. O bom dessas paixões é que a gente pode guardá-las na estante e voltar a vivê-las toda vez que sentir saudade. E ninguém nos acusa de traição.
14.
Os vampiros estão em alta. Vi a primeira temporada de Tru Blood e mal posso esperar pela continuação. Mas existem outras séries que persigo: Numb3rs, House, Damages, todos os C.S.I.
15.
Por força do ofício, deveria ter em mente que a verdade tem dois lados. Nem sempre consigo essa isenção.
16.
Não discuto educação de filhos – nunca deixei ninguém se intrometer na educação dos meus e não vou dar pitaco na vida dos outros. Mas às vezes dá uma coceira na língua...
17.
A gente faz o que pode pelo próximo. Se não for suficiente, passa a bola pro analista.
18.
Tenho 19 gatos e sim, conheço cada um deles e os chamo pelo nome.
19.
Consciousness. Prestei atenção na palavra quando a ouvi da boca de Anna Paquin e a repeti um monte de vezes. É gostosa de falar e é linda!
20.
Amo minha casa e, particularmente, meu quarto. Não tem nada melhor no mundo do que sentar na poltrona na frente da janela e deixar o tempo correr. Um bom livro me leva para bem longe e a música dá o BG perfeito.

Não deu pra mais. Me senti tão rasinha...

março 26, 2009

Explicação

“Esta é a essência da ficção ¬ em livros, no cinema, seja onde for. Ela lhe dá uma pausa na realidade e permite que você se preocupe com os problemas de outras pessoas”

Grayson Thane, um dos inúmeros personagens de Nora Roberts, colocou em palavras meu momento de paixonite quase adolescente, minha vontade de dançar, minha atual obsessão por livros e música. E daí que ele também é personagem de ficção?

É pura ficção...

março 25, 2009

Dance, dance, dance


Por alguma razão ainda inexplicada, mas muito, muito boa, passei o dia com muita vontade de dançar. Não de dançar qualquer coisa, mas música dançante, daquelas que só de ouvir o pé já começa a bater acompanhando o ritmo. Agora à noite tirei a barriga da miséria. Obrigada ao Outkast e o seu “Hey Ya” – o Grizzy me observa o tempo todo, provavelmente pensando que fiquei maluca...

Mas essa vontade vem de alguns dias. Tenho baixado algumas músicas, ouvido alguma coisa que os filhos têm gravado no PC. Copiei um monte de coisas num pen drive, só com aquelas que gostei. E toda vez que ouço alguma particularmente mais inspiradora, fico chacoalhando na cadeira. Levantar e sair rodopiando é só uma questão de esticar as pernas...

Música sempre foi uma coisa boa para mim. Fiquei algum tempo sem ouvir as coisas que gosto e sem escobrir novidades, mas agora que sobra tempo e falta dinheiro, a melhor coisa que aprendi foi a baixar músicas e séries. E como não tenho pequenas preocupações – as grandes, a gente deixa pra pensar nelas quando batem na cara da gente, mesmo porque não têm jeito agora -, me declarei apaixonada.

Não por alguém em particular, é mais uma sensação, uma vontade de fixar o pensamento em alguém. Que, claro, só existe na imaginação – essa criatura não existe. O que vale é que isso me deu vontade de dançar. E me lembrou da frase de uma grande amiga: “Tenho uma grande exigência estética. Então, se aparecer alguém, tem de ser bonito, inteligente, sensível, culto e totalmente apaixonado...” Concordei com ela. Claro que ela não está procurando ninguém. Nem eu.

Mas por conta dessa paixonite, dei de baixar um monte de coisas românticas também. E já que é pra aproveitar o tempo, caço as letras pra entender o que dizem as músicas.

Um dia, quem sabe, isso tudo servirá pra alguma coisa mais útil....

março 09, 2009

Meu mundo


Vá para seu mundo mágico e particular. É lá que você quer ficar. Lá talvez você não seja feliz, mas certamente estará tranqüila. E isso não é uma forma de felicidade?

Toda vez que a realidade decide judiar de mim, encontro momentos de paz no meu mundo mágico. É fuga? Tudo bem – eu não me importo. E duvido que alguém se importe ou mesmo perceba isso. Mesmo porque só vou pra lá quando estou em casa, longe dos olhos de todos.

Lá eu encontro forças para manter minha calma, para ajustar a máscara de normalidade. O mundo em volta pode desabar – eu preciso continuar firme. Só de vez em quando, quando a realidade fica muito pesada e o peito não consegue mais segurar o nó, é que o mundo mágico não resolve. Aí não tem outro jeito, a não ser abrir as comportas e chorar...

Meu medo é que em algum momento eu não consiga mais voltar ao mundo real. Mas será que alguém vai se importar com isso? Bom, acho que eu me importo. Se não me importasse, não teria esse medo, certo?

* * * * *

Arrumei um cantinho no meu quarto, onde posso ficar com meus livros, minha música, minha paz. Bem longe do telefone – que adianta ficar ao lado dele, se ele nunca toca pra mim? Meu Maquinho, atualmente, é meu maior companheiro. Abençoado o momento em que me convenceram de comprar um.

* * * * *

N
esse retiro todo, desenvolvi mais um pouco minha prática de inglês. Desta vez, foi através de letras de músicas. E descobri que tem coisas que fazem muito mais sentido em inglês do que quando traduzidas – aí, elas perdem a força e o significado. Pensando nisso, percebi ainda que sou capaz de ler e entender uma série de coisas em inglês. Mas continuo incapaz de formular uma frase. Que raio me bloqueia?

Eita cabecinha esquisita...

fevereiro 23, 2009

Lembranças


Clint Eastwood é a cara de Robert Kinkaid; Francesca Johnson é Meryl Streep. Fuçando livros comprados e não lidos, atrás de alguma coisa para encher o tempo, encontrei Os Caminhos da Lembrança, uma espécie de complemento de As Pontes de Madison – os dois de Robert James Waller. Não queria histórias de crimes e mistério, então achei que a escolha estava perfeita. Foi mais do que isso.

Li As Pontes de Madison há muito, muito tempo – acho que mais ou menos o mesmo tempo que se passa entre o final da história entre Robert e Francesca e o final do livro. Lembro que estávamos em férias em algum bom lugar com piscina – li o livro sentada à beira da piscina e fiquei pensando se alguém percebeu as lágrimas escorrendo no meu rosto enquanto lia. Chorei por Francesca, pela vida que ela escolheu e pela escolha que fez. Chorei pela rotina, que ela repetiu com Robert com um outro significado porque ela era outra mulher – aquela que viveu por apenas quatro dias, mas que era mais ela. E porque sabia que ela ia continuar presa naquela rotina, vivendo de lembranças desta outra mulher, escondendo essas lembranças, cultivando-as. Os filhos brincavam por perto, então tratei de me recompor rapidinho e deixei a leitura para depois, na segurança do quarto e na paz das crianças dormindo...

Os Caminhos da Lembrança conta o que aconteceu com Robert e com Francesca nos 16 anos em que estiveram afastados, sem ter notícias um do outro. No final de As Pontes de Madison, a gente sabe que ele morre e deixa uma caixa de lembranças para ela. E sabe que ela sempre teve importância na vida dele – o quanto, só se descobre com o segundo livro. Porque ele nunca deixou de amá-la, mesmo vivendo longe, mesmo sem saber como ela estava. E ela, da mesma forma, tirava da lembrança dos quatro dias as forças para continuar vivendo.

O segundo livro, acabei de descobrir que está esgotado, é tão doce e melancólico quanto o primeiro. Talvez até mais, porque depois do filme Robert e Francesca ganharam uma cara, transformaram-se em personagens de carne e osso depois do filme. Aposentado, cansado, Robert decide voltar à ponte Roseman, que Francesca continua visitando diariamente.

A gente sabe que eles não se reencontram – o primeiro livro já contou isso -, mas é assustador saber que alguns minutos poderiam ter mudado tudo. A gente sabe da inevitabilidade da vida – mas ela não poderia ter andado um pouco mais depressa ou ele, mais devagar?

Claro que chorei...

fevereiro 22, 2009

El Mareo


Bajofondo é o novo tango. O grupo tem o argentino Gustavo Santaolalla, aquele que ganhou dois Oscars de trilha sonora original por O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e Babel (2006), além do BAFTA por Diários de Motocicleta (2004).

O disco é lindo - Mar Dulce - e não canso de ouvir. Mas El Mareo, com a voz de Gustavo Cerati, tem tudo a ver com meu momento de agora.

Asi son las cosas / amargas borrosas / son fotos veladas / de un tiempo mejor

Música de adeus, melancólica e emocionada, mas vibrante e pra cima.

Eu ainda chego lá!


Avanzo y escribo
decido el camino
las ganas que quedan se marchan
con vos

Se apaga el deseo
ya no me entreveo
y hablar es lo
que se me da mejor

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

El aire me ciega
hay vidrio en la arena
ya no me da pena
dejarte un adios

Asi son las cosas
amargas borrosas
son fotos veladas
de un tiempo mejor

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

El aire me ciega
hay vidrio en la arena
ya no me da pena
dejarte un adios

Asi son las cosas
amargas borrosas
son fotos veladas
de un tiempo mejor

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

Con los ojos no te veo
se que se me viene el mareo
y es entonces
cuando quiero
salir a caminar

fevereiro 18, 2009

Clair de Lune


Saiu no jornal de hoje matéria sobre um CD do Nelson Freire com músicas de Debussy – claro que a pièce de resistence é mesmo Clair de Lune, uma das coisas mais lindas que já ouvi. Aí saí atrás da gravação e encontrei essa pérola no You Tube – seqüência não utilizada no Fantasia de Disney.

Confesso: chorei.

fevereiro 16, 2009

Segundas


Segunda-feira brava para minha cabeça. Contraste total com a segunda anterior, quando estava animada com uma série de possibilidades que apareciam. Esta de hoje está desanimadora em todos os sentidos... Mas meu horóscopo diz que virão coisas boas ainda hoje. Quem espera sempre alcança, mas é bom ficar sentado...

Desisti de encarar Eldest em inglês. Estava difícil de acompanhar. Resolvi comprar a tradução, para manter meus pés longe da realidade. Com a vantagem que tenho Brisingr em português. Então, serão dois volumes para me ocupar. Claro que não tinha o livro na livraria – só chegaria à tarde e o filho vai me trazer à noite, se a memória dele não falhar. Enquanto isso, vou me ocupar com Seda, de Alessandro Baricco, que comprei porque tinha certeza de ter já lido esse autor. Fiquei tentando me lembrar de onde já tinha ouvido falar.

Lembrei: em uma época da vida, tentei aprender italiano. Alguma coisa eu aprendi, bem pouco na verdade. E um amigo italiano me deu este mesmo livro do Baricco, imaginando que isso ia me ajudar no aprendizado. Claro que não consegui ler. Metida que sou, achei que ia tirar de letra... Talvez agora, com a tradução na mão, eu consiga desvendar um pouco desse mistério que é o italiano e, talvez, coloque mais uma língua entre as que consigo ler.

Acho que continuo metida...

fevereiro 14, 2009

Mais vampiros


Continuo no rastro dos vampiros. Depois da série Crepúsculo, encarei praticamente em uma só tacada 12 horas da primeira temporada de Tru Blood, que o filho baixou e passou pra mim – muito, muito bom! E com algumas semelhanças curiosas com os livros da série Crespúsculo.

Um é dirigido a adolescentes; o outro, para adultos. Em ambos, o vampiro principal é absolutamente inebriante. Mas só para Stephenie Meyer todos os vampiros são lindos. Em Tru Blood, Bill (Stephen Moyer) é de se chamar todos os sais – e Anna Paquim, a Sookie, concorda comigo: eles estavam juntos pelo menos até outubro do ano passado - e Eric e misterioso e fascinante. Os demais... Umph!

A série da HBO é baseada no livro de Charlaine Harris (The Sookie Stackhouse / Southern Vampire Series) e agora fico à espera da segunda temporada. Que diabos existe entre Sam e Maryann? A propósito, quem é Maryann? E Lafayette foi morto mesmo? O que Bill vai fazer com a vampira que foi obrigado a criar? Calma e paciência, uma hora as respostas virão...

Os vampiros de Meyer podem sair ao sol; os de Harris, enfraquecem e podem morrer se não forem escondidos a tempo. Bill só pode entrar na casa de humanos se for convidado, exatamente como o Jerry Dandridge criado por Chris Sarandon em Fright Night (acho que pouca gente lembra desse filme, mas o vampiro de Chris Sarandon talvez seja um dos mais charmosos do cinema). Tanto em Crepúsculo como em Tru Blood, espelhos, água benta e crucifixos não fazem nenhum mal a eles. “Mitos criados para garantir nossa segurança”, explica Bill a Sookie.

Se o Edward de Meyer ouve os pensamentos de todos, menos os de Bella; é a Sookie de Harris que ouve o que todos pensam – menos Bill. E nas duas histórias a protagonista é disputada por um vampiro e por um metamorfo (o lobo de Jacob e o cão de Sam). E tanto Bella como Sookie ficam mesmo com o vampiro – no lugar de qualquer uma delas, eu faria o mesmo...

Os vampiros de Meyer preferem ficar no norte dos Estados Unidos; os de Harris se refugiam nos casarões do sul. Mas as duas histórias têm como cenário pequenas cidades americanas, onde todos se conhecem e onde a fofoca corre solta...

Enfim... Na falta de novos vampiros, acho que vou mesmo para Alagaësia viajar no dorso de Saphira, na companhia de Eragon. Comecei a ler Eldest, o segundo livro, mas só tenho em inglês e está difícil de entender... Preciso comprar o traduzido para acompanhar a história melhor...

Ou seja: vou continuar com os pés bem longe da realidade....

fevereiro 02, 2009

A-do-rei!!!


Terminei de ler toda a série – Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Down (claro que o último foi em inglês, porque não dava pra esperar o final da história – acho que a tradução vai se chamar Amanhecer). E aí fui ler uma matéria na Superinteressante que tentava explicar o fenômeno de vendas do livro e do filme. E fiquei muito brava.

Claro que a revista tem de vender – e qual apelo é maior do que o sexo ou a falta dele? Mas reduzir o sucesso de vendas de um livro a simplesmente falta de cenas de sexo é fazer muito pouco caso da inteligência dos leitores. Deles e dos livros. Adolescentes, acreditem, não são burros nem bobos. Eles, como qualquer ser humano que raciocina, gostam de uma boa história – e isso não é de hoje. Os trovadores da Idade Média sempre tinham uma imensa platéia quando se apresentavam contando histórias. E isso se repete ao longo da história, sem interrupção.

Histórias mágicas, que mostram um mundo diferente daquele em que vivemos, com conflitos – quem vive sem eles? -, brigas, traições. Conhecemos todos esses problemas, mas num mundo mágico eles ganham outra dimensão e sempre têm solução. No mundo paralelo das letrinhas, tudo sempre tem um jeito, mesmo que esse jeito seja irreal. Não é maravilhoso?

Nós, dito adultos, costumamos achar que qualquer adolescente é um imbecil regido pelos hormônios. Esquecemos, ou fazemos questão de esquecer, que passamos por tudo isso. E em nenhum momento daquele período nos vimos como imbecis regidos pelos hormônios. Tínhamos, naquela época, a capacidade de nos emocionar e nos envolver em histórias bem contadas. Por que a moçadinha de hoje não pode ter essa mesma capacidade? Somos melhores?

Bom, alguém sempre pode achar que minha cabeça parou naquela época e não progrediu mais. Para esses eu digo: ainda bem.

Adoro uma boa história. Gosto de ser levada para outros lugares, outros mundos. Admiro profundamente quem consegue criar algo assim só colocando o preto no branco, usando letras. Stephenie Meyer conseguiu. J. K. Rowling também, só para citar outro fenômeno de vendas que a revista também cita.

Numa comparação da série Harry Potter com a série Crepúsculo, acho que Rowlings escreve melhor do que Meyer. Mas ambas conseguem conduzir o leitor por caminhos fantásticos sem nunca abandoná-lo. As histórias prendem – e essa é a única explicação que encontro por não conseguir deixar Bella prestes a se casar com Edward, mas com o coração despedaçado por ter de abrir mão de Jacob no final do terceiro livro (que, por sinal, tem um monte de erros de português – tradução apressada?). Fui atrás do quarto volume – e li tudo em três dias.

Para quem espera pela tradução para perseguir o resto da história, só adianto que o quarto volume é bem maior (são 754 páginas, divididas em três livros, um deles escrito sob o ponto de vista de Jacob). E o que era uma história de amor se transforma numa história de aventura. E que a lua de mel de Bella e Edward é no Rio de Janeiro...

Acho que, ao invés de divulgar essas pesquisas bobas sobre sexo ou não sexo, as revistas deveriam contar um pouco do que se passa nos livros, oferecer um pouco do fascínio da história, para incentivar a leitura dos livros. Que, ao longo da narrativa, chamam a atenção para outros livros – frases de outros autores, discussão de personagens... Quem é esse Edward de Razão e Sensibilidade? “Nunca mais vou criticar Romeu”, diz o Edward de Meyer em Lua Nova. E, numa crítica a O Morro dos Ventos Uivantes, ele declara: “Não sei como Heathcliff e Cathy terminaram ao lado de casais como Romeu e Julieta ou Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy”.

Quem não ficaria intrigado e procuraria saber mais sobre esses casais citados?

janeiro 27, 2009

Crepúsculo


A segunda-feira foi negra para o mundo, com as quase cem mil demissões. A cidade parou no começo da noite por causa das chuvas. E eu só vi e soube de tudo isso pelos jornais, hoje. A essa altura do mês, sem trabalho e sem dinheiro entrando, corro o risco de entrar em parafuso com as despesas que não param de chegar. Então, fui ao cinema.

Quando as coisas apertam – janeiro é sempre assim, eu já devia saber e estar preparada -, me refugio num mundo qualquer. Desta vez, entrei no clima de lugares frios e nevoentos, bosques muito verdes, vampiros “vegetarianos” e amores que deveriam ser impossíveis. Mergulhei em Crepúsculo, o livro de Stephenie Meyer no final de semana em Ilhabela. Cheguei domingo e fui correndo pegar Lua Nova, que já tinha comprado. Amanheci na segunda com o segundo volume lido e decidida a comprar o terceiro, Eclipse (esse tenho de economizar, não se tem idéia de quando vai sair o quarto livro, Amanhecer – mas tem em inglês e é sempre uma possibilidade se a minha ansiedade estiver grande demais).

E também quis ver o filme. Precisava confirmar que o ator escolhido para viver Edward Cullen (Robert Pattinson, o que fez Cedric Diggory na série Harry Potter) conseguia ser aquilo tudo descrito no livro. Claro que não é. Aquilo que é descrito no livro não existe em carne e osso e embora Edward tenha, de vez em quando, a cara do Pattinson na minha imaginação, quase sempre ele ganha outras feições. Bella (Kristen Stewart) corresponde à imagem que eu tinha; Jacob também (mas no segundo livro ele muda e acho que não vai dar pra usar o mesmo ator).

E aí estou eu: uma velhinha que precisa de um universo paralelo para escapar da vida real que insiste em bater na minha cara. De vez em quando entro em viagens desse tipo. Se faz bem ou mal, não importa: eles me ajudam a enfrentar e ultrapassar períodos ruins. Mesmo porque nem tenho como vencê-los...

Me deixem quieta com Bella, dividida entre vampiros e lobisomens. Será que não dá pra ela ficar com os dois?

* * * * *

E ia me esquecendo: Feliz ano novo para todos!!!

dezembro 19, 2008

Feliz Natal!!!


E 2008 já vai terminar. E 2009 já vai chegar, pra passar voando. O tempo não pára, dizia o poeta. Eu acrescento: vai que nem foguete...

Em alguma hora, prometo, faço o balanço do ano. Por enquanto, vou embrulhar e entregar os presentes de Natal e preparar a mala pra viajar. Natal na ilha vai ser muito bom.

Marzão sempre faz bem à saúde...

O cartão é o que eu fiz e mandei para alguns amigos e contatos de trabalho. Fica aí pra eu não esquecer...

novembro 26, 2008

Atualização


Naquele velho ritmo conhecido do com-trabalho-sem-trabalho, estou num momento sem. De certa forma, é bom. Como resolvi que vou costurar boa parte dos presentes que vou dar no Natal, preciso de tempo pra ficar pilotando a máquina de costura.

Mas de vez em quando a gente tem de dar uma sapeada nos e-mails – vai que aparece alguma coisa, não é? A última mensagem relacionada a trabalho cancelava o resto da minha participação na revista da Fiesp. Se isso significou menos dinheiro, teve a parte do alívio: o trabalho, lá, não é dos mais organizados. Na verdade, eles nem precisavam de reforço, têm estrutura suficiente para segurar o trabalho, sem problemas nem atropelos. Chamar ajuda, acho, foi só um apavoramento momentâneo. E tem o alívio de não precisar sair por aí com o Maquinho debaixo do braço: não dá pra arriscar, ele é muito precioso – e caro!

Mas na sapeada geral que a gente dá no computador indicou que os blogs que freqüento andam sofrendo do mesmo problema: falta de notícias. A filha parou o dela em 1.º de novembro – pode? Com isso, meu ânimo pra escrever também vai pro beleléu...

Tenho, porém, de registrar uma vitória: fiz a Pavlova da Nigella. Não ficou perfeita – minha paciência, acho, é pouca para agüentar quase uma hora de barulho de batedeira. Mas ficou boa e gostosa. Enfrentei algumas dificuldades na tradução da receita: double cream – que diabos é isso? Descobri que, se tem por aqui, só deve ter em importadoras... Mas creme de leite fresco serviu. Bem batido – dá-lhe mais batedeira no ouvido!!! -, com menos açúcar do que o pedido (o merengue já é doce por demais), ficou perfeito com a geléia de framboesa, azedinha. E, claro, com as raspas de chocolate.

Vou fazer de novo, agora preparada para encarar um tempão de batedeira ligada. É fácil fazer. Como um monte de coisas na vida, tem de ter paciência. E já programei uma edição, caprichada, para o Natal.

Agora virou questão de honra: tem de dar certo!

novembro 12, 2008

Sabiás comilões


Há algumas semanas, uma sabiazinha resolveu fazer o ninho dela na árvore em frente de casa. Teve três filhotes e, por um tempo, a diversão em casa era acompanhar as idas e vindas da passarinha levando comida pros filhotes. Foi quando a gente decidiu colocar frutas no jardim, para facilitar a vida da sabiá. E ela vinha. E atrás dela, outros sabiás apareceram. Os gatos ficaram alvoroçados, espiando essa passarinhada toda da janela da sala. Só espiando: a tela não deixa que eles saiam caçando...

No meio do caminho, um gato safado, que não é meu, subiu na árvore. Acho que comeu um dos filhotes. Os outros dois, assustados, caíram da árvore. Isso tudo bem na hora em que o filho estava chegando em casa, perto das 6 da manhã. Ele veio me acordar: “Mãe, o filhote caiu do ninho!” Lá fomos nós recolher os filhotes... Colocamos num balde grande, no terraço, para a mãe não ter dificuldade de achar. Um deles saiu voando logo em seguida. O outro ainda demorou um pouco, mas a mãe ficava sempre por perto, ajudando. Até que foi embora também (a foto foi feita pelo filho, do sabiazinho que foi embora depois).

Mas agora, o engraçado é que toda hora tem passarinho ciscando no jardim, atrás da fruta. Mamão é a favorita. Já tentamos banana, maçã, manga... Não tem jeito: mamão é sucesso de público e crítica. E eles sabem que é a gente que coloca a comida pra eles. Não estranham nada. Tanto que às vezes alguém sai de casa e, se eles estão lá, comendo, nem se abalam. Continuam onde estão. E quando não tem comida, fazem uma barulheira danada.

Num domingo, o filho ia saindo de casa e um sabiá – não sabemos se é a mãe, o filhote ou outro, eles são todos iguais! – pousado no muro começou a reclamar. E o filho ainda respondeu! “Chi, a Adelina não vem hoje. Comida, só amanhã”. E agora há pouco, três sabiazinhos estavam em conferência no jardim, fazendo uma algazarra em torno do prato vazio de frutas (a que pusemos ontem já tinha acabado), como se estivessem reclamando.

Fui lá e coloquei meio mamão. Eles fizeram silêncio.

Pelo jeito, arrumei mais alguns bichinhos...

novembro 10, 2008

Profilteroles


O nome intriga. Profit, tanto no inglês como no francês, é lucro, ganho, aproveitar. Alguém certamente ganhou muito dinheiro com isso. O fim de semana não teve a Pavlova da Nigella, mas teve uma passada na Di Cunto, verdadeira perdição. Aproveitei pra comprar uma bandeja de profiteroles – igual essa aí da foto.

Em Paris, coma profiterole na sobremesa. É imperdível. Acho que é bom em qualquer restaurante. Mas aqui em Sampa, os melhores são mesmo os da Di Cunto. Quando estiver passando pelo Ipiranga, aproveite e conheça o lugar. Não vá com fome: mesmo sem fome a gente gasta um monte de dinheiro só em coisas de comer.

E compre profiteroles...

* * * * *

Teve trabalho, também. Mas isso foi o de menos.

novembro 09, 2008

Freddie e Jonathan


O filme se chama August Rush – aqui, ganhou o absurdo nome de O Som do Coração. Era a estréia no Telecine e por causa do sujeito aí da foto – Jonathan Rhys Meyer, sem dúvida, está na lista dos meus 10 mais bonitos -, decidi assistir. Ele está lindo, sempre está. Mas não é só.

O filme é uma lindeza: um conto de fadas moderno, doce, gostoso. E é covardia colocar Freddie Highmore como protagonista. É querer colocar todos os outros atores em segundo plano. Adorei o garoto em Finding Neverland e foi uma delícia vê-lo ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet, fazendo o pequeno Peter. Aqui, ele engole todo mundo – até Robin Williams, totalmente fora de esquadro no papel que lhe deram. O menino sorri, feliz, e parece que a cena se ilumina...

E a música! Ficou a impressão de que escolheram as músicas e então fizeram o filme. Jonathan faz um roqueiro irlandês – e canta! Agora, vou atrás da trilha sonora. Mas não é só por causa dele, não. As músicas são lindas.

Rhys Meyer é irlandês, então não teve dificuldade nenhuma com o sotaque – só teve de ser ele mesmo... Descobri que tem a idade de meu filho mais novo e que não é a primeira vez que ele canta em um filme.

Já não chega toda a mística que tenho em relação à Irlanda e ainda me aparecem esses irlandeses de tirar o fôlego...

novembro 08, 2008

Trabalho e ócio


Inconstância é a palavra-chave do meu trabalho, atualmente. De duas/três semanas de trabalho ininterrupto, inclusive nos finais de semana, seguem-se duas/três semanas de absoluto ócio. Então, meu humor sobe e desce, parecendo aqueles gráficos de atuação da bolsa de valores em momentos de crise. Ou, num exemplo mais acessível, um elevador...

Já disse várias vezes que não gosto de trabalhar – aquela velha história que nasci para ser dondoca, teúda e manteúda -, mas gosto de gastar. Para ter uma coisa, preciso fazer a outra. Assim... No trabalho, a perspectiva de poder comprar coisinhas me deixa contente. Claro que às vezes a gente fica muito brava por conta de atrasos, coisas que não são entregues conforme o combinado, desatenção, falta de respeito (e como tem isso!). Mas saber que vai entrar um dinheirinho sempre é animador.

Daí que me peguei pensando que dá pra viver com menos e que não precisaria fazer o tanto de coisas que faço só pra sustentar meus luxos. Claro que isso passou pela minha cabeça naquela fase de nada a fazer mas com preocupação de como vai ficar se não aparecer mais nada. E em seguida, fazendo uma listagem rápida do que poderia dispensar, concluí que seria melhor aparecer muito trabalho porque não estou disposta a abrir mão dos meus luxos.

A desvantagem é que não dá para fazer planejamento do futuro próximo. Nunca sei se e quando estarei livre. Agora estou de novo na fase meu nome é trabalho. Há duas semanas, no meio do nada a fazer, combinei com uma amiga de cometer uma extravagância e experimentar uma receita da Nigella. Pavlova. Um verdadeiro e delicioso atentado de colesterol. Era para ser neste final de semana. Não vai dar. Vou trabalhar.

Por enquanto, a gente tem de se contentar só com a foto....

outubro 02, 2008

Treino de descanso

Claro que é preciso ter espírito para isso. Ficar à-toa, pensando em um monte de nada e em tudo, procurando alguma coisa que ocupe os olhos enquanto a barriga empurra o tempo. Bom, é o que eu tenho feito desde segunda-feira. Mentira: na segunda, ainda trabalhei um pouco. Afinal, era a reta final de um trabalho que não exigia mais minha presença, mas precisava da minha participação. Depois... foi só nada a fazer!

A gente precisa mesmo de uns períodos assim. Achei, na terça, que na quinta entraria em parafuso se não pintasse trabalho. Mas sabia também que haviam coisas engatilhadas que poderiam deixar de ser projetos muito rapidamente. Então, estou à espera.

Experimentei novos lugares para mudar a paisagem. Com o terraço todo telado, descobri um excelente lugar pra ficar lendo no final da tarde – mas acho que se o verão for muito bravo, vou ter de providenciar um guarda-sol. Minha poltroninha no quarto é outra opção maravilhosa. E, claro, tem o posto fixo na sala, na frente da TV.

Fiz planos – e ainda vou cumprir – de costurar. Por enquanto, não me animei em me enfurnar no mocó, sem paisagem à vista. Mas sei que preciso ir. E irei quando pintar aquela vontade de produzir alguma coisa, de sentir que estou fazendo alguma coisa. Por enquanto, não deu vontade.

Felicidade é isso: fazer o que se tem vontade, quando se tem vontade.

Então, hoje estou feliz.

* * * * *

Fiquei mais de mês sem escrever. Muita água rolou sob a ponte, mas agora isso nem tem tanta importância mais. Por isso, nem vale a pena contar.

Hoje, deu vontade de escrever. Amanhã, quem sabe?

O futuro a Deus pertence...

* * * * *

Esse post vai sem foto porque estou sem Photoshop no PC. Tem no Maquinho - ei, essa é uma novidade pra ser contada! -, mas não vou usar ainda.

Isso se chama preguiça.

agosto 22, 2008

Comentários olímpicos


Mais um pouco e eu emplacava um mês inteiro sem escrever. Mas acho que não fez falta, no fim das contas. Primeiro era muito trabalho, depois muita preguiça, depois... Olimpíada. Já falei isso neste blog há algum tempo, mas sempre repito: o Pedro Bial me disse, numa entrevista, que em época de Olimpíada ele vira samambaia pendurada na frente da televisão. Eu também – quando dá.

Essa edição pequinesa é dura. Os horários são terríveis para nós, brasileiros. Com isso foram várias noites indo dormir de madrugada, só pelo prazer de ver recordes caindo, esportes quase desconhecidos que quase não são mostrados pelas TVs. E acordando o mais cedo possível, pra não perder muita coisa.

Futebol? Esquece... Eu tinha certeza de que a turma do Dunga não traria o ouro. Torcia pelas meninas – e olhe que não gosto de futebol feminino. Outra certeza que eu tinha é que o Diego Hipólito iria falhar. Tem uns caras que a gente olha, observa, admira, mas sabe que não vai chegar. Não me pergunte porque, tenho essa impressão desde quando ele começou a aparecer. E não sei não, mas acho que o vôlei masculino vai é voltar com a prata – tomara que eu esteja errada, os meninos são muito bons. Idem para o feminino – e elas, até agora, não perderam um único set. Botei a maior fé na Jade, mas ela tremeu. Responsabilidade é um peso que pouca gente consegue levar na boa. Ela não conseguiu, o que é uma pena.

A primeira semana valeu pelo Cielo. Menino de ouro – e é, mesmo que não trouxesse a medalha. Foi lá, se apresentou, disse e mostrou porque foi. Torci desesperadamente, gritei, pulei – sozinha, porque até os gatos saíram correndo de perto, assustados. Chorei com ele, no pódio.

Na natação, como todo mundo, eu queria ver o Phelps. Acabei encantada com Kosuke Kitajima, o japonês dos 100 e 200 metros do nado de peito. Ele é o peixe, não o Phelps. O carinha é incrível: pequeno (tá, é mais alto do que eu, mas isso não é vantagem), se desloca dentro da água com uma elegância e uma técnica que faz a gente morrer de inveja. Quando eu estava aprendendo a nadar (lá se vão uns vinte anos...), não conseguia sair do lugar quando comecei a aprender o nado de peito. É muita coisa pra gente mexer ao mesmo tempo e em sincronia. E o segredo, me dizia o instrutor, é a pernada, que tem de ser forte para a gente se deslocar e conseguir empurrar a cabeça pra fora. E enquanto a cabeça de todos os outros nadadores aparecia o tempo todo fora dágua, num ritmo alucinante, a cabecinha do Kitajima vinha em longas pausas. É aí que ele ganha. E é por isso que eu coloco a foto dele.

Hoje voltei a chorar, com a Maurren. A força mental dessa mulher é impressionante. Virei fã dela. E o atletismo me deu bons momentos nesta segunda semana, com o Usain Bolt dançando, fazendo folia e arrasando os tempos dos adversários.

Agora falta pouco, só mais dois dias. Meu tempo de samambaia está no fim...